
segunda-feira, 13 de julho de 2009
TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

quinta-feira, 9 de julho de 2009
VAMOS PEDALAR!

Até Jesus, emocionalmente preparado para morrer, agonizando seus instantes finais, disse pra Deus que não queria mais morrer (“Afasta de mim este cálice...”). Curioso, até ele que sabia de tudo e tudo via, preferiu outra via que não a morte física, mas a vida vivida, como se via.
Ontem passeando com a minha amada num shopping olhei para uma vitrine e vi meu reflexo, meus cabelos negros, mesmo no alto dos meus 41 anos. Disse: “Si, sou um sujeito de sorte, pois meu cabelo ainda é pretinho...”. Não queremos morrer, e se possível, não queremos nem os sinais da maturidade que anunciam a aproximação da dona morte e o distanciamento da possibilidade de novas escolhas.
Considero Belchior o poeta da nostalgia, que olha o passado como um bem perdido: "...mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem."
A Bíblia nos ensina também que morrer velho também é uma bênção. Ou seja, morrer não é uma bênção, mas envelhecer sim, paradoxalmente. Como que alguns de nós, ditos discípulos de Cristo, temos dificuldade em assumir alguns pressupostos básicos da existência humana!
Uma coisa legal em Deus é como Ele se preocupa com nossa saúde emocional e psicológica enquanto vivos. Ao nos prometer uma vida eterna na outra vida que não é esta vida, Ele nos conta de algo que não sabemos o que é de verdade, mas que nos conforta. Posto que morte não seja uma coisa boa, a possibilidade da eternidade nos tranqüiliza, tira ansiedade e permite que vivamos esta finita existência de maneira menos angustiante. Crer que a vida será eterna nos permite melhor curtir a finita vida. Deus é bem didático.
Viva a vida!
Por falar em pedalar, um filme que vale a pena ser visto.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
EU TAMBÉM APRENDI.

Fiquei muito confuso na época, não tinha resposta para dar, nem a eles e nem a mim mesmo. Mas algo me dizia que Deus não tinha errado. “Um dia entenderei isto”, pensava. Hoje, alguns anos de problemas, oração e leitura do Evangelho depois, eu consigo entender mais algumas coisas, mas sei que muito ainda tenho que aprender.
Aprendi algumas coisas:
Aprendi que Jó somente se deu mal na vida porque ele era um homem bom e fiel ao Senhor, o seu Deus. Ele foi alvo de uma discussão entre Deus e um dos seus servos, o diabo. Para provar que estava certo em sua opinião, Deus permitiu que o diabo aprontasse “o diabo” na vida de Jó, que permaneceu fiel, mesmo sem nunca ter entendido nada do que acontecera.
Aprendi também que Lázaro somente sofreu tanto com sua enfermidade, a ponto de morrer doente, porque ele era amigão de Jesus. Paradoxal novamente. Jesus, quando foi chamado pelos familiares por causa da grave enfermidade do amigo Lázaro, demorou-se propositalmente para aguardar o óbito. Só depois ele partiu para o vilarejo de Betânia, para ver duas irmãs chorosas pela perda do irmão, arrimo de família, que já era um cadáver sepultado. Aprendi que Jesus não queria a cura de Lázaro, queria algo muito maior, algo inusitado, inesperado, não-planejado, imprevisível, impossível, queria o impensável. Aprendi que Jesus não queria atender às orações das pessoas, pedindo cura, mas queria que vissem que ele, Jesus, não era apenas mais um andarilho curandeiro, mas que em suas mãos repousavam o poder que nenhum outro “iluminado” tinha: o de extrapolar os limites da vida e da morte. A morte, pânico para os reis, imperadores e famosos em geral, está submissa às ordens de Jesus.
Aprendi que pessoas que estão próximas de Deus têm problemas, como todas as outras, com a diferença que os problemas não estão fora do controle de Deus, mas Deus os vê e os permite visando um bem maior. No caso de Jó e Lázaro, o ganho foi a ampliação da fé deles e a oportunidade de saberem que Deus não é um conceito, mas um fato.
Aprendi que os problemas nos aproximam de Deus.
Aprendi também que na dor nosso coração amolece.
Aprendi que após os problemas passamos a ser mais compreensivos com a dor alheia.
Aprendi que ninguém sai de uma experiência dolorosa da mesma forma.
Aprendi que é verdade o adágio popular: “Crescer dói.”
Aprendi que os problemas da minha vida não estão fora do controle de Deus, mas que alguns deles foram até permitidos ou planejados por Deus, para o meu doloroso, mas necessário, crescimento como pessoa. Por isso, posso minimizar minhas angústias, medos e ansiedades, pois aprendi que não estou sozinho enfrentando a vida, estou sim, sendo treinado, pelo coach dos coachs, que não quer o meu mal, mas me ver maduro, forte e preparado. Uma pessoa melhor.
Aprendi que, assim como a cura não fazia parte dos planos de Deus para a vida de Lázaro, algumas vezes também não somos ouvidos em nossas orações, posto que Deus tem algo surpreendentemente melhor lá na frente. Algo que não podemos suspeitar. Algo impensável. Bom demais para ser verdade.
Aprenda isto.
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Este texto abaixo é legal e muito difundido na internet. Mas é um texto apócrifo, como tantos que são atribuídos a Veríssimo, Drummond, Quintana, e sei lá. Talvez os autores sejam tímidos, ou quem sabe usando esses nomes famosos o texto ganha status e anda mais rápido. Portanto, o texto abaixo, apesar de útil, inspirador e lindo, não pertence a William Shakespeare. (Se alguém tiver informações complementares, me informe.)
VÍDEO SENDO BAIXADO - MAS JÁ PODE SER ASSISTIDO CLICANDO NESTE LINK ABAIXO:
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
MAIS CRISTO, MENOS RELIGIÃO.

