quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ESPERANÇA 2



A esperança é a mola que move o mundo. É ela que nos faz levantar, trabalhar, inventar, criar, desejar, arriscar, produzir, reproduzir, insistir, tentar e tentar novamente. A esperança é a matéria prima da religião. A esperança é a energia dos inventores.

Quando perdemos a esperança, perdemos a razão de viver e a razão de morrer.

“A esperança vê o que não existe no presente,
existe só no futuro, na imaginação. A imaginação
é o lugar onde as coisas que não existe, existem.
Este é o mistério da alma humana: somos
ajudados pelo que não existe, quando temos
esperança, o futuro se apossa dos nossos corpos.
E dançamos. É, pois preciso estar embriagado de
esperança e quem é possuído de esperança fica
grávido de futuros... Aqueles que ouvem a
melodia do futuro plantam árvores em cuja
sombra nunca se assentarão, mas não importa.
Eles se alegram imaginando que as crianças
amarrarão balanços em seus galhos. E assim
todos que sonham plantam árvores”.
Rubem Alves


Não desista dos seus sonhos!

A árvore representa bem a esperança. Quando plantamos uma semente estamos tendo um aatitude de fé e de esperança. estamos acreditando no potencial que existe na semente. A semente não é árvore, mas a semente é a possibilidade, a esperança de uma sombra ou de uma fruta ou de um balaço para uma criança rir bastante enquanto não cresce. Uma semente guarda um enorme potencial.

Jesus falou sobre disse dizendo que se a nossa fé for como uma semente de mostarda, poderemos mover montanhas, pois a semente, se plantada e regada crescerá e virará algo frande que será útil para outros.

Meu sonho é ser semente plantada. Minha esperança é ser planta crescida. Meu objeto de desejo é fé inquebrantável!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ESPERANÇA 1






Em cinco anos, o brasileiro será o povo mais feliz do mundo. Pelo menos, é o que ele espera. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Instituto Votorantim, com base em dados coletados pelo Instituto Gallup com mais de 130 mil pessoas em 132 países, revelou que os brasileiros têm o nível mais alto de expectativa de felicidade em relação ao futuro: 64% dos entrevistados acreditam que terão felicidade suprema até 2013. Em uma escala de 0 a 10, a satisfação tupiniquim em cinco anos será de 8,28.


A explicação para tanto otimismo juvenil é a transformação no cenário econômico brasileiro. Só em 2007, foram criados 1,6 milhão de novos empregos formais, e 91% deles ficaram com pessoas de 15 a 29 anos. Nesse período, a renda do jovem gerada pelo trabalho aumentou 10,5% ao ano e seu nível de escolaridade também aumentou 1,75%. Agora ele passa 10,4 anos na escola, contra 9,5 anos em 2003. Mas a explicação não pode ser apenas técnica, pois, creio eu, existe um fator sociológico que não pode ser: o alto nível de esperança presente ma população brasileira.
Alguém já disse que nós não devemos tirar as esperanças de ninguém, pois pode ser que esta seja a única coisa que ela tenha. De fato, se buscamos viver, somente buscamos porque temos esperança que “as coisas podem melhorar”, sendo que tais “coisas” podem ser definidas como situação econômica, relacionamento conjugal, crise existencial, amor não correspondido, planos frustrados...


Há um mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas. Essa história chegou até nós por meio do poeta grego Hesíodo, que viveu uns setecentos anos antes de Jesus andar pela palestina. De acordo com o mito, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefão dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta. Dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente mais um único dom: a esperança.

Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa. Neste seu ato, Pandora, assim como sua outra companheira também posta na terra pelo Deus dos Hebreus (Eva), acabaram criando uma grande confusão por não obedecerem, ou melhor, por serem curiosas demais. Assim, a pequena Pandora abriu a caixinha proibida liberando todos os males no mundo, mas a fechou antes que a esperança pudesse sair.

Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição.

Esperança!

A esperança continua lá, presa na caixinha da Pandora, assim, ela permanece viva dentro do coração e mente de toda a humanidade: Esperança!
Amanhã será melhor.
A vida vai melhorar!
Pra frente é que se anda.
O que seria da humanidade não fosse a esperança? As invenções cessariam. Muitos inventos mecânicos, arquitetônicos, farmacológicos, etc. Existem somente em função da esperança. Quem inventa, inventou somente porque teve, antes do invento, a esperança que algo novo surgiria. A esperança move o coração dos inventores.

