sexta-feira, 29 de abril de 2011

DEUS CONTROLA O SOFRIMENTO HUMANO?


Sempre me intrigou o texto bíblico que diz que “Deus endureceu o coração de faraó”. Ou seja, Deus manda Moisés libertar o povo, mas este mesmo Deus faz jogo contra. Lembra um vilão, um "vira-casaca" ou um sádico, que quer ver Moisés e o povo hebreu escravizado se darem mal, passarem por mais sofrimentos e constrangimentos. Porque o texto diz que Deus endureceu o coração de faraó? Deus não deveria ser bonzinho? Para mim sempre foi um exorbitante contra-senso.


Ontem eu conversava com um amigo empresário que pensa em encerrar suas atividades comerciais. Ele é um dos caras mais crentes que eu conheço (“crente” no real sentido da palavra – não um igrejeiro ou religioso contumaz – mas um cara que tem um relacionamento pessoal invejável com o Criador e crê muito acima da média). Ele diz que parece que Deus não houve suas orações em favor da empresa, mas a cada ano, mesmo com bom faturamento, o lucro tem derretido como gelo no asfalto quente.

Tenho descoberto que a maior bênção que Deus quer nos dar não está relacionada a coisas materiais. O sentido da real bênção divina não é encher nossa existência de bens (coisas passageiras), mas nos encher a alma de valores eternos. O edifício que Deus quer construir é um caráter inquebrantável dentro de nós.

Deus quer e pode nos dar uma vida materialmente regalada, mas não faz sentido ter uma bicicleta e não saber nela andar. Melhor será aprender a andar de bicicleta. Deus está sempre mais preocupado a nos ensinar a pedalar do que preocupado em nos presentear como uma bicicleta que ficará parada enferrujando ou que nos causará um acidente por imperícia.

Costumo dizer que o Senhor é um Deus pessoal. Olha cada um de nós de uma maneira diferente e, como um pai, sabe como deve criar cada filho, conforme as carências e dificuldades de cada um. Neste contexto de “Deus pessoal”, temos dois grandes grupos. Um destes grupos é formado pelos que crêem e querem ser filhos de Deus, assim, decidem submeter-se pela fé ao seu “senhorio”, entregam sua existência a Deus permitindo assim a interferência divina em suas vidas. O outro grupo é formado por aqueles que não crêem num deus real, que interfira na história, ou seja, não crêem na existência de um “Deus Bíblico”, mas criam suas próprias teorias sobre “deus” e “deuses” e, portanto, não entregam suas vidas a entidades metafísicas e mitológicas como “jeová”, “filho-de-virgem”, “chaleira voadora” ou “papai-noel”. Estas pessoas consideram-se donas do próprio destino.

Deus nos aceita como somos. Aos que Nele crêem e pedem a interferência divina, Ele interferirá em suas vidas. Aos que não crêem e nada pedem, suas existências transcorrerão normalmente, com suas alegrias e sofrimentos - em seus sucessos alegram-se como mérito próprio, nos fracassos buscam os culpados.

O ponto é, porque aos que Nele crêem e pedem, por vezes Ele “endurece o coração de faraó” e a vida do crente converte-se em sofrimento e dor? Já vi muito crente, em meio a sofrimentos, expulsando satanás de suas vidas e muito pastor impingindo ao diabo a “culpa” pelo sofrimento. Contudo, muito sofrimento não apenas é permitido por Deus, como vem da parte de Deus.

Não foi o diabo que fez o povo Hebreu sofrer restrições por parte da Corte Egípcia, mas foi o próprio Deus e Pai dos Hebreus que os fez sofrer nas mãos de faraó, instrumento de Deus.

Não foi o diabo que decidiu espontaneamente acabar com a família, bens e saúde de Jó, mas foi Deus que permitiu tal desgraça na vida daquele crente fiel.

Não foi o diabo que matou Jesus, mas Deus planejou tudo! E Jesus, preso na cruz, gritou: “Pai, porque me desamparaste?”. Jesus sabia que Deus estava permitindo seu sofrimento, portanto, conversa com Deus, mas não repreende “o inimigo”.

Muitos outros exemplos teríamos dentro das Escrituras. Contudo, continua difícil para muitos compreenderem que quando um pai ou uma mãe põe de castigo ou dá umas palmadas no filho, este é um gesto de amor, um caminho para construir um caráter.

“Será que vocês já esqueceram as palavras de encorajamento que Deus lhes disse, como se vocês fossem filhos dele? Pois ele disse: ‘Preste atenção, meu filho, quando o Senhor o castiga, e não se desanime quando ele o repreende. Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho.’ Suportem o sofrimento com paciência como se fosse uma correção dada por um pai, pois o sofrimento de vocês mostra que Deus os está tratando como seus filhos. Será que existe algum filho que nunca foi corrigido pelo pai? Se vocês não são corrigidos como acontece com todos os filhos de Deus, então não são filhos de verdade, mas filhos ilegítimos.”
Hebreus 12:5-8

Preste atenção! Preste atenção no que está acontecendo. Preste atenção e aprenda alguma lição!