"Aconselho refletir se o seu comportamento mudaria conforme a resposta dessa pergunta. Se não mudaria, podemos deixar a pergunta de lado. Se mudaria, posso lhe ser útil a ponto de dizer que você já decidiu: você precisa de um Deus."
Bertold Brecht, Histórias do sr. Keuner
Achei muito interessante este texto do dramaturgo alemão Brecht!
Para muitas pessoas Deus funciona como um freio necessário para seus instintos.
Para outros, melhor crer na não existência de Deus, assim, podem fazer o que quiser, sem peso de conciência. Melhor que ele não exista, assim sou dono da minha razão, faço minhas regras.
Para outros "Ele é amor". Se o amor existe, logo, Ele também.
Longe de querer estabelecer dogmas morais, Jesus, em seu discurso, estabeleceu um padrão baseado no amor, ou seja, não faça com o seu vizinho o que você nãos quer que façam com você, "amando o próximo como a si mesmo".
Quem ama não mata, porque não deseja ser assassinato.
Quem ama não rouba, porque quer acordar com o seu carro na garagem.
Quem ama não trai, porque não quer ver seu marido tendo mais prazer com a colega de trabalho do que consigo.
Quem ama não mente, porque não quer ser o último a saber (e pela boca de outros).
Tudo isso, não por moralismo idiota, mas porque, se não é bom para mim, não é bom para o vizinho.
Não obstante, muitos escondem seus esqueletos no armário sob o pretexto de que a sociedade é moralista, ou que isto ou aquilo são construções sociais. Nalguns casos isto é até verdade, mas uma verdade relativa.
De fato, o Cristianismo fez um excelente desserviço ao fazer o que Cristo não mandou e ao não fazer o que Ele orientou. Cristo orientou ser servo para ser o maior, mas por séculos o Cristianismo ignorou isto, uma vez que estava embriagado pelas possibilidades do poder.
Uma pena que o Cristianismo não corresponde, na maioria das vezes e das igrejas, ao discurso central de Cristo, impedindo asism que muitos compreendam e aceitem o Evangelho.
Cristo centrou seu discurso no amor e na tolerância, no não julgamento, no serviço, na humildade. Esta "lei do amor" é ao mesmo tempo tão simples e tão complexa, posto que racionalmente compreendemos que não devemos fazer algumas coisas comos outros, mas, por inúmeros pretextos, fazemos.
Graças a Deus que nos perdoa dos nossos erros gratuitamente.
[Há um outro texto (aqui), no qual é falado sobre as nossas máscaras e relações insinceras.]
Eu sou um pastor pecador!
Eu sou mal.
Eu erro.
Eu me envergonho do que faço às vezes.
Não obstante, peço perdão a Deus e sigo meu caminho, buscando ser uma pessoa um pouquinho melhor a cada dia, ou a cada ano. Espero que eu consiga.
Quer tentar também?
Começe não me julgando.
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Não sei muita coisa sobre a Anistia Internacional, mas este filme me chamou a atenção, uma vez que ilustra bem o que religião sem jesus pode fazer, ou, o que a humanidade, sem amor, pode realizar.
terça-feira, 2 de junho de 2009
PERDAS E DANOS
Faz parte da natureza humana querer o bem e buscá-lo para si e para os seus. Os mais altruístas o buscam para todos.
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sábado, 30 de maio de 2009
DESABAFO PASTORAL
Tenho um amigo que é pastor de uma grande igreja. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse ao repórter que orava seis horas por dia. O jornalista, muito impressionado, perguntou por que ele orava tanto tempo. O pastor respondeu, com toda franqueza: “Minha igreja é muito grande, e odeio muitas pessoas que fazem parte de-la. Preciso orar seis horas por dia para que Deus me ajude a amá-las”.
Gostaria de amar todos os cristãos, mas não consigo. E vou enumerar algumas razões pelas quais isso acontece.
Não gosto de muitos cristãos pela capacidade que possuem de ser terrivelmente críticos. Eles assumem aquela pose do tipo sou-mais-santo-que-você e se consideram melhores do que todo mundo. Brigam e discutem pelos motivos mais ridículos.
• “Você está lendo a versão errada da Bíblia.”
• “O estilo de louvor de sua igreja é sem graça.”
• “O ensino sobre o Antigo Testamento é insuficiente.”
• “Por que não prega mais sermões expositivos?”
• “Sua igreja deveria realizar mais trabalhos evangelísticos.”
• “Você é por demais evangelista, devia se preocupar mais com o discipulado.”
Esses especialistas em igreja costumam ser os mesmos que não sabem dizer o nome do vizinho não-cristão. Aaaarghhh! Fico doen-te com esse tipo de gente. E quando o tema da conversa ultrapassa as questões da igreja, a coisa é ainda pior:
• “Evangélicos só devem assistir a filmes cristãos, que não são violentos.” (Adorei ver a cara dessas pessoas quando A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi lançado.)
• “Quem ouve música do mundo vai para o inferno.”
• “Cristão não faz tatuagem.”
• “Os Teletubbies são coisa do Diabo.”
• “Cristão de verdade não vai à Disney.”
Não consigo imaginar Jesus escrevendo frases como essas no chão.
Outro tipo que faz meu estômago revirar é aquele pregador fu-rioso: “Se você não se converter, vai queimar no inferno, pecador!”. Por experiência, posso dizer que os pregadores nervosinhos em geral pecam tanto quanto (ou mais do que) as pessoas a quem costumam pregar.
Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão. Alguns deles complicam muito o meu trabalho. Em tese, remo no mesmo barco, mas confesso que fico tentado a fazer piada das muitas bobagens que vejo.
Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.