A poesia... Poesia é fruto também da esperança. Poetas são... Poetas! Poetas estão no mundo quase impenetrável que está num local de difícil acesso para pessoas normais. Este local fica exatamente entre a realidade em que vivem diariamente em seus corpos físicos que sentem frio, fome e medo e uma outra dimensão, perto do céu. Um local mítico, azul, vizinho da eternidade. E por estarem tão pertinho da eternidade, os poetas acreditam que há possibilidade de algo melhor que o hoje. Eles têm esperança. São movidos pela esperança. Esperança que suas penas, letras e versos os levem para mais perto deste paraíso existencial, ou que, ao menos, possam ajudar pessoas a saírem do mundo material para a dimensão deles, onde a vida fica mais azul.

É a esperança que faz com que milhões de pessoas acordem pela manhã e se dirijam para seus locais de trabalho, para um dia estafante, cansativo.

A Esperança é uma mola propulsora para o homem. Curiosamente, nos evangelhos não há nem um sequer relato de Jesus pronunciar a palavra “esperança”. Jesus não falava de esperança, mas ele falava de certeza. Ele não achava e não cria, mas ele, simplesmente, sabia. Em contrapartida, após os evangelhos, apalavra esperança é citada no Novo testamento dezenas de vezes.
Curiosamente Jesus não pregou sobre a esperança, pois esperança não é coisa de deus, mas coisa de homem. E, na verdade, como esperamos...


A esperança tem sido a mola mestra não apenas da humanidade no que diz respeito às suas questões práticas, mas de forma ainda mais contundente, a esperança tem sido a mola mestra dos místicos, especialmente do cristianismo, pois, para a subsistência do cristianismo, a esperança tem de ser a última a morrer...

CONTINUA SEMANA QUE VEM NA PRÓXIMA POSTAGEM


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

A "RAVE" É A MINHA PARÓQUIA.




Uma coisa legal em Jesus é que ele rompia com a religiosidade e o tradicionalismo sem cerimônias. Em sua época e cultura, a religião pertencia ao "templo" e aos velhinhos e poderosos que tomavam conta do templo. Se alguém quisesse uma bênção, perdão ou aplacar algum sentimento de culpa, tinha que ir ao templo e pagar aos velhinhos por este serviço religioso.


Jesus acabou com esta lógica, pois era ele, em sua juventude, quem ia até as pessoas, e pior, ele as perdoava sem cobrar nada. Jesus saiu das quatro paredes do templo e foi onde o povo estava para levar a Palavra de Deus, assim, ele conversava com pessoas de todo o tipo. Os velhinhos do templo, trancados em suas quatro paredes, não gostavam nadinha daquela revolução herética. Jesus escandalizava os velhinhos do poder, pois comia, bebia e ia em festas: coisas pouco religiosas!


Engraçado que este padrão, inaugurado por Jesus, repete-se sempre na história do cristianismo. Teve um outro cara, um inglês, já no século XVIII, que também rompeu com a lógica de obrigar as pessoas irem para dentro de quatro paredes para receberem algo de Deus, mas ele deciciu sair fora e, como Cristo, saiu para pregar nas ruas, nas praças, nas fábricas, onde tivesse gente. Novamente, os velhinhos detentores do templo não gostaram dele estar imitando Jesus e muitos até falaram muito mal dele e de suas práticas "modernas" e "revolucionárias", mas ele, John Wesley (tanto quanto Jesus), apesar de sofrer difamação, fez história.


Eu tive uma experiência muito legal no fim de semana que passou: Preguei o Evangelho numa "rave" (que para quem não sabe, trata-se de uma festa de música eletrônica). O grupo era grande, foi na cobertura de um shopping center, vários DJ's, música boa, a platéia era composta de pessoas de várias religiões e alguns que não queriam perder tempo com religião, mas a maioria da turma era mesmo de evangélicos, inclusive alguns dos DJ's. Cabelos coloridos, tatoos, roupas extravagantes e nada de drogas ou álcool. Lá pelas 3 da matina chamaram o pastor para pregar. Ele era eu. Me deram sete minutos. Que desafio gostoso! Que bênção não ser original e poder imitar descaradamente Jesus e Wesley, saindo das quatro paredes e indo onde os velhinhos do templo jamais iriam, não privando o mundo de bênção e perdão.


Assim, acabei não sendo nada original, pois como para meus mentores, naquela noite, o mundo foi a minha paróquia.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DECEPÇÕES



Não é agradável saber que a vida nos reserva algumas decepções:
Relacionamentos supostamente concretos dissipam-se como fumaça.


