sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FELIZ HOJE !


A virada do ano é marcada por esperanças e angústias.


Na fileira do primeiro sentimento temos a mola mestra que faz com que a vida continue existindo e fazendo sentido. A esperança é o que nos faz levantar cedo, trabalhar, estudar, ter filhos, sonhar... A esperança de que os nossos sonhos se realizarão, de que o mundo possa ser melhor para os meus queridos, de que o homem possa construir mais que destruir. A esperança fala de futuro posto ser um olhar otimista sobre os dias que ainda virão.

Na segunda fileira, temos a oposição, a angústia, que é o arrependimento por não ter feito ainda o que já estava prometido. São as promessas do réveillon passado que não passaram do papel ou da promessa. Planos de dieta, de mudança de emprego, de mudança de atitude, do curso não iniciado e da poupança uma vez mais adiada. Planos de ter coragem para ter planos e planos de ter coragem de realizá-los... A angústia, neste caso, fala do passado. Do tempo que, como óleo, impossível de reter na mão e escorrendo entre os dedos, fora do nosso controle e desejo, simplesmente vai embora.

Entre a esperança por um futuro bom ou melhor e a angústia por um ano já passado que poderia ter sido melhor, está o hoje, que é um dom de Deus e por isso podemos chamá-lo de presente.

No réveillon o hoje são os fogos, o abraço e pipocar do espumante, as orações de agradecimento do abençoado e os clamores dos menos afortunados. O hoje deve ser bem aproveitado, posto ter prazo de validade e acabar-se amanhã, quando já terá se tornado algo passado.

Muitas vezes vivemos emocionalmente presos no futuro ou no passado e nos esquecemos de curtir o presente. Viver o hoje mesmo! Carpe Diem: “Aproveite o dia de hoje!”, pois o hoje acaba em questão de horas e se torna passado e o amanhã a Deus pertence, posto não sabermos exatamente quando vira o próximo terremoto emocional, financeiro, espiritual, biológico ou até mesmo geológico.

O excesso de preocupação com o futuro gera uma doença chamada ansiedade e o excesso de fixação no passado gera outra doença, a depressão. Aproveite o dia de hoje, que é o presente: Presente de Deus para a humanidade.

O Sábio diz que há tempo para tudo. Tempo para todas as coisas que se possa fazer embaixo do sol. Tempo para dormir, para acordar, para trabalhar, para descansar, para namorar, casar e ter filhos. Tempo para cansar e para relaxar, para se alegrar e para se aborrecer, tempo para rir e tempo de chorar (Leia o livro “Eclesiastes”).

Ninguém terá uma vida tão desgraçada que não possa ter risos nos lábios e ninguém uma vida tão vitoriosa que não conheça as lágrimas da dor: Bem-vindo à vida!

Há tempo para todas as coisas. Não se preocupe demasiadamente com o futuro, mas cuide bem do presente. Abrace e beije hoje. Ria e cante hoje. Vá ao cinema hoje. Cante uma música de louvor a Deus hoje. Estude, trabalhe, produza, ria... Deus faz o resto.

A vida costuma ser muito boa para quem é boa com ela; costuma dar coisas boas para quem dá coisas boas: comece a dar estas coisas a si mesmo: Ame-se! Para amar o próximo como a mim mesmo, preciso, primeiro me amar. Amar meu corpo! Amar minha voz! Amar a pessoa única e exclusiva que eu sou.

Se hoje você está passando pelo seu dia de choro, não se fixe deprimidamente em seu passado de risos. Se você está vivendo no mar de alegrias, não deixe de aproveitar estas ondas por estar “ansiosamente preocupado” se no futuro este mar ainda estará para peixe. Mas lembre-se: Tudo passa, tanto o mal quanto o bem. Todos teremos altos e baixos e o hoje, repito, é um presente a ser aberto com sentimento de gratidão, pois se tenho o hoje, é porque estou vivo.