Se você se sente ofendido com o que acabou de ler, peço que coloque a mão na consciência e seja franco: já reparou no jeito que muitos televangelistas se vestem? Junte-se a isso a maquiagem forte e o cabelo cheio de laquê das mulheres desses pastores-apresentadores. Parece até um cafetão acompanhado de uma perua — é possível até que um cafetão e uma perua de verdade se vistam e se maquiem melhor.
Isso sem falar no grande engodo que é o discurso antibíblico: “Deus quer que seus filhos sejam ricos, por isso posso andar por aí em carros de luxo”. Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém?
O que é isso?
O pior de tudo, porém, é o potencial de certos evangélicos à hipocrisia mais nojenta. São capazes de dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente. Isso não apenas macula o nome de Jesus, como também fornece mais munição para esse mundo incrédulo usar contra o corpo de Cristo. É como o sujeito que procurou certo pastor protestante e perguntou:
— Pastor, será que o senhor faria o funeral de meu cachorro?
— Não fazemos funerais de cachorros — o pastor respondeu.
— Que pena — disse o homem, aparentemente decepcionado, mas rindo por dentro. — Eu estava disposto a fazer uma oferta de 100 mil para a igreja. Pelo jeito, terei de procurar outra.
— Opa, espere um pouquinho — reagiu o pastor. — Por que você não disse antes que seu cachorro era protestante?
Essas são algumas das razões pelas quais não gosto de muitos cristãos. Para falar a verdade, muitos deles também não gostam de mim. Dizem que sou radical demais. Que minha teologia é rasa. Que sou bom mesmo é de marketing. E meu pecado imperdoável: sou pastor de uma “megaigreja” (o que, automaticamente, faz de mim um egocêntrico que só se preocupa com dinheiro).
Agora que meus motivos já estão expostos, podemos começar. Espero que cheguemos aonde Deus deseja: um lugar que, provavelmente, não é o que ocupo agora. De qualquer maneira, sinto-me melhor depois de desabafar. Obrigado pela atenção que me dispensou até agora.
O cristão de quem menos gosto.
Se você acha que minha cisma é apenas com evangélicos de outras igrejas, está enganado. Quando olho para minha igreja, encontro muitas pessoas das quais também não gosto. Não tenho o menor interesse em saber o que querem e como vivem. Fico bastante perturbado com isso, doente mesmo.
Há um tipo de cristão que considero o pior de todos, disparado. É o que mais me aborrece. Tira meu sono. Embrulha meu estômago. O cristão que mais detesto… sou eu!
Não estou brincando. Detesto muitas coisas em mim. Detesto ser menos do que aquilo que Cristo deseja. Tenho nojo de mim quando digo coisas que não deveria e que são incoerentes com a Palavra de Deus.
Detesto quando, na condição de líder, tomo decisões que magoam as pessoas. Detesto quando minhas atitudes pecaminosas magoam os seguidores de Cristo e afugentam os não-cristãos. Detesto essas coisas que vejo em mim.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
METODISTAS NA REDE GLOBO
Muito legal ver uma das nossas iniciativas sendo promovida em rede nacional, posto que, historicamente, das igrejas protestantes são anunciadas preferencialmente as mazelas.
Não obstante, como seguidores de Jesus de Nazaré, não podemos permitir que qualquer ufanismo nos assole, ao contrário, se prestarmos atenção ao conselho do Mestre, Ele, após alguns ensinamentos sobre humildade, encerra seu discurso dizendo:
"... Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei [a Deus]: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer".
Doar-se ao próximo deve ser um comportamento natural e automática na vida dos que seguem a Jesus de Nazaré, sem nada esperar em troca, nem nesta nem em qualquer outra existência. Sem interesses por recompensas aqui ou lá, mas, movido por amor e compaixão.
Talvez você não possa se voluntariar num projeto como este ou noutros que temos feito, mas você pode colaborar com aqueles que o fazem, sendo um discípulo, segurando a corda para que outros desçam até escuros buracos para resgatar semi-humanos. Quer saber mais? Pergunte-me como.
...E que assim possamos fazer o que sabemos que devemos fazer...
(Quer saber mais sobre o que é ser um discípulo? Clique aqui.)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
RELACIONAMENTOS

É assim que as amizades vão morrendo e os casamentos vão ficando a mesma coisa...
Sim, pois a história impõe vícios interpretativos!
A coisa boa de uma amizade é justamente a expectativa de mutabilidade para o bem...
Por isto, verdadeiros amigos sempre se encontram esperando o melhor como surpresa fraterna.
O mesmo se pode dizer do casamento...
Quando os cônjuges perdem a esperança e alegria na possibilidade de que o outro cresça e mude, então, inicia-se o processo de falência do amor. Digo, não do amor mesmo ("que tudo sofre e segue adiante...") mas falo do amor conjugal, que se alimenta também da alegria pela existência do outro e, mais que isto: sempre espera que o bem não cesse na vida dele.
Na realidade, se há um ambiente no qual mais do que em qualquer outro não se deve julgar para que não se seja julgado, esse tal ambiente é o da amizade e o do casamento. Entretanto, é justamente em tais ambientes que menos se leva a sério tal recomendação de Jesus.
Sim, pois é aí, pela suposta segurança e indissolubilidade do vínculo, que mais se julga, se interpreta e se projeta sobre o outro aquilo que não necessariamente nele esteja presente ou sequer em processo de existência.
“Segurança relacional”, seja pelo casamento ou pela amizade, não devem funcionar justamente para a realização do oposto: a ofensa, o julgamento, o sincericidismo ou a impaciência que diz: “Já sei que tipo de coelho sai dessa cartola...”
Todavia, é porque as pessoas se sentem “seguras”, que ofendem, julgam ou pré-definem o outro; e, depois, não sabem por que ambos vão ficando cada vez mais distantes...
Todas as coisas sadias se alimentam de pequenas gentilezas...