Lembro-me que por alguns anos eu me alegrava em contar para as pessoas que se eu fosse contar nos dedos meus verdadeiros amigos, uma mão não seria suficiente. Contava isto como sendo uma bênção de Deus na minha vida, mas creio que isto era também algum tipo de orgulho e vaidade. Pois bem, os anos se passaram e já não estou certo se posso manter tal afirmação, mas creio que hoje, numa ousada contagem como esta, sobrariam-me dedos... relacionamentos os quais julguei serem concreto, mas eram fumaça.


Algumas pessoas reputadas por verdadeiros amigos simplesmente não corresponderam às minhas expectativas em momentos que eu contava com eles. O que é menos agradável é que normalmente contamos com os amigos não nos bons, mas nos maus momentos, quando as coisas não são como se esperava ou não estão nos eixos.
Não podemos deixar de esclarecer que uma decepção é fruto de uma expectativa não atendida. Expectativas são construídas por nós mesmos em relação ao outro. Ou seja, nós construímos uma expectativa sobre alguém, entretanto, tal pessoa não é responsável por atender às expectativas por nós criadas. Muitas vezes nossa decepção é fruto de nossa própria maneira de administrar relacionamentos.
Nos bons momentos é sempre mais fácil ter e ser amigo pois é muito gostoso rir junto, entretanto, quando nós não somos boa companhia, quando estamos com alguma crise, quando nossa presença não alegra o ambiente, nesta encruzilhada, a gente pode mais facilmente identificar quem realmente está e quem não está conosco. Que decepção!


Quando o meu balão cor-de-rosa esplodiu e eu descobri a tal decepção, dois tipos de sentimentos me atormentaram profundamente.

O primeiro dizia respeito à minha decepção em sí: "Como pode fulano não ter atendido às minhas expectativas e necessidades justo agora? Quando realmente necessitei?"

O segundo dizia respeito a mim com relação ao outro. Num exercício de auto-análise pensei: "Quantas vezes na vida será que eu já decepcionei alguém? E quantas destas, talvez, até sem o saber?"

A constatação de que eu certamente também já havia decepcionado alguns (ou muitos - não sei) me corroía por dentro. Saber que eu já havia feito alguém sofrer o tanto que eu estava sofrendo era angustiante, doloroso, deprimente.

Mas não tinha jeito. Esta é a natureza humana que, falível e pecadora que é, vive traindo e traindo-se.


Tem uma estória destas na Bíblia e não é uma estorinha de rodapé, é um recorte capital do Cristianismo: A decepção de Jesus com o seu melhor amigo, Pedro, que o negou quando ele mais dor sentia. Não basta dizer que "era vontade de Deus", "Jesus tinha que sofrer mesmo, estava escrito", "Isto era assim mesmo...". Tal atitude seria leviana pois, neste caso, poderíamos dizer o mesmo a nosso respeito quando a gente sofre: "Estou bem, isto era para acontecer mesmo".


Por mais que creiamos que nossos destinos estejam escritos e que não possamos mudá-lo, isto não nos livraria da dor. Pois dor não é racional mas passional. Dor é sentimento. Jesus se decepcionou e sofreu. Jesus previu, mas isto não o livrou da decepção. Dor que o fez chorar, angustiar-se (assim como nós - pois ele era homem também). Dor que o fez suar sangue tamanha angústia ao saber que em instantes ele seria entregue como uma ovelha ao matadouro e os seus seguidores fiéis seriam infiéis e fugiriam todos, até Pedro, seu amigo iria dizer: "Eu? Imagina?! Nem sei quem é este cara. Nunca vi este maluco antes!"


Mas se formos fazer uma retrospectiva bíblica, veremos que muitos foram os grandes homens que tiveram decepções proporcionais e muitos foram os que também desapontaram a tantos outros. A execeção fica apenas para o mestre, Jesus: O único que jamais decepcionou alguém que o buscou!


Se você está decepcionado ou decepcionada com alguém ou alguma circunstância, digo:

Bem vindo ao clube da vida! Pegue a sua carteirinha, mas lute para que você não seja o motivo que trará outros para este clube. Que não seja você quem engrossará estas fileiras.


Vamos sempre lembrar que Deus, pela mediação de Cristo, não se decepciona conosco, pois ele conhece nossas limitações e nos olha pela lente da Graça, que a todos salva e a todos perdoa. Deus conhece os nossos corações profundamente, sem as nossas máscaras e nossas maquiagens do dia-a-dia.


Por falar em máscaras e maquiagem, veja este filme. Como você deve se apresentar para Deus e para as pessoas? De maniera honesta e sincera, ou com maquiagens que uma vez lavadas, vão promover a decepção?

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