O gesto de “Deus endurecer o coração de faraó” foi um gesto de amor. Se faraó liberasse de primeira, o milagre na teria acontecido. Se Moisés tivesse convencido faraó num bate-papo, talvez ele tivesse ficado orgulhoso de si mesmo. Se as coisas estivessem acontecido naturalmente, não teriam sido “milagres”. Mas, na vida “dos que O temem”, Deus prefere que aconteça o impossível, o milagre, pois assim reconheceremos que houve uma manifestação metafísica e daremos a Deus o crédito aos eventos, crendo que o ocorrido foi uma “benção divina” e não um ato seqüencial da vida. Deus quer nos mostrar milagres, que é a realização de algo humanamente impossível e nos mostrar que não estamos crendo em vão: Existe vida após a morte! Deus também sempre trata nosso caráter em meio aos sofrimentos.

Cinco lições práticas que podemos extrair do sofrimento:

1. Situações graves fazem nos aproximar de Deus – Ele quer que fiquemos pertinho Dele.

2. Situações insolúveis esmagam nossa vaidade e orgulho e nos tornam humildes diante da vida, dos semelhantes e de Deus.

3. Situações de dor amolecem nosso coração e permitem que compreendamos a dor dos outros.

4. Situações extremas nos forçam refletir sobre nossos valores existenciais e espirituais.

5. Nas situações sem solução, quando solucionadas, damos o mérito e reconhecimento a Deus (milagre) e não a nós mesmos, por isso, isso, aumentamos nossa fé.

No final da conversa com meu amigo, concluímos juntos que seu momento de sofrimento é apenas uma oportunidade para o aprendizado de alguma lição de vida (a qual, uma vez aprendida, aquela página será virada), portanto, é oportunidade para algo certamente melhor ou maior que ainda virá. Sempre vem coisa melhor quando largamos o osso! Para que o novo entre, o velho tem que sair...



Reflita no que estes caras disseram:

Apóstolo Tiago:
“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!”
Apóstolo Paulo:
“E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.”

Rei Salomão:
“Filho, preste atenção quando o SENHOR Deus o castiga e não se desanime quando ele o repreende. Porque o SENHOR corrige quem ele ama, assim como um pai corrige o filho a quem ele quer bem.”

O autor anônimo, em uma carta ao povo Hebreu:
“No caso dos nossos pais, eles nos corrigiam e nós os respeitávamos. Então devemos obedecer muito mais ainda ao nosso Pai celestial e assim viveremos. Os nossos pais humanos nos corrigiam durante pouco tempo, pois achavam que isso era certo; mas Deus nos corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da sua santidade.”

Textos extraídos da Bíblia, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje,
editada pela Sociedade Bíblica do Brasil.





sexta-feira, 22 de abril de 2011

FELICIDADE?



Eu ainda não conheço ninguém de juízo cujo objetivo de vida seja alcançar a INfelicidade. Ao contrário, do gari ao filósofo, todo mundo quer mais é ser feliz!

Em busca da felicidade, fazemos de tudo: casamos, separamos, casamos de novo, estudamos para o concurso, pedimos demissão do emprego público, fazemos cursos técnicos, fazemos cursos inúteis, aprendemos fotografia, aprendemos a nadar, aprendemos a economizar dinheiro, tentamos ganhar mais dinheiro, lemos a Bíblia, lemos filósofos, viajamos, roubamos um beijo...

Instinto básico? Todos buscam a tal da felicidade!

Tem coisas que me fazem feliz. Como o pôr-do-sol por exemplo. É simples. É bem baratinho, mas me faz tão feliz... Fiquei triste nestes dias porque estão construindo uma casa ao lado da minha e o sol da tarde na janela da minha cozinha, irá se perder para sempre.

Ninguém quer ou busca a tristeza. Ao contrário, de Nietsche ao Seu Zé, a felicidade é algo que todo mundo quer. Como somos previsíveis!

Sendo este um tema tão recorrente no cotidiano humano, Jesus de Nazaré também se dedicou a esta crise existencial. Mantendo seu estilo de quebrar os paradigmas das nossas vãs filosofias, ele nos falou sobre a felicidade de uma maneira inusitada, original para dois mil anos atrás: A felicidade não é um destino a ser alcançado, mas uma maneira de viajar.