Todas as coisas sadias, por mais íntimas que sejam, guardam sempre um lugar para a parcimônia e o cuidado da não ofensa...
Todas as coisas sadias em um relacionamento se alimentam de cuidado e carinho...
Todas as coisas sadias em um vínculo demandam e dependem do evitar das gritarias e das histerias que ofendem sem capacidade para retirar a ofensa...
O que se precisa crer sempre é que o outro, seja o amigo ou o cônjuge, são seres com quem Deus também fala; por isto, muitas vezes, é melhor que a nossa naturalidade no trato persista na direção do outro, sempre crendo que não é a nossa voz a única que fala, posto que Deus também fale; especialmente quando abrimos mão da gritaria e entregamos a questão ao amor e à verdade de Deus.
O momento relacional mais difícil é aquele no qual um dos implicados ou mesmo ambos, julgam que já se tornaram tão amigos ou íntimos, que o relacionamento já se cimentou de um modo tão concreto que já não mais se quebre...
Aí reside grande engano, pois o amor não acaba, mas pode entrar em um processo de tanto sofrimento, que, em razão disso, perca a felicidade no se dar...
Cada um de nós deve pensar nisto e, mais que isto: deve ver com quem se perdeu a delicadeza de manter a amizade ou a conjugalidade como coisa nova todos dias, dando sempre ao outro a chance de amanhecer melhor para nós, e nós para ele.
Com as contribuições da querida Drª Suzete Sotolani (filmes), do Reverendo Caio (texto) e do Igor Trops (ilustração) > Obrigado amigos!.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
AFASTA DE MIM ESTA CRISE

Estar em crise é um bom sinal. Primeiro me mostra que eu estou vivo. Crise é para os vivos e não para os mortos. Mais que estar respirando, estar em crise é estar vivendo.
Em segundo lugar, estar em crise é bom porque mostra que eu não estou estagnado, zumbizeando pela vida, mas sim insatisfeito, buscando, desejando, querendo... Me mostra que eu não estou acomodado. Me mostra que quero aprender, quero viver, quero saber.
Plantas não tem crises.
Jesus foi um homem de dores. Um homem de crises. Nunca deixo de lembrar Jesus em sua agonia final, quando ele pede ao Pai que o livre da cruz. Quando ele entrega os pontos e percebe que aquela estória toda estava indo longe demais: Ele pede arrêgo. Inacreditavelmente ele desiste e diz: "Pai, afasta de mim este cálice!"
Mas, em meio à sua crise, Jesus volta atrás e diz ao seu pai: "...mas que seja feita a sua e não a minha vontade."
Noutras palavras, "eu mesmo não quero mais brincar de cruz, afasta de mim esta crise, mas, se não tiver outro jeito, que seja feito o que eu não quero, que é a sua vontade". Forte lermos e deixarmo-nos enxergar que Jesus não queria a vontade que o Pai dele queria: Cruz! Crise!
As crises existenciais não pouparam Jesus do seu nascimento à morte. Porque irão poupar você?
Não é nada fácil entrar nas crises, mas como é gostoso atravessá-las. Elas sempre nos deixam maiores. Mais livres. Melhores. Crises são de Deus!
Podemos comparar as crises com as tempestades. Elas sempre deixam algum estrago. Dão medo e deixam marcas. Normalmente são fenômenos naturais, promovidos pelas leis da "mãe natureza", que é funcionária de Deus. Mas a pior das tempestades não foi natural, foi de Deus, o dilúvio, que arrasou com absolutamente tudo... Enviado por Deus.
As crises são assim. Existem muitas que são naturais. Simplesmente fazem parte do cotidiano. Mas existem crises que são grandes, até devastadoras... Como é difícil imaginar que elas são enviadas por Deus... Não vamos nos esquecer que para o diabo mandar uma grande e devastadora desgraça para a vida de Jó, que o deixou em profunda crise, o diabo teve de obter autorização de Deus primeiro. Se Deus não permitir, o nosso inimigo não toca em nada.
Mas porque das crises?
O mesmo Jó nos dá uma dica. Após todo o seu sofrimento Jó disse a Deus: "Antes eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora eu te vejo...". O sofrimento nos torna sensíveis para a presença de Deus.
Algumas crises são apenas capítulos da existência. Já outras são livros inteiros...
A dor amolece o coração, o que nos permite ver Deus. Ver Deus nas pessoas. Ver Deus na vida. Nossa dor nos torna sensíveis à dor alheia. Nos permite sermos mais misericordiosos, olhando mais para fora do que para dentro. Minimizando o egoísmo e ampliando o autruísmo.
Pior que passar pela crise é sair dela sem mudanças. Como burros empacados, alguns recusam-se a crescer com as experiências alheias e em seguida recusam-se aprender com as próprias experiências e assim não saem daquela crise, vivenciando o mesmo drama por anos. Sem crescer, sem mudar. Aprender nos tira da crise e nos deixa melhorados para a próxima... E assim vai.
Sempre que eu entro em crise oro assim: "Deus, que eu aprenda rápido". Uma vez aprendida a lição, aquela crise vai-se.
Nós amamos a Deus não porque Ele nos livra das crises, ao contrário, nós amamos o Senhor porque Ele nos ensina por meio delas.
Então? Vai uma crisezinha aí?!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
CONVENIÊNCIAS HUMANAS.

Deus é o prato cheio. Afinal, Ele iniciou tudo e todos os processos de criação. Então, qualquer coisa errada entre as criaturas é culpa do Criador. Até o diabo é culpa de Deus, segundo o homem, embora nunca se tenha ouvido o diabo perguntar: Por que me criaste? — embora o homem não faça outra coisa.
O diabo é de importância secundaria, até porque ele adora levar a culpa, ele fica honrado quando o homem diz que o diabo fez..., quando o homem diz que tudo é culpa dele.
Assim, do ponto de vista metafísico, Deus é essencial como solução para o problema do mal quando o mal dói no homem, quando não dói o homem pensa menos... Para o homem mal que não dói não faz mal...
Mas quando dói, o homem esquece tudo, e logo culpa a Deus. Até mesmo o diabo escapa nessas horas, pois, quando o homem quer, recorre aos poderes do diabo, mas quando furação chega..., ninguém faz despacho, ao contrário, lançam a culpa em Deus.
Sim, o homem culpa a Deus até de fazer maldades, pois, se o homem faz maldades, a culpa é de Deus, pois, nessa hora, todo homem tem um Criador, que é o grande responsável pelo que o homem faça, pois, quem criou o homem/mal tem que ser responsável pela criatura perversa.
Deus poderia resolver tudo... Poderia acabar o homem. Sem o homem Deus não tem problemas. Nunca teve.
Eu queria ver mesmo é quem seria o pai que aceitaria ser tratado pelo filho como o homem trata a Deus, até na hora da morte...
E o diabo?... Ora, o diabo já entra em outra esfera... O diabo foi posto na existência para fazer o trabalho sujo de Deus; e, portanto, é um servo mal interpretado e muito infamado...
A maioria que não crê na existência do diabo não o faz por pena do pobre coitado!
Ora, isto é assim de um modo geral, mas, especialmente entre os crentes... Obviamente a maioria não fala nada disso, mas sinto que este é o latejamento que existe na alma da maioria, quando se defendem, perguntando: Por que Deus me fez assim? Ou, então: Por que Deus deixa o diabo fazer assim comigo?
Gente assim terá que suar muito, sofrer muito, agüentar muito, sentir muito... Sim, até que diga: Eu fiz, eu sou, e eu assumo as conseqüências, embora peça perdão pela transferência...
Quem transfere nunca fica livre... Pois, a transferência não cura o problema, apenas o aumenta, pois, não sendo a verdade, não liberta, antes, aprofunda o engano como desgraça na alma humana.
domingo, 19 de abril de 2009
SONHOS...

Um dos aspectos que diferencia o homem dos demais animais é a sua capacidade de sonhar. Habilidade que, ao lado do “telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor”, permitiu que saíssemos das cavernas*, tal qual Deus nos pôs.
Como é bom sonhar. Não se paga imposto algum e podemos criar as mais impensáveis aventuras, propósitos e criações. Jovens são especialistas nisto. Jovens sonham fácil. Jovens sonham com um futuro brilhante, um casamento feliz ou tudo o que os possa fazer felizes.
Uma das diferenças entre os jovens e os velhos é a capacidade de sonhar, intrínseca no primeiro grupo, adormecida no segundo.
Porque o tempo tem a capacidade de diminuir nossa capacidade onírica?
Para um jovem é adequado ser sonhador, posto que todas as alternativas estão disponíveis em sua frente. Qual caminho devo seguir? Há vários! Tudo ainda é possível e cada decisão pode nos levar a lugares incríveis. Podemos tomar decisões responsáveis que nos levem ao prazer ou irresponsáveis que nos causem sofrimento – ou vice-versa – não há regras muito definidas.
Um fato é que algumas escolhas eliminam outras. Algumas portas que abrimos fecham outras e a vida torna-se um grande funil, o qual limita possibilidades e sonhos. Daí os velhos não terem, na lógica humana, muitas opções.
Outro fator é que o tempo não é elástico. Quando jovens, sequer lembramos-nos de sua existência, pois “eu tenho todo tempo do mundo”. Decorrido este, nosso relógio biológico vai avisando que não temos mais muitas oportunidades para errar, ou seja, o racional suplanta o emocional. Os sonhos não encontram mais muito espaço.
Sonhar é coisa de jovem!
Sonhar é coisa de jovem?
Tem um trecho na Bíblia que diz que quando o Espírito Santo for derramado sobre as pessoas “os velhos sonharão”... Este trecho é muito interessante, pois o autor em seu discurso começa a inverter as características próprias dos jovens e dos velhos.
Alguém já disse: “...nunca roube o sonho de ninguém, pois esta pode ser a única coisa que ela tenha...”.
Lembro-me de quando eu era criança. Como eu era parecida com as demais... Como eu sonhava! Em minha imaginação eu criava um futuro brilhante para mim, cheio de coisas boas. Alguns anos e cicatrizes mais tarde eu perdi a capacidade de sonhar. Isto aconteceu num momento especialmente difícil, no qual as muitas perdas massacraram minhas esperanças, inclusive entrei em depressão. Não via em minha frente razões que pudessem justificar a minha existência e não sonhava mais, nem dormindo, nem acordado.
Creio que um dos grandes milagres que de Deus em minha vida foi a minha reabilitação onírica.
Se estou usando este computador ou a internet, foi porque pessoas sonharam em criar novas tecnologias. O mundo roda em função dos sonhos de alguns.
Você e eu rodamos quando sonhamos e ficamos estagnados quando este vai embora.
Não perca a sua capacidade de sonhar. Brigue com si mesmo para manter esta capacidade acesa! Caso ela esteja adormecida “desperte seus sonhos”. O Espírito Santo permite que velhos sonhem. Veja quantas pessoas construíram coisas interessantes já em idade avançada! Seria até enfadonho citar algumas destas pessoas aqui.
Se o medo nos paralisa, o sonho nos dá asas!
Gostaria que você assistisse este filme, que tem muito à ver com o que estou dizendo e está sendo o grande hit da internet nesta semana. Imagine: Uma senhora escocesa interiorana que não teve grandes oportunidades na vida porque viveu para cuidar de sua mãe doente – nunca sequer teve um namorado! Uma vida desperdiçada? Mas, apesar de tudo, ela sempre teve um sonho: ser uma cantora profissional. Nunca desistiu deste sonho impossível.