Tenha esperanças, pois Deus é bom! Tenha esperanças, não nas suas forças ou na sua própria capacidade, mas esperança que existe Deus e que Ele presenteia as pessoas que o buscam: Busque Deus! (Não busque e nem confie em religiões, pois os demais homens costumam ser tão maus e presunçosos quanto eu e você.)

O seguidor de Jesus de Nazaré é o cara que vive de esperanças e na esperança, posto viver confiando numa salvação a qual não tem provas que exista, mas apenas espera. Extraia do seu passado a matéria-prima da sabedoria, para não repetir os mesmos erros, mas não se culpe demais, pois até Deus te perdoa! Não prometa demais aos outros e a si mesmo coisas que não conseguirá cumprir: Deus, na verdade, te pede muito pouco!

Espere o melhor: FELIZ HOJE E UM ÓTIMO 2010.

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Este vídeo produzido pela Starbucks, uma charmosa rede norte-americana de cafés é sensacional e segue a linha de outro que eu postei ano passado, também na virada. São pessoas do mundo inteiro cantando na mesma hora que "tudo o que precisamos é amor". John Lennon e Paul Mc Cartney se apropriaram do discurso de Jesus Cristo e fizeram esta bela canção. Como é interessante ver a mensagem de Jesus sendo pulverizada até mesmo por quem o questionou... AMO ESTES PARADOXOS HUMANOS!
 
No fim do vídeo coloquei a letra em portugues e em inglês.
Curtam!
 
 
 
 
ALL YOU NEED IS LOVE
The Beatles
 
Love, love, love


Love, love, love


There's nothing you can do that can't be done

Nothing you can sing that can't be sung

Nothing you can say, but you can learn how the play the game

It's easy



There's nothing you can make that can't be made

No one you can save that can't be saved

Nothing you can do, but you can learn how to be you in time

It's easy



All you need is love, love

Love is all you need

Love, love, love


All you need is love, love

Love is all you need



There's nothing you can know that isn't known

Nothing you can see that isn't shown

Nowhere you can be that isn't where you're meant to be

It's easy

All you need is love, love

Love is all you need


All you need is love, love

Love is all you need



TRADUÇÃO:
TUDO O QUE VOCÊ PRECISA É DE AMOR


Amor, amor, amor

Não há nada que você possa fazer que não foi feito

Nada que você possa cantar que não tenha sido cantado

Nada que você possa dizer mas você pode aprender o jogo

É fácil



Nada que você possa fazer que não tenha sido feito

Ninguém que você possa salvar que não tenha sido salvo

Nada que você possa fazer mas você pode aprender a fazer seu tempo

É fácil



Tudo que você precisa é amor, tudo que você precisa é amor

Tudo que você precisa é amor, amor, amor é tudo que você precisa

Amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor.

Tudo que você precisa é amor, tudo que você precisa é amor

Tudo que você precisa é amor, amor, amor é tudo que você precisa



Nada que você possa conhecer que não seja conhecido

Nada que você possa ver que não tenha sido mostrado

Nenhum lugar que você possa estar que não queria Ter estado

É fácil



Tudo que você precisa é amor, amor, amor é tudo que você precisa

Tudo que você precisa é amor (todos juntos agora)

Tudo que você precisa é amor (todo mundo)

Tudo que você precisa é amor, amor, amor é tudo que você precisa

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL PRA MIM !



Natal é tempo de amar. Tempo de compartilhar. Tempo de doar. No Natal as pessoas tendem a ficar mais sensíveis com a dor do próximo. Natal é hora certa para fazer doações, para dar brinquedos velhos, roupas que não mais nos serve. Natal é tempo de desembagulhar a casa. Natal é tempo de lembrar-se dos menos afortunados...


E quando não é Natal? Se não for Natal, portanto, não é tempo de amor e de fraternidade, não é tempo de doações e de bondade. Se não for natal, não é tempo de fazer doações e nem de lembrar-se dos desafortunados.

Em geral, nesta época do ano, quando as pessoas ajudam as outras estão buscando fazer um bem mais para si mesmas do que para os outros. Muitas pessoas fazem suas doações não necessariamente porque amam o próximo, mas porque amam a si mesmas e desejam tirar da consciência toda a culpa de serem bem vividas, bem criadas e afortunadas. Necessitam aplacar a culpa de estarem mais “abençoadas” que muitos.