Jesus tirou o foco da felicidade nas coisas e nas pessoas. Afirmou que ser feliz não é ter isto ou ser aquilo. Muitos pensam que serão felizes quando se casarem, quando forem promovidos, quando tiverem uma bela casa ou um bom carro. Isto tudo são coisas boas, necessárias até. Dignas. Mas em si mesmas não são suficientes para manter um indivíduo em estado de felicidade. Quando alcançamos algumas destas coisas, como criança feliz com seu novo brinquedo, exultamos, mas logo precisamos de um novo carrinho, uma outra novidade que nos tire da rotina.

Conversei com uma amiga que está em crise porque aos 30 anos não se casou ainda e isto a faz infeliz. Conversei com outra que, com uma vida e família humanamente perfeitas, também está infeliz, só que por ter se casado. Esta crê que seria mais feliz solteira.

Felicidade?
Jesus nos ensina nos Evangelhos:
“Felizes são os que ouvem as minhas palavras e as praticam”.Soa arrogante? Ele pode!

Veja que não basta ouvir os seus ensinamentos, mas, sobretudo, devemos PRATICÁ-LOS. E qual é o ensino de Jesus?
(Não! Não se preocupe, porque não se assemelha aos ensinos de algumas “igrejas”)
Jesus, “em verdade em verdade”, ensina que devemos “amar o próximo como a nós mesmos”.

A palavra “próximo”, numa linguagem atual, fica mais bem traduzida por “outros”, “outras pessoas”. Em inglês, desde a primeira tradução, optou-se pela palavra “vizinho”. Portanto, um inglês ou um norte-americano cristão lêem que eles devem amar o “vizinho” como eles amam a eles mesmos...

Amar o vizinho!
Amar as demais pessoas como eu me amo.
Buscar o interesse do outro...
Amar os filhos e os pais é óbvio demais... Até os “maus” fazem isto!
Portanto o caminho da felicidade é pensar na felicidade do vizinho e não na minha felicidade.
Irônico?

"Isto é demais para minha cabeça. Sempre achei este andarilho curandeiro da Galileia meio louco mesmo. Ainda bem que o crucificaram”.
Jesus afirma que felizes são as pessoas que não pensam em si mesmas, mas pensam na felicidade do seu cônjuge. Que lutam pela felicidade do seu vizinho. Que desejam e procuram tornar a vida do colega de trabalho mais alegre e agradável.



Quem ama não trai. Quem ama não fere. Quem ama não é ciumento nem invejoso. Quem ama não deseja o mal. Quem ama não é arrogante nem soberbo. Quem ama luta pela justiça, não se alegra com o mal, mas alegra-se com o bem. Quem ama tudo espera, tudo suporta, tudo crê!
Altruísmo.
Amor ao próximo.
Abnegação.
Felicidade.
Simples demais?

Ou complicado demais?
Tente!

Será que Madre Tereza de Calcutá era feliz? Você não tem que ir tão longe. Você tem vizinhos. Comece por eles!


Sim, felicidade não é um lugar onde devemos chegar, mas uma maneira de percorrer a jornada da vida. Vamos viajar amando quem está do nosso lado, no mesmo ônibus.


Para Jesus, ser feliz é sairmos do nosso foco e colocarmos o foco no outro. Um paradoxo!

Jesus não encerra aqui seu discurso sobre a felicidade. Mas eu sim, por hoje. Este já foi um bom começo. Uma feijoada.

Voltando aos meus vizinhos novos que estão subtraindo meu pôr-do-sol, que por anos me fez tão feliz, meu desejo é que eles sejam muito, muito felizes em sua nova casa e que os seus pores-do-sol sejam eternos!

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Este filme fala por sí mesmo. Puro amor. Até o fechamento deste post, não havia disponível uma versão em português ou legendada, portanto, faço uma tradução "meia-boca" logo abaixo.


Minha tradução (tosca) para o português:

"Eu não vou cantar orações para meu marido. Não hoje. Tampouco vou falar sobre o quão bom ele era. Muitas pessoas já fizeram isso hoje, aqui. No lugar disso, vou falar de coisas que talvez façam alguns de vocês se sentirem desconfortáveis ou incomodados. Eu quero falar sobre o que acontecia na cama. Já tiveram dificuldade em ligar seus carros de manhã? (Barulhos de carro). Bom, era exatamente assim que David roncava.


Mas espere, roncar não era tudo. Tinha todo esse fluxo de ar rolando ali dentro dele. Algumas noites o ronco era tão intenso que ele acabava acordando. "O que foi isso?", ele perguntava. "Foi o cachorro. Volte a dormir, querido."Vocês devem achar isso tudo engraçado. Mas no final da vida de David, quando a doença estava em seu auge, era esse mesmo som me dizia que meu querido David ainda estava vivo.


E o que eu não daria só pra ouvir esses barulhos de novo antes de dormir?No fim, são dessas pequenas coisas que você se lembra, das pequenas imperfeições que o fazem perfeito para você. Por isso, digo para meus lindos filhos: espero que um dia vocês também encontrem seus parceiros de vida. E que eles sejam tão lindamente imperfeitos para vocês quanto seu pai foi para mim."


video

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jesus era hippie?