Neste filme ela conta o seu sonho e, claro, é ridicularizada publicamente. Mas veja o que aconteceu depois.
Ainda bem que Susan, mesmo no alto dos seus 47 anos de idade não desistiu do seu sonho. Não desista você dos seus.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
PERSISTÊNCIA.

Outro presidente, também mestiço, presenteado com uma vida ainda mais dura e mais recheada de obstáculos, que nem sempre obteve apoio tão óbvio da mídia, também foi muito persistente. Quando muitas achavam que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva seria um perpétuo fracasso, ele leva... Leva e faz história. Que persistência este garoto pobre teve...
(Não faço aqui, óbvio, apologia a partidos, candidatos ou plataformas políticas, mas apenas faço uso destas duas ilustrações contemporâneas de grande persistência.)
A palavra persistência tem estado tão persistente em minha mente nestes últimos dias que irei refletir um pouco mais nela.
Grandes homens e grande mulheres possuem muitas características em comum, sendo que uma delas é a persistência. Ninguém que realiza um grande feito, seja qual for, o realiza sem persistência, desde manter um matrimônio vivo, até erguer um império ou uma ONG.
Na vida, sempre encontraremos obstáculos. Eles fazem parte dela. Como diz um amigo: “Os problemas são inerentes à vida”. Sim, eles somente se esgotarão na morte. Posto que não queremos morrer, devemos aprender a viver com problemas, dificuldades e obstáculos. Eles simplesmente existem, aparecem, surgem volta e meia. Para vencê-los é necessário persistência. Persistir na vida. Persistir em viver.
De fato, a vida não é um conto de fadas, mas a persistência pode transformar um terreno baldio num jardim. Todo jardim é fruto do árduo trabalho de alguém – ele não se forma sozinho. Jardins atraem borboletas - já disseram. O belo nunca se forma sozinho. Filhos não se educam sozinhos, mas pela persistência dos pais. Até o idílico pôr-do-sol foi feito por alguém – nosso Pai.
Sem persistência não haveria evolução humana e você não estaria lendo estas minhas palavras transformadas em bits e bites e convertidas em imagens até centenas de quilômetros distante de mim.
Jesus nos diz que se não formos como crianças, não alcançaremos o Reino Eterno. (Aqui o paradoxo cantado em verso e prosa: “Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer).
Jesus ensino que o Reino Eterno pertence às crianças. É delas. Se a elas nos assemelharmos, poderemos obter um quinhão. Muitas são as qualidades de uma criança que devem ser imitadas pelos adultos: facilidade em perdoar, facilidade em não guardar mágoas e rancores, alegria com pouco... Mas dentre outras, uma qualidade há que me chama atenção: persistência!
Criança é persistente. Caso contrário, a humanidade ainda estaria engatinhando. Mas a criança não desiste de tentar andar, mesmo levando tombos e mais tombos e até ferindo-se. Quantas vezes nós, adultos, desistimos de um sonho já nos primeiros tombos ou obstáculos... Quantas vezes achamos que a vida é uma aventura apenas para profissionais e não para amadores, como nós.
As crianças são seres super interessantes, fantasticamente simples, mas persistentes... Devemos nos espelhar nelas, aprender com elas, como ensinou Jesus, pois elas não se deixam parar pelos obstáculos, não se deixam parar por nada. Somos todos resultado de crianças persistentes. Eu ando, você também fala... E fizemos isso erro apos erro até chegarmos aqui para escrever ou ler este texto.
O livro intitulado “Eclesiastes”, escrito há quase 2.500 anos atrás, cuja autoria é dada ao Rei Salomão, fala muito da persistência e nos dá orientações práticas. (Alguns vêm nestas orientações sabedoria, as seguem e acabam por receber uma vida mais legal. Outras perdem muito tempo tentando convencer outros que não foi o Rei Salomão quem escreveu estas palavras... Por uma irrelevância, perdem oportunidades!)
No capítulo 11 deste livro podemos ler: “Quem fica esperando que o vento mude e que o tempo fique bom, nunca plantará nem colherá nada”... “Semeie de manhã e também de tarde porque você não sabe se todas as sementes crescerão bem, nem se uma crescerá melhor do que a outra.”
Semeie! Seja persistente.
Se há uma semente que jamais dará fruto é aquela que não for plantada. Plante!
Semeie em sua vida de manhã e de tarde. De alguma semente o fruto virá. De iniciativas em sua vida conjugal, profissional, emocional ou espiritual, frutos serão colhidos. A despeito dos obstáculos, seja persistente.
A persistência é mais importante do que a motivação, pois a motivação é aquilo que faz com que você queira algo e corra atrás dos seus objetivos, já a persistência faz com que você não desista. Existem muitas pessoas motivadas, mas poucas persistentes. Quantos começam um curso de idiomas, um regime, um projeto e ao primeiro obstáculo, desistem.
No passado, dei muitos cursos para equipes de vendas. Apesar de que a moda neste setor é falar sobre “motivação”, sei que a persistência é que faz a diferença entre um vendedor ou empresário de sucesso e os demais.
Não tenha medo dos obstáculos, pois o medo paralisa.
Há um pensamento que diz que nos portos os navios ficam seguros, mas não foi para isso que eles foram feitos. Precisamos içar as velas e ir para o mar... Escolhendo as rotas e até alterando-as, mas sempre indo, com persistência, em direção a coisas boas e modestas. Não precisamos descobrir a América ou um novo caminho para as Índias. Basta curtir a viagem.
quinta-feira, 19 de março de 2009
VOLUNTÁRIO OU DISCÍPULO?

Trabalho voluntário é uma coisa muito legal, apesar de poucos ainda se voluntariarem.
Domingo passado teve batismo na igreja. Foi um bebezinho realmente lindo. O Davi.