Dar ao necessitado uma única vez por ano um pouquinho do que está sobrando é uma maneira de dizer a si mesmo: "Veja, eu sou um cara legal!". Uma paradoxal forma de amar a si mesmo, tirando do depósito o que não tem serventia ou tirando da conta corrente o que não fará falta alguma e compulsoriamente tirando das costas qualquer culpa por não ter sido altruísta nos outros onze meses do ano. Muitas vezes ajudamos não para que o outro tenha, mas para que nós tenhamos um sono tranqüilo, com a consciência limpa.

Evangelho é amar o próximo o ano todo e não amar a si mesmo no Natal, ofertando a doação que inconscientemente funciona como um aplacador da própria culpa.

O ser-humano no geral é assim: Ama a si mesmo e ama menos o outro. Assim é a maioria de nós, tanto que Jesus teve que ensinar que devemos amar o outro. Se amássemos o outro naturalmente, não haveria necessidade deste ensino de Jesus, já que, por definição, Deus só nos manda fazer aquilo que, de fato, não fazemos. O mandamento é uma forma de corrigir uma distorção comportamental.

Os Espíritas são mestres em ajudar o próximo. Eu acho isto sensacional. Não ajudam só no Natal, mas o fazem todo o ano. Quem dera todas as religiões assim o fizessem. Mas, no espiritismo, há também um paradoxo essencial que coincide com o queaté  aqui estou dizendo, ou seja: Muitos Espíritas não ajudam o outro necessariamente porque amam o próximo, mas porque amam a si mesmos. Explico: Como na doutrina Espírita para "evoluirmos" temos que ajudar o próximo, os Espíritas ajudam os outros (e são mestres na caridade) porque querem “evoluir”. Querem ser bons para merecerem uma vida melhor na próxima encarnação, ou seja: Estão, na verdade, pensando em si mesmos, no próprio conforto espiritual e desenvolvimento metafísico. Neste caso, o gesto de caridade continua nobre, mas a motivação é egoísta e pobre, pois de fato, este Espírita está ajudando a si mesmo.

Não é assim que Jesus ensina. Jesus orienta a amar o próximo porque Deus o ama. Doar porque Deus nos doa. Fazer ao outro aquilo que queremos que nos façam, não por interesse ou para receber algo em troca ou para barganhar com Deus, ou para dizer a si mesmo que é melhor que os outros, nem para evoluir numa escala espiritual imaginária, nem para "merecer" de Deus alguma coisa ou por uma paradoxal arrogância humilde e muito menos para aplacar a culpa de ser um "abençoado"; mas Jesus ensina que devemos fazer ao outro aquilo que queremos que nos façam e não fazer ao outro o que não queremos receber. Jesus nos ensina a não pagarmos o mal com o mal, mas o mal como bem. Sermos bons simplesmente porque Deus é bom, sem esperar nada em troca. Isto é amor desinteressado.

O amor caridoso deve ser uma marca do nosso comportamento cotidiano. Um estilo de vida mais que um comportamento religioso; uma atitude que deve estar presente em nossas vidas não apenas no Natal, pois assim esta seria uma atitude hipócrita, de uma espiritualidade rasa, barata, interesseira e desprovida de amor.

Não é ruim que o amor caridoso esteja presente em dezembro, mas é melhor quando ele está presente em nossos corações de janeiro a novembro.


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Agora, para descontrair, uma musiquinha de amor que fez muito sucesso este ano: "I´m Yours" de Jason Mraz, executada de uma maneira muito lindinha!!! Divirta-se com este japinha.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CORRUPÇÃO OU HIPOCRISIA ENDÊMICA?




A comoção foi geral com o último “escândalo” brasileiro envolvendo políticos, desta vez, não de políticos de outros estados que são enviados para Brasília, mas com políticos da cidade mesmo. Um relatório de um banco estrangeiro sobre o Brasil disse que aqui a corrupção é endêmica. Na verdade, aqui, endêmica é a hipocrisia.