Por Jeferson Ferreira

Sou apaixonado pela maneira em que a raça humana se comporta; observar como diferentes pessoas reagem a um mesmo estímulo e quais as relações disto com a: Raça, nacionalidade, história de vida, sexo, ambiente e mais umas duas mil variáveis psicossociais envolvidas, tem me levado a viver observando. Até já me questionaram sobre meu olhar, taí a resposta para a maioria das vezes.

Então, um dos tipos de pessoas que sempre estimularam este meu instinto observador foram os hippies.

Lembro da descrição de uma amiga que falou de sua prima: “Ela era uma pessoa que passava a maioria do tempo como hippie, andando sem rumo e voltava para casa para trabalhar uns dois meses por ano e depois voltava para a rua”. Esta descrição era de alguém que tinha um estilo de equilíbrio atípico, que encantava minha equilibrada e normal amiga que contava a estória.

Este movimento que se iniciou nos EUA na década de sessenta, foi uma tentativa de ruptura dos conceitos normais de vida da época, eram pessoas desgarradas com aqueles trajes típicos do grupo (sandálias e colares) que pregavam a paz e o amor. Tudo bem que eles tinham também a fama de arruaceiros e eram drogados numa visão menos romântica, mas desconsidere isto para nosso exercício de imaginação.

Oops! Me lembrou Jesus, ainda mais somando-se à idéia de desgarrado, o fato deles pintarem Ele com aquelas roupas típicas da época e colocarem barba.

Imagine se Jesus vivesse em nossa época, como seriam as manchetes? Elas descreveriam uma figura perturbadora, meio Forrest Gump, cidadão de lugar nenhum, andando por ai à pé com um monte de gente atrás dele. Com certeza, em certo momento a necessidade de preservação da paz pública iria levá-lo a algum tribunal para ser julgado e humilhado publicamente por sua generosidade e presteza; ele ficaria calado e nós omissos e então... O resto da história vocês já sabem...

Pois é, neste meu mundo imaginário onde Jesus seria um “hippie doidão”, meio a mistura de Mágico de Oz com Madre Tereza de Calcutá para a maioria, me pergunto: onde nós, os cristãos estaríamos? Certo mesmo estou que atrás dele nunca. Não somos este tipo de pessoa que segue este tipo de gente.

Acredite, tem gente que já fez umas coisas bem loucas; lembro da história de minha amiga americana Cindy Norwood que vendeu tudo e viveu anos andando num ônibus de uns cristãos malucos chamados Gods People. Eles vendiam tudo o que tinham e saiam pregando o Evangelho e fazendo o bem país afora.

Ah! Temos um hippie na Bíblia, seu nome era João Batista. Marcos, o apostolo de Jesus, o descreveu como o pregador do deserto que “ .. comia gafanhotos e mel silvestre..”. Sou apaixonado por esta descrição “zen” da figura de João, de tão desgarrado ele nem aceitava fundar uma igreja, dizia que era o preparador que anunciava as boas novas.

Gente, luto para que minha alma seja assim, já que vai ficar difícil explicar para meus filhos que o papai agora vai viver por aí sem rumo sentado nas calçadas fazendo artesanato e comendo o que vendeu. Fico na imaginação e na aplicação espiritual da idéia mesmo.

Quero preparar o caminho do Mestre da melhor e mais livre maneira que puder. Não sou eu o realizador, mas serei o mais desgarrado anunciador da Boa Nova deste hippie que conseguir ser. Tenho que dizer que só Ele é que salva nossas almas de nós mesmos, pobres mortais, vivendo nossas vidinhas normais.


Jeferson Ferreira é membro na Igreja Metodista em Águas Claras e empresário.

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sábado, 16 de abril de 2011

Conhecimento em construção: Haja luz!

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É de uma arrogância assombrosa o homem crer que os conhecimentos científicos estão acima dos demais conhecimentos, ou seja, acima do conhecimento místico, por exemplo.

É de uma ignorância sem fim a pessoa crer que aquilo que a ciência descobriu é algo definitivo e, portanto, lei.

Gente, a ciência está ainda em construção. O conhecimento não é finito. As descobertas surgem diariamente em laboratórios distintos nos cantos deste planeta. O homem sequer começou a descobrir os códigos da vida e a máquina de viagem ao tempo ainda não foi construída, para permitir que o homem volte ao tempo e dê uma espiadinha como, de fato, viveram os Neandertais ou exatamente como aconteceu a extinção dos dinossauros. Hoje baseamos em suposições, as quais não são as mesmas suposições de 200 anos atrás e, obviamente, não serão as mesmas suposições de 200 anos à frente, quando outras mentes mais brilhantes já terão tido acesso a novas informações que trarão luzes para novas descobertas arqueológicas ou científicas. A ciência não acabou no Século XX... Ainda temos muito que caminhar.