Uau! A casa estava cheia pois todos os amigos e familiares do Davi estavam lá para segurá-lo no colo, tirar fotos e alegrarem-se com esta data marcante. Tivessem ido todos os membros da nossa igreja e não teria cabido todos. Na semana que antecedeu ao batismo eu faleu com o administrador da igreja - que faz este trabalho de forma voluntária - que eu gostaria que as instalações fossem especialmente limpas em função daquele batismo que atrairia muitas visitas.
No sábado que antecedeu ao batismo eu estava viajando e chegou aos meus ouvidos que o Jeferson e sua esposa Kelly passaram toda a manhã de sábado organizando a igreja, limpando tudo, coordenando o trabalho de uma diarista que lá estava e juntos deixaram tudo perfeito. Além de adminsitrador voluntário de nossa igreja, o Jeferson é também pai de duas crianças, marido, empresário (possui dois negócios distintos) e seus pais idosos necessitam de cuidados e atenção especiais. O seu gesto me chamou a atenção...
Naquela manhã de sábado, o Jeferson poderia tem lavado seu carro ou tê-lo levado para o conserto. Poderia ter aparado o seu gramado ou feito uma visita aos pais. Poderia ter dormido até mais tarde ou ido ao parque com seus filhos ou ido para a "pelada" dos sábados ou posto sua leitura em dia ou... ou...
Refleti nisto e cheguei a uma conclusão: O Jeferson não é um voluntário. Ele é um Discípulo.
Diferentemente do voluntário, o discípulo é aquele que não apenas auxilia em determinada causa, mas aquele que traz para sí a responsabilidade da causa. Sim, é o nível de responsabilidade que define se uma pessoa é um voluntário ou um discípulo.
Se corrermos até os Evangelhos, veremos que Jesus não escolheu desocupados para serem seus discípulos. Aliás, em toda a Bíblia, todos os grandes personagens eram homens e mulheres ocupados e cheios de afazeres. Deus não gosta de desocupados e preguiçosos. Todos os que foram chamados por Jesus estavam em seus ofícios no exato momento do chamamento, não obstante, não hesitaram em se responsabilizarem por outra causa e estes caras causaram uma revolução na história da humanidade ao darem continuidade no projto do mestre.
O discípulo é aquele que possui alto grau de responsabilidade e comprometimento com uma causa. O discípulo compromete-se com os resultados. Um discípulo não faz tudo, não é perfeito, não é totalmente preparado, até porque é um aluno, um aprendiz, mas dentro de suas limitações e capacidades, não abandona o barco, não responsabiliza outros, não procura culpados e não empurra com a barriga. O discípulo é um adepto voluntário de um caminho muitas vezes involuntário.
O voluntário não entende que a missão na qual envolveu-se seja dele, mas sim que ele está auxiliando na missão do outro; apenas apoiando para que a missão alheia seja bem-sucedida.
Jesus não procurou voluntários, mas discípulos. Não esteve em busca de mão-de-barata ou de pessoas que "descem uma força" para ele, mas buscou e encontrou pessoas que se comprometessem com os resultados que ele proprunha. Pessoas que tomassem para si o desafio do discipulado.
Lembro-me do milagre da multiplicação dos pães. A única pessoa que se comprometeu foi um menino, que inocentemente entregou o Mc Lanche Feliz para o mestre, seus cinco pães e seus dois peixinhos, numa demonstração de comprometimento, desprendimento e discipulado. Naquele episódio, alguns se voluntariaram para buscar comida nalguma aldeia próxima, mas o menino sacrificou-se pelos demais. Ele foi um verdadeiro discípulo.
E você? Se espremer, o que é que sai?
Considera-se um voluntário ou um discípulo? Alguém que dá a sua contribuição para Deus apenas para tirar um peso da consciência e ganhar alguns pontinhos numa tabela imaginária e medieval, ou uma pessoa que está profundamente comprometida com o Mestre? Alguém comprometido com os resultados, o qual seja o Evangelho ser pregado e vivido para que pessoas tenham suas vidas transformadas, não momentaneamente, mas eternamente?!
As instituições humanas buscam voluntários.
Jesus busca discípulos.
Onde você quer estar?
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O filme desta semana é muito legal (e com um atrilha sonora gostosa demais).
Signs (Sinais) é um singelo curta-metragem dirigido pelo australiano Patrick Hughes, conta a história de um rapaz solitário que vivia entediado e na rotina com sua vida e trabalho, até que um certo dia, na janela do seu trabalho, avistou em outro prédio uma linda garota e…
O filme concorreu no Schweppes Short Film Festival
Traduções para as placas que aparecerão, caso necessário:
- Take a photo = Tire uma foto
- I’m kidding = Eu estou brincando
- Nice 2 (to) meet u (you) = Prazer em lhe conhecer
- Nice to meet u 2 = Prazer em lhe conhecer também
- I have a secret = Eu tenho um segredo
- I was watching u first = Eu estava observando você primeiro
- Do u want to meet? = Você quer se encontrar (comigo)?
- I got promoted = Eu fui promovida
- We should celebrate = Nós deveríamos comemorar
- Absolutely = Concordo plenamente
- Do u want to meet ? = Voce quer se encontrar (comigo)?
- Thought you’d never ask = Pensei que você nunca iria perguntar
- Hi = Oi
segunda-feira, 9 de março de 2009
RELIGIÃO E HIPOCRISIA: ATRIBUTOS HUMANOS.