Entre denúncias de corrupção ativa e passiva comprovadas por meio de filmagens, todos correm tentando comprovar o incomprovável. Desculpar o indesculpável. Argumentar sobre o inargumentável. Em meio a esta lama de panetones, pode até ser que um ou outro esteja entrando de gaiato no pavio, mas todos estão assando suas carreiras em fogo alto.

Uma coisa me chamou muito a atenção: A indignação foi generalizada. Todos se escandalizaram. De fato, eu não entendi a reação. Como se o que estivesse acontecendo fosse algo de novo, inédito, inesperado, desconhecido.

Por aqui já era do conhecimento que o Governador Arruda cobrava 25% de propina sobre as contratações do governo. Incrível como algo que as pessoas sabem tornam-se escandalosas quando vistas em vídeo.

Não há segredos que o governador anterior, Roriz, também se enriqueceu as custas de desvios de verbas públicas. Ou estou contando alguma novidade? Este conseguiu safar-se por meio de amizades bem articuladas no judiciário.

Lula? Claro, quem não sabe? É sabido que o PT criou um sistema capilar que sangrou e continua sangrando o Estado, buscando manter-se no poder e encher os cofres de verbas... Impressiona como que o brasileiro introjetou bem o conceito Malufista que prega que não é ruim quando se rouba, mas se faz. Lula está fazendo!

Corrupção manchou também o governo Collor e inúmeros outros. Qual a grande surpresa do “escândalo” dos panetones nas meias? Arruda tem de sair, claro! Mas... Quem colocar no lugar? Petistas? Rorizistas? Todos têm em comum o fato de serem humanos...

Necessário dizer que na guerra política, quem está fora do poder sempre quer derrubar o governista porque está morrendo de inveja do tanto que o outro está roubando, mas ele está de fora da “mamata”.

E o cidadão?

Quem aceita favores políticos não pode reclamar de políticos corruptos.

Quem aceita presentes de políticos não pode se escandalizar com verbas públicas desviadas.

Cobrador de ônibus dá troco errado propositalmente, não pode reclamar de político, posto se este estivesse lá, faria o que já está fazendo: Roubando o que não é seu.

Dona de casa que compra uma dúzia de laranjas mas coloca 13 unidades na sacola é uma candidata a colocar um milhão a mais no bolso durante a construção de uma escola.

Quem é desonesto no pouco é desonesto no muito.

"Quem é fiel no pouco, será fiel no muito".

A hipocrisia cega da sociedade me assusta, pois enxerga o erro alheio, mas não vê a trave no próprio olho. Jesus nos ensina que antes de falar do erro alheio, devemos nos analisar e ver onde temos errado. Jesus chama de hipócrita quem critica pessoas, governos ou instituições, mas, na calada da noite, faz coisas que ele mesmo reprova quando o sol brilha. Não existe conversão de instituições, existe sim, conversão de indivíduos. Se os indivíduos largarem de seus maus caminhos as instituições às quais estes pertencem, compulsoriamente também se "converterão", já que instituições são feitas por pessoas. É o ser humano que tem que mudar. Jesus já sabia disso, por isso ele pregava às pessoas e não às instituições.

Muitos que reclamam, o fazem de inveja, posto estivessem naquela posição política, fariam o mesmo...

Existem pessoas 100% honestas, as quais serão empresários honestos, políticos honestos, professores honestos e até pastores honestos. Mas, infelizmente, não se trata da maioria das pessoas.

Já foi dito inúmeras vezes que o problema brasileiro não é a corrupção, mas a impunidade, que premia os maus e penaliza os bons... Assim, os hipócritas vão se sucedendo na dança das urnas.