Muito anda tem para ser inventado ou descoberto. As novas tecnologias que surgem a cada ano, os novos supercomputadores que surgirão daqui há uma década irão fazer com que os supercomputadores de hoje virem videogame, assim como os supercomputadores de hoje converteram os supercomputadores de duas décadas atrás em piada de mal gosto. O tempo não pára e o conhecimento ainda está em construção.

Aas pessoas que dizem que a ciência está certa são ingênuas, pois terão de engolir a seco as teorias atuais quando daqui a duzentos anos as teorias de hoje virarem piadas para os seres viventes híbridos do futuro. Conhecimento muda.

Muitos cientistas já demonstraram que outros cientistas do passado estavam equivocados em suas constatações e deduções e o mesmo continuará acontecendo.

Algumas pessoas, baseadas nos parcos conhecimentos científicos dos nossos tempos, costumam dizer que a narração bíblica sobre o início da vida é uma fábula apenas. Eu costumo dizer que se Deus contasse aos homens exatamente como ele criou as coisas, daí que ninguém iria entender ou acreditar mesmo, pois não temos ainda condições de entender coisas que estão muito acima dos nossos conhecimentos científicos. Portanto, é melhor contar uma estória romântica, que apenas remete ao ocorrido, e os homens se encantarem com a poesia e o enredo, que contar uma aventura científica, incompreensível. Deus é poeta, não cientista!

A narração bíblica diz que com sua verve artística, o Criador não fez as coisas com as mãos, mas com a voz, ou seja, ele recitou o mundo! Deus é um poeta!

"Haja Luz!" - E a luz se fez...

Eu prefiro a leveza do poeta que a dureza do cientista.
Todos os conhecimentos ainda estão em construção. Talvez uma perpétua construção.

Ainda temos muito que aprender sobre os astros, sobre os mares e as marés, sobre o funcionamento do cérebro, sobre o surgimento da vida no namoro entre espermatozóide e óvulo, consequência da bênção chamada sexo, obra de poeta! Coisa de quem curte a vida. Vida criada para ser vivida!

Ainda temos muito que descobrir sobre os corações humanos Tanto o órgão que bombeia sangue e vida quanto o outro coração, o que bombeia sentimentos, alegrias, fantasias, paixões... Vida! Ainda temos muito que descobrir...

É de uma inocência assombrosa o homem crer que os conhecimentos científicos estão acima dos demais conhecimentos, ou seja, acima do conhecimento místico, por exemplo. Todos os conhecimentos são importantes. É de uma ignorância infantil a pessoa crer que aquilo que a ciência descobriu até hoje é algo definitivo e, portanto, lei.

Eu prefiro crer que daqui a quinhentos anos nossos 'pentanetos' irão rir de nossas afirmações atuais e dirão assim sobre o conhecimento do Século XXI: "Antigamente, nossos bisavós acreditavam que...".

Por isso que eu prefiro acreditar na poesia bíblica e viver feliz, sabendo que todo o dia Deus olha para mim e diz: "Haja luz!".

Beijo!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vamos gastar todos os recursos para reformar a Casa de Deus!

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Às vezes enche o saco ter que ficar pontuando quais devem ser os reais valores dos que se consideram seguidores de Jesus de Nazaré.

Sabemos que, dentre outras coisas, Jesus não desenvolveu um tipo de religiosidade baseada em templos construídos por mãos humanas. Jesus não era e nem incentivou o patrimonialismo religioso. Jesus sabia que o verdadeiro adorador de Deus não precisa estar dentro de um templo específico para que seu culto seja ouvido ou aceito. Sendo ele uma pessoa espiritual, Jesus ensinou que a verdadeira adoração é feita não em algum lugar ou em algum templo ou igreja, mas é feita em nosso coração, em espírito, posto Deus não ter escolhido construções feitas por mãos humanas para habitar, mas decidiu habitar dentro do próprio homem.

Sim, a igreja não é a casa de Deus! Nenhum templo é a casa de Deus.

Desproposital gastar muita grana com prédios religiosos para “agradar Deus”. Tudo bem, pode-se até fazer um louvor à arquitetura ou às artes por meio de um prédio religioso bonito e pomposo. Aceitável até, posto o belo ser um bálsamo para a alma. Mas são prédios feitos por homens para homens, jamais se deve usar o pretexto de querer agradar Deus. O edifício que Deus quer ver erguido é dentro de você um caráter que lembre o de Cristo.

A questão não é ter ou não um espaço físico específico para se reunir. Como o cristianismo se constituiu no Ocidente, é mesmo necessário um espaço com o mínimo de conforto, mas o maior problema é a inversão de valores que existe no meio religioso, construindo-se prédios caros que exigem manutenção dispendiosa que não permitirão que os recursos arrecadados sejam revertidos para os pobres e necessitados. Assim, temos prédios religiosos luxuosos rodeados de famintos, pobres de alma e miseráveis de espírito.

Os recursos doados a um templo religioso até podem ser usados nele e em sua manutenção predial, mas se este volume de dinheiro for superior ao que é investido pregando o Evangelho e ajudando os pobres, está tudo errado... Jesus está longe deste negócio e provavelmente dirá a estes religiosos: “Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.

O modelo de igreja adotado nos dias de hoje acabou por exigir um espaço físico para se reunir, mas que busquemos espaços que possam ser de alguma forma usados pela ou para a comunidade no transcorrer da semana. Isto não é heresia.

Não nos esqueçamos que quem matou Jesus foi o Templo e seus poderes constituídos.

Minha religião é melhor que a sua...

Com o que você tem gasto suas forças?


Por Ellyda Lopes

Final de semana passado eu e meu esposo fomos ajudar a mãe dele na conclusão da construção de seu novo imóvel . Saímos cedo de casa sabendo que teríamos um dia longo de trabalho, e como experientes que somos em construção (risos) queríamos ajudar no máximo que pudéssemos. Estava ansiosa pra ver como havia ficado a nova "house" de minha sogra, já que considero que tal investimento foi como presente de Deus pra vida dela.


Ao chegarmos em Brazlândia, na casa de minha cunhada, encontramos com uma das tias de Joberson. Conversa vai , conversa vem, chegamos a um assunto que anteriormente havia chegado a nossos ouvidos. A saída dela e de seu esposo do "ministério" da igreja.

Começamos a dialogar e ela iniciou seu desabafo: “ Não agüento mais chamar os irmãos para irem à igreja. Eu não quero isso mais pra minha vida. Eu só quero cuidar da minha casa e do meu marido. Tô cansada de limpar banco de igreja e se eu fizer não tem quem faça!”

Estas foram poucas das muitas outras palavras ditas naquela hora. O ar "ministerial" pra ela estava pesado demais e a desistência se configurava como o melhor caminho para aquela senhora ter paz.

Falei para ela num tom não de crítica, mas de sugestão, que quem sabe ela estivesse cansada não porque tivesse trabalhado muito, mas porque tivesse trabalhado muito em algo que não lhe dava prazer. Ela estava empregando as forças dela em coisas passageiras, como idas à igreja de alguns irmãozinhos na fé e se isso tava enchendo "sua igreja". Isso foi um dos exemplos que encontrei na prática sobre a questão de gastarmos forças gritando, berrando, correndo, escrevendo e debatendo por aquilo que não nos traz vida e nem motivação pra viver, mesmo que objetivo esteja ligado ao "Reino de Deus", mas com a AUSÊNCIA do próprio DEUS.

Geralmente trabalhamos nesta vida por coisas. Obtenção de algo lucrativo, rentável, que encha nossa casa e não a esvazie. Que traga aconchego e inúmeros aplausos. Existe um texto no livro de Isaías que trata esta questão e me pergunto se tal escrita se encaixa neste tema. O profeta apresenta no capítulo 55, verso 2, a seguinte pergunta:

"Porque vocês gastam dinheiro com o que não é comida? Porque gastam seu salário com coisas que matam a fome?"

Nunca estudei teologia e muito menos hermenêutica, mas sem levar ao pé da letra deste texto, mas introduzindo-o para o âmbito cotidiano de nossos desgastes, pensei naquilo pelo que muita gente tem investido suas preciosas vidas. Nos últimos anos tenho sido desafiada a tomar decisões não muito "lucrativas" de acordo com a ótica das pessoas que me cercam.

Da minha adolescência tenho como recordações alguns pactos feito por mim com Deus. A escolha do meu curso superior seria para ajudar outras pessoas. Disse que preferiria trabalhar para Deus em primeiro lugar do que para os homens. Naquela época eu só tinha 15 anos de idade. Será que eu sabia o que estava dizendo? No decorrer do tempo vi que muita pessoas que me amam queriam pra minha vida "sucesso, sucesso e sucesso".

Não há nada demais em pensar em ser bem sucedido nos nossos trabalhos, mas a questão era o que me completava como pessoa. Sempre soube do potencial que poderia empregar em qualquer atividade. Aprender não era problema. Executar poderia levar um tempo, mas um dia faria. Mas fazer o que? De que forma? E nessas minhas andanças por aí descobri que devemos gastar o nosso suor não com coisas, mas com pessoas.