Domingo passado - 'dia do descanso' - descansei a tarde toda na casa de vizinhos saboreando um delicioso churrasco, entretanto, não tão delicioso quanto a oportunidade de estar na companhia de todos eles. É uma “bênção” poder ver a vida. Ouvir as opiniões. Sentir a alma do ser-humano. Observar o quão animais somos e o quanto de divino todos temos.Uma coisa chamou muito a minha atenção. Numa animada conversa com um dos amigos ele me dizia que eu não parecia cristão, uma vez que o meu “jeito” de ser e de viver não compactuava com o que ele entendia sobre os “crentes”. O mais curioso é que esta conclusão dele foi embasada no texto anterior deste blog, o qual fala sobre as perdas e os danos que a existência promove. Minha esposa deu uma resposta óbvia, mas que me fugia dos lábios; disse ela: “Somos cristãos, mas não somos religiosos”. Brilhante, pensei.
Deus não pertence às religiões. Deus não pertence a nada nem a ninguém. No máximo as coisas e as pessoas é que a Deus pertencem. Não há qualquer religião ou teologia que tenha compreendido o incompreensível, ou seja, aquilo que chamamos de Deus. A revelação não está completa. As religiões são construções humanas e, por isso, limitadíssimas. Deus não cabe nelas, apesar delas se auto-intitularem representantes Dele.
Que confusão!
Posto que as religiões sejam instituições construídas por homens, são cheias de erros e injustiças. Religiões promovem intolerâncias, guerras, preconceitos e todas estas coisas que não são pertencentes a Deus, mas pertencentes aos homens.
Quando alguém diz que religião não é uma coisa boa, basicamente está assumindo que a humanidade não é uma coisa boa, já que as mazelas da humanidade estão presentes em todas as instituições humanas, inclusive nas religiões, posto serem estas construções humanas.
Entretanto, uma vez que as religiões arvoram-se por representantes de Deus na terra (apesar de não terem recebido nenhuma procuração formal que as assegure este direito) alguns inclusive, desejosos de protestar contra as mazelas promovidas pelo homem por meio da religião, acabam posicionando-se como ateus, ou seja, confundem Deus com religião (coisas distintas).
Para protestar contra as religiões, não preciso ser ateu. Jesus – que não fundou o cristianismo – discursou duramente contra a religião e foi morto não pelos romanos, mas pelos religiosos, homens do "templo". Muitos, por não tolerarem as guerras que o cristianismo promoveu, posicionam-se como ateus, pensando que Deus é religião... Que confusão!
Na época de Jesus as pessoas mais religiosas recebiam o título de fariseus. Era um rótulo que dava orgulho a muitos judeus. Seriam os muçulmanos xiitas de hoje. Seriam os católicos carolas. Seriam também os “crentes” radicais, partidários da teologia do “nada pode”, com um discurso tão paradoxal que dá até a impressão que foi o diabo quem criou o mundo e não Deus.
A estes fariseus, super-religiosos, que davam o dízimo de tudo, que faziam várias orações diariamente, que dirigiam o louvor na igreja, que perdiam qualquer reunião social para participarem de uma reunião na igreja e que, sobretudo, julgavam e mediam todas as pessoas, a estes Jesus chamou de HIPÓCRITAS.
Sim, religião e hipocrisia caminham juntas já há muitas eras.
A palavra hipócrita vem do grego e pertence ao vocabulário das artes cênicas. Significa artista, ator, mascarado, duas caras, fingimento, aquele que está atuando, aquele que parece, mas, no fundo no fundo, não é. Assim é o super-religioso. Ele apenas parece. E por parecer e não ser, não faz o que deveria fazer, mas deixa de fazer o que esperado seria. Preocupado com a aparência, não com o conteúdo. Um discurso dissonante da prática. Uma pantomima sacra. Um sepulcro bem caiado.
Jesus disse: “Fujam dos religiosos fariseus, pois são mascarados, hipócritas!”
Hoje ele continuaria com o mesmo discurso: Fujam dos que dizem serem meus representantes, mas que as suas práticas não condizem com o meu discurso. Fujam dos religiosos hipócritas. Fujam dos super-homens. Fujam dos super-crentes. Acautelem-se dos hipócritas. Cuidado com os que impõem sobre outros, cargas que eles mesmos não conseguem carregar. Igualmente fujam dos que criticam os religiosos, mas sem possuírem uma ética consistente. Hipócritas!
A Bíblia e Jesus nos ensinam que o homem é pecador. Portanto, eu sou uma pessoa cheia de erros. Você não está fora desta. O Papa não está fora desta. Chico Xavier não está fora desta. Ora, se eu não sou perfeito, quem sou eu para julgar?
Qualquer que julga está sendo hipócrita, posto ninguém ser perfeito.
Disse Jesus: “Não julguem para não serem julgados, pois com a mesma medida com que você julgar, você será julgado”.
Tenho visto tantos religiosos julgando pessoas...
Tenho visto tantos não-religiosos julgando pessoas...
Tenho visto tantos supostos ateus julgando religiosos...
Todos iguais, todos humanos, todos carentes de aprenderem com Cristo a terem um coração humilde, perdoador, não arrogante, não ganancioso, não orgulhoso, não religioso.
Minha luta é não ser um religioso, apesar de ser um pastor. Paradoxal?
Meu esforço é ser um seguidor de Jesus de Nazaré, assumindo publicamente minhas mazelas, sem ser um religioso hipócrita, que finge ser perfeito e a todos julga.
Meu objetivo é conseguir comprometer-me com o discipulado de Cristo, mas não com o discipulado da instituição igreja.
Não sei se conseguirei este meu intento. Quer tentar junto comigo?
Meu amigo apresentado a você no início deste texto também me disse em meio a gargalhadas que se eu continuar neste propósito serei excomungado da igreja. Eu ri demais! Como me divirto! Não sei se comigo ou se com ele. De fato, religiões não costumam ver com bons olhos pessoas não-religiosas.
Meu desejo é que eu e você sejamos pessoas comprometidas com os doces e sábios ensinamentos de Cristo, que promovem a paz de espírito nesta vida e a eterna para depois desta. Com relação à religião... Que não confiemos em nenhuma delas, pois “maldito o homem que confia no homem”.