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Sem mudança interior o poder é apenas um instrumento de opressão e busca por vantagens pessoais.
Esta animação foi premiada como o melhor curta-metragem em 1989.
Uma obra de arte da animação que os fala sobre o poder.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

EU SÓ GOSTO DE QUEM GOSTA DE MIM


Quando passei por uma grande dificuldade financeira anos atrás eu pude dividir os meus “amigos” em dois grupos: os que me apoiaram, ajudaram e participaram daquele meu sofrimento e os que ignoraram minhas circunstâncias. Em minha forma muito humana de analisar o fato passado, sigo a tendência social de rotular estes dois grupos: grupo dos bons e grupo dos maus. Ou grupo dos amigos verdadeiros e dos falsos amigos.

Diante de um ser - humano que pensa majoritariamente em si mesmo e em seus interesses, encontrar pessoas que se preocupam com amigos e familiares é coisa rara, grata e até emocionante. Os que ajudam os irmãos, que estão sempre prontas para dar uma “força” aos amigos e preocupa-se com o bem estar dos familiares são celebrados como justos, bons, verdadeiros cristãos... Exemplos a serem seguidos: Filhos de Deus.

Quando me deparo com o discurso de Jesus, me assusto, pois Ele compara estas pessoas, tão melhores que a maioria de nós, a pessoas más. Jesus, no arcabouço de seu raciocínio, nos explica que não existe qualquer vantagem em ajudar as pessoas que amamos. Não existe qualquer mérito em “dar uma mãozinha” ao meu amigo de quem tanto gosto. Ele diz que isto é apenas um pré-requisito para estar vivo, nada mais. Jesus justifica seu comentário dizendo o seguinte: “Os maus também ajudam as pessoas que gostam. Os pecadores também cuidam de sua família. As pessoas de má fama também emprestam dinheiro para quem sabem que receberão a grana de volta.”

Os maus fazem todas estas coisas, assim como nós fazemos, e muitas vezes achamos que nós somos sensacionais... Ao ajudarmos um amigo ou um parente dormimos com a consciência um pouco mais leve, dando uma piscada para Deus e dizendo pra Ele: “Tá vendo? Não sou tão mal assim...”, com uma pontinha de orgulho. Um tipo de vaidade invertida, até massageando o ego. Jesus diz que ajudar quem nos ajuda, ajudou ou que possa nos ajudar, ou ajudar as pessoas que amamos não nos faz melhor que qualquer pessoa má, pois estas, mesmo que movidas por interesses, também fazem igual.

Jesus quebra a lógica das relações humanas. Jesus funda uma nova forma de enxergar a vida. Jesus, sem a pretensão de sê-lo, torna-se um filósofo original ao afirmar: “Faça o bem a quem te faz o mal. Ame quem te odeia. Ajude quem não te ajuda. Não pague o mal que te fazem com o mal, mas pague o mal com o bem”. Jesus emenda: “Caso façam isto, aí sim, poderão ser chamados de Filhos do Deus Altíssimo, pois estarão agindo como Deus, que manda chuva sobre a lavoura dos bons e dos maus e manda o sol para aquecer os bons e os maus, não fazendo distinção de pessoas”.

Se aqueles que se dizem seguidores de Jesus agissem como Ele ensinou, o mundo seria outro.

Temos a escolha de sermos como os maus, ajudando quem nos ajuda, ou sermos como o Pai, que ajuda a todos nesta vida, retribuindo a indiferença e a ingratidão humana com chuvas, calor, saúde e coisas boas, mesmo para aqueles que Dele zombam nesta vida.

Tenho descoberto que não possuo qualquer autoridade para separar as pessoas em grupos de bons e maus, posto, eu mesmo estar mais atuante no grupo dos que são como os maus, que ajudam apenas os amigos, do que no grupo dos bons, que como Deus, ajuda inclusive os inimigos.

(Saiba mais sobre este discurso de Jesus lendo o capítulo sexto do Evangelho segundo São Lucas)
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Uma música muuuuuuuito antiga que fala da amizade.
E saber que amar só quem nos ama é muito pouco...

NÃO É FACIL FAZER ANIVERSÁRIO JUSTO NO NATAL.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ME CONTARAM ALGO SOBRE VOCÊ.