O que nos alimenta como diz em Isaías? Ou seja, o que nos dá vida e fôlego pra viver neste mundão de meu Deus? Muitos de nós realizamos afazeres, mas nem sabemos por que fazemos. Gastam-se horas e horas pra ganhar grana e mais grana, esquecendo do filho que não vê há quase uma semana. No final do mês dizem que fazem isso porque amam as crianças, seus próprios filhos. A moderação passou longe nesses lares! Esforçamos-nos tanto e pra tantas coisas que produzem resultados passageiros.

Eu decidi plantar pro eterno! Eu escolho construir para o bem comum. Pra que a vida dure mais e seja repleta de brilho.

Escolhi me cansar por alguém que poderá ter um futuro com melhor qualidade de vida. Que quem sabe possa comer uma papinha com as próprias mãos devido uma simples e rápida sessão fonoaudiológica que pude oferecer no meu dia de folga. Nunca serei Madre Tereza de Calcutá, mas serei sempre eu mesma aprendendo a dar o melhor de mim onde estiver plantada. Se meu braço alcança e meu coração bate, então é pra lá que eu vou. Gastar-se! Corra, sue! E quando tudo se findar poder dizer: “Acabei a carreira, guardei a fé!”

Aproveitemos nossa força, saúde, ânimo e até mesmo o desânimo por algo verdadeiramente lucrativo. Não pense no retorno, no lucro, apenas invista naquilo que o coração de Deus já investiu e você ainda não viu.


Ellyda Lopes é fonoaudióloga, membro na Igreja Metodista
em Águas Claras e sonha em ser missionária na África.

 
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O bem que eu quero eu não faço Rm7 from Café com Deus on Vimeo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SÍNDROME DA FIGUEIRA FRONDOSA.


Sempre que ouço alguém dizer assim: “Eu sou uma pessoa verdadeira e transparente”, desconfio. Tem coisas que dispensam propaganda. Se alguém é de fato verdadeira e transparente, não precisa dizer, mas será naturalmente reconhecida por estas características. Quem sai em defesa de suas qualidades possivelmente não as tenham. Aquilo que sou é mais bem definido pelos que me observam, não por mim mesmo, posto sermos todos nós hipócritas.



Talvez os mais hipócritas sejam os que acabaram de discordar desta minha última afirmação, já que ao discordar, estão, na verdade, elogiando a si mesmos. Quem se defende...


A hipocrisia foi duramente combatida por Jesus Cristo, como sendo um dos piores vícios ou pecados. Os escribas e fariseus sofreram severa crítica dele por suas posturas tão semelhantes às nossas, cheias de hipocrisias.


A hipocrisia se define pelo indivíduo “duas caras”, mascarado, que diz uma, mas faz outra coisa. Atitude muito encontrada no meio político e também religioso, já que nestes meios circulam pessoas como eu e você.


O moralista francês François Rochefoucauld, desencantado com o gêmero humano revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.


No capítulo onze do Evangelho de Marcos lemos que “...vendo Jesus de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando nela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.”


Jesus secou uma figueira. Amaldiçoou e secou porque foi até ela procurar figos e nada encontrou se não folhas. A Figueira primeiro dá os figos e só depois nascem as folhas. Figueira com folha é figueira que deve ter fruto. Mas Jesus, com fome, encontrou uma figueira hipócrita. Linda, cheia de folhas, frondosa, mas que mentia. Tinha jeito de quem estava produzindo, mas nada produzia. Tinha aparência, mas não essência. Uma figiera mentirosa, vingida, mascarada por sua folhagem, com aparência de vitude, mas, uma propaganda enganosa. Uma figeira fingida: a síndrome da figueira frondosa.


Por isso a figueira foi amaldiçoada, por despertar nas pessoas falsas expectativas e desejos que não poderiam ser satisfeitos, uma defraudação do faminto.


Jesus não amaldiççou a figueira por ela não ter fruto e nem por ela não dar frutos. O texto conta que não era tempo de figos. Nem todas as pessoas darão frutos todo o tempo e algumas pessoas serão naturalmente mais frutíferas em suas vidas que outras pessoas. A questão não é dar ou não frutos. A questão é vingir que tem frutos.


Você não ser uma pessoa boa, não é problema para Deus, mas você hipocritamente vingir ser uma pessoa que de fato não é, isto é uma mentira que Deus não tolera: hipócrita! Quando vejo os perfis do Orkut descubro o quanto as pessoas gostam de se pintar mais belas, cultas, “smarts” e antenadas do que realmente são... E não me excluo desta...


Nossa objetivo deve ser, racionalmente, travar uma luta contra a “síndrome da figeira frondosa”. Não fingir ser o que, de fato, não sou, mas asumir-me em minhas fraquezas, medos, inseguranças, feiúras, burrices, egoísmos, arrogâncias, preconceitos... Lutando diariamente contra as minhas mazelas comportamentais e existenciais.


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Escolhas mal feitas. Hipocrisia e falsidade. Beleza feia. Feiúra travestida de beleza... Tudo é Síndrome de Figueira Frondosa. De trás pra frente e de frente pra trás.



segunda-feira, 4 de abril de 2011

VOCÊ TEM TALENTO PARA QUÊ?


Talento é uma palavra grega que dá nome a uma moeda, mas que pode ser traduzida livremente por riqueza ou dinheiro. No dicionário de português, talento e uma habilidade que temos para fazer alguma coisa de modo especial. Todos temos talentos... Uns mais, outros menos talentosos, mas todos, todos nos certamente que temos habilidades especiais que podem ser desenvolvidas e usadas para alegria ou beneficio nosso e dos que nos rodeiam.


Muitas vezes não tem como as pessoas desenvolverem seus talentos.

Imagine se Johan Sebastian Bach não tivesse nascido na Áustria do século XVII, mas na Groelândia do século II... Neste caso, jamais conheceríamos as belas melodias, acordes e arranjos deste talentoso compositor, posto na Groelândia do século II não existir nem piano, nem violino e sequer registros históricos consistentes dos moradores daquela região. Talvez até tenha nascido alguém com talento musical na Groelândia, mas certamente que aconteceu na data e lugar que não permitiu que o talento florescesse...

Pelé foi o rei do futebol apenas porque nasceu no século XX no Brasil. Tivesse ele nascido no século XVII nos Estados Unidos, teria sido pouco além de um escravo desconhecido. Teria sido um talento desperdiçado.

O talentoso Bill Gates fez o que fez porque nascei na Califórnia e nos anos 50, quando começou a corrida dos computadores. Morar ao lado da IBM e falar inglês permitiram que ele transformasse seu Windows em padrão para os PCs. Fosse ele um cidadão da Tanzânia, mesmo que nascido na mesma data, pouco provável que ele teria tido condições de desenvolver tantos talentos informáticos e comerciais...

Enfim...

Percebam que os fatores tempo e espaço facilitam ou dificultam o desenvolvimento de alguns dos nossos talentos, mas ainda assim, outros talentos temos. E você?

Apesar de estarmos limitados no tempo e no espaço e isto represar talentos que possivelmente tenhamos em áreas das ciências ou das artes que caíram em desuso ou que ainda não foram inventadas, ainda assim, temos talentos que podemos e devemos desenvolver.

O finado José Alencar foi um homem talentoso para o comércio e a indústria. Graças ao talento dele, milhares de empregos foram criados e milhões em impostos são pagos para o desenvolvimento do Brasil. Na velhice ele pode até contribuir na vida pública, como um servidor renomado. Penso que este menino pobre do interior precisou de muita coragem para abandonar seu emprego e correr os riscos de abrir sua primeira loja. Seus talentos falaram mais alto. Fico feliz quando vejo o legado deixado por seu talento para os negócios. Esta semana entrei numa loja MMartin, uma das inúmeras empresas deste nosso falecido ex-vice-presidente, só para conversar com a funcionária sobre o Alencar. Ela mostrou-se muito entristecida pela perda do patrão e teceu muitos elogios à empresa por ele criada. Fiquei feliz em saber que ele usou seu talento para o bem. É possível que quando a professora contemplou o menino José Alencar na sala de aula, jamais poderia imaginar os talentos que dele brotariam.

Jesus Cristo soube investir no talento das pessoas. Ele sabia que todas as pessoas possuíam algum tipo de talento. Uns mais, outros menos talentosos, mas todos, com um potencial a ser desenvolvido.

Quando Jesus escolheu os seus discípulos, ele não escolheu os mais ricos, os mais bonitos, os mais inteligentes ou os mais educados. Ao contrário, em sua maioria, os discípulos escolhidos eram pessoas do povão, gente simples mesmo e até analfabeta. Por meio de estímulos, ensino, perseverança, confiança, apoio e delegação, Jesus transformou aqueles doze homens num time que foi responsável por alterar o mapa religioso mundial. Dentre os doze, um mostrou ter mais talento para a traição e deixou o grupo frustrado. Os demais seguiram firmes no propósito do Mestre. Outro discípulo, pescador, virou o novo líder. Todas as pessoas possuem talentos. Quando estes talentos são depositados nas mãos de Deus, as conseqüências podem ser imprevisíveis. Creio que todos possuímos potenciais maravilhosos!

Conheço gente que enterrou seus talentos. Conheço pais que enterraram talentos que os filhos possuíam. Nunca enterre um talento seu ou de alguém. Nunca perca as esperanças em seus sonhos e jamais tire as esperanças de alguém, pois esperança é mola motriz que faz com que o mundo gire.

Aqueles doze discípulos descobriam talentos escondidos. Quais são os seus talentos?



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Quem quer pegar uma carona no Ford Fiesta do talentoso piloto Ken Block?