Quando acabava o assunto, um amigo emendava com a seguinte frase: "Já sei! Vamos conversar sobre o melhor assunto que existe: A vida dos outros!". Ríamos muito, já que esta hironia é uma verdade: A vida alheia é assunto que faz a língua coçar, as revistas sobre a vida de celebridades se esgotarem nas bancas e a imprensa rosa nunca entrar no vermelho (cor a qual sua orelha constantemente fica).

O que fez, com quem tem saído, para onde, quando e quanto custou?

Uma coisa é certa: Quem traz notícias da vida alheia para você é a mesma pessoa que leva aos outros notícias sobre a sua vida. Sim! Não tenha dúvida: me contaram algo sobre você! (Mas não se angustie, pois também contaram a você algo meu.

Vida Alheia... Que tema fascinante!

A fofoca, por definição, baseia-se em afirmações sobre fatos não confirmados. Especulações e, por fim, julgamentos velados.

Jesus (sempre Ele...) também nos ensinou algo valioso sobre este tema:

"Não julgue os outras para você não ser julgado por Deus. Não condene os outros, para você não ser condenado por Deus... Porque com a mesma dureza com que você julgar, você também será julgado..."

Assim como a fofoca coça na língua, o desejo de julgar as pessoas também é doce na boca de muitos. Sempre temos opinião para dar sobre alguém. Sempre sabemos o que é "o melhor"  para o filho dos outros e estamos sempre prontos para emitir opiniões que destilam veneno. Tiago, o irmão de Jesus definiu muito bem a língua:

"Fogo consumidor, veneno incontido, capaz de incendiar toda a existência humana..."

Com a língua fofocamos, julgamos e condenamos... Que coisa feia! Aliás, que coisa deliciosamente horrível.

Anaïs Nin nos conta que "nós não vemos as pessoas como elas são, mas como nós somos", portanto, somos incapazes de julgar alguém, já que nosso ponto de vista  está sempre contaminado por questões culturais e pessoais, assim, jamais julgamos imparcialmente, mas, o mais imparcial dos comentários está parcial ou completamente contaminado por opiniões que são reféns do tempo e do espaço, visões incompletas e distorcidas dos fatos, posto qualquer fato ou ato possuir inúmeras facetas, impensáveis para qualquer observador. Somos incapazes de julgar imparcialmente, pois somos fruto do meio e do tempo.

Condenar os atos alheis é um erro ainda mais grosseira, já que todos nós possuímos nossos erros. Jesus livrou uma mulher adúltera do apedrejamento público e a despediu com as seguintes palavras:
"Eu não te condeno... Vá embora mas não repita isto!".

Nós somos um pouco diferentes, em nossas doenças psíquicas e emocionais, nos escondemos de quem somos e exorcizamos nossos demônios interiores por meio da condenação alheia, como se o outro fosse nosso bode-expiatório que, por meio de nossa língua ferina, morre e leva junto o pecado que nos pesa nas costas. 

Os moralistas são grandes julgadores, condenadores até fofoqueiros... O moralista normalmente é uma pessoa doente emocionalmente, que não consegue se relacionar com seus desejos íntimos, e assim, no intúito de não mostrar-se frágil, assume uma postura de juiz da soceidade ou do seu grupo de relacionamento, convertendo-se tanto em Deus, o grande juiz, como em Diabo, o grande condenador, ao mesmo tempo que mantêem latente sua humanidade, de grande fofoqueiro.

Jesus também adverte estas pessoas mostrando para elas o seu fim: Serão julgadas e condenadas com a mesma severidade que usam. Muitos religiosos são moralistas, assim a feiúra da religião acaba afastando pessoas boas da beleza de Crsito. Mas se as pessoas, religiosas ou não, mantiverem postura perdoadora, assim também receberão perdão de Deus. Ou seja, a vida é feita de escolhas: Qual é a sua escolha?

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A vida é feita de escolhas?
Veja este filme publicitário que trata do tema "destino".
A frase final, que aparece em inglês, significa: "Sinto muito destino."
Tire suas próprias conclusões: