sexta-feira, 11 de março de 2011

CARPE DIEM: DE ERGOMÉTRICA OU BICICLETA?


Conversava hoje com um grande amigo sobre a sua vida ao lado de Jesus. Eu tenho 22 anos de caminhada no Evangelho. Ele, menos de dez anos. Logo que me converti ao Senhor, uma das minhas primeiras ações foi levar aquela indescritível alegria aos meus amigos e pude presentear este meu amigo com uma Bíblia Sagrada. Ela a manteve apenas guardada por vários anos, mas aos 33 de idade ele entregou sua existência a Cristo.

Hoje eu e ele conversamos sobre todo o tempo que ele caminhou com as próprias pernas, sendo dono do seu próprio destino e comparando aquela com esta atual fase da sua vida: dependência total de Deus.

Uma analogia surgiu do assunto: Tanto antes quanto depois da conversão a vida oferece suas demandas e é necessário "pedalar" a existência, esforçar-se para obter qualquer tipo de conquista.

Pedalar! Ao mesmo tempo em que faz bem para o corpo e a mente, mantendo-nos vivos, ativos e produtivos, também cansa, faz transpirar... A vida é assim, muitas vezes este "pedalar" diário nos leva à exaustão. Cansa-nos mesmo. Por vezes dá até vontade de parar e, algumas vezes, até o fazemos, para repor energias.

A diferença entre o "pedalar" com ou sem a figura do Cristo em nossas vidas é que, sem Cristo estamos pedalando uma ergométrica. Existencialmente não saímos do lugar. O esforço é feito, a energia é gasta e tanto alguns benefícios do exercício quanto o cansaço vêem.

Mas quando entregamos a Jesus os desejos e projetos dos nossos corações, tudo muda de figura. Sim, ainda temos que nos esforçar, temos sim que pedalar (e... continua nos cansando) mas a ergométrica é substituída por uma bicicleta de verdade... Assim, saímos do lugar existencial.


Horizontes dantes inimagináveis nos são descortinados. Novas perspectivas, novas matizes: chuva, sol, frio, calor, auroras e crepúsculos se alternam dando cor, sensações, surpresas, riscos e o prazer do pedalar. Livre! É muito mais divertido! Também é muito mais desafiador, posto se pararmos de pedalar, a bicicleta cai! Mas os novos horizontes, a compreensão de mistérios espirituais que o mundo não pode compreender sem o Espírito Santo, as oportunidades e descobertas, a indescritível sensação de enxergar coisas que ninguém do mundo está de fato vendo, são prazeres impagáveis... Não tem mesmo o que pague. Não tem aventura maior ou melhor!

Entregar a vida a Jesus de Nazaré é largar a falsa segurança medíocre da ergométrica. É largar o “osso” da pseudo-segurança baseada em nós mesmos e em nossos pobres mutáveis valores: Uma atitude covarde– perdoem-me por dizer!

Entregar a vida a Jesus é lançar-se louca, frenética e apaixonadamente para a maior aventura da vida, numa bicicleta que nos levará a lugares existenciais jamais imaginados. Descobertas da alma. Do próximo. Da existência e da essencia perdida, tão desejada, mas nos lugares errados buscada.

Como sou completo nesta louca, alucinada, inexplicável e indescritível escolha de vida! Como sou livre! Como morro de dó de quem está preso na escolha medíocre da ergométrica – falsa segurança!


Infelizmente muitos confundem "Cristo" com "religião". Não estou aqui falando de normas, regras, doutrinas criadas por homens... Ou seja, não estou falando de religião.

Infelizmente muitas pregam "religião", "metodismo", estas coisas, quando deveriam pregar apenas Cristo. Como já disse NESTE ARTIGO AQUI: Cristo, sem a maquiagem da religiosidade medieval e moralista, é irresistível!

(Sinto-me hoje livre para externar esta minha opinião, posto tantos sentirem-se livres para opinarem sobre a minha escolha de vida. Entretanto, continuo pedalando e procurando relacionar-me com todos, sem intolerância religiosa - coisa medieval.)

Meu amigo, Paulo, terminou nossa conversa dizendo: “Quanto tempo eu perdi, Luciano. Como me arrependo de não ter me entregue a Jesus antes, e ter vivido há mais tempo nesta qualidade existencial que hoje vivo”.
Como disse o outro Paulo, o apóstolo: "...Foi para a liberdade que Cristo vos libertou..."

Já que é para pedalar, que seja de bicicleta! Curta a paisagem e verdadeiramente Carpe Diem!


--------------------------------------------------



Este filme é uma homenagem ao meu amigo Paulo, protagonista desta reflexão.

E aí? Este guri do filme abaixo foi demitido ou ganhou sua liberdade?

quarta-feira, 2 de março de 2011

FICOU FRUSTRADO? PUTZ!

 

A frustração está para a vida assim como o ar está para o avião: pode levantar ou derrubar, dependendo somente como o piloto se relaciona com ele.
Não há como não se frustrar nesta vida.



Temos que aprender a nos relacionar com a frustração, pois ela sempre nos dará um “olá”!


O contrato não fechado.

O bilhete não premiado.

O milagre não ocorrido.

O rosto não beijado.

O abraço não recebido.

O amor traído...

O curso não concluído.

A vaga de emprego não preenchida.

A oração não atendida...

Nem sempre o sapo virará um príncipe... Talvez a rã se transforme numa bruxa... Frustrações...

Quem é o responsável (aliás, porque não dizer: culpado) por nossas frustrações?

Muitos de nós passamos a vida buscando os culpados. Os culpados por não terem permitido a concretização dos nossos sonhos e a realização dos nossos desejos.

Quem usurpou nossa vitória?


Precisamos procurar os culpados por nossas desgraças; localizar os responsáveis por nossos fracassos. Temos que dar o troco a quem nos frustrou.


A frustração é um sentimento filho da expectativa. Quanto maiores as nossas expectativas, maiores as chances de frustrações. Na direção oposta, quanto menos expectativas tivermos com relação a nós e aos outros, menores nossas chances de nos frustrarmos. Se nos relacionarmos de forma sadia com nossas expectativas, assim como o ar para o avião, poderemos subir. Como voam as suas expectativas?


Não raro criamos grandes expectativas com as pessoas e quando estas não atendem a estas expectativas, nos frustramos e temos a tendência de culpar o outro por nossa frustração. Isto ocorre freqüentemente nos relacionamentos familiares, pessoais e amorosos, nos quais os contratos não são escritos, mas, tão somente, emocionais e nem sempre é dito o que se espero do outro. Contratos passionais.


Lembro-me de um casal de amigos, muito queridos, que desenvolveram uma expectativa comportamental com relação a mim e minha esposa. Após um tempo de amizade, conforme a personalidade e cultura deles, esperavam que nós agíssemos de determinada forma quanto ao nosso relacionamento com eles. Entretanto, nós éramos (somos) nós mesmos e não as pessoas que eles fantasiaram que éramos. Eu e minha esposa temos qualidades, defeitos e características próprias da nossa cultura e valores. Em determinado momento este casal se aborreceu conosco e se afastou de nós, pois não conseguíamos supri-los em suas expectativas com relação a nós. Numa carta nos culparam que não éramos como “deveríamos ser”. Enfim, se frustraram conosco por terem desenvolvido expectativas irreais e, por fim, nos responsabilizaram por não sermos quem eles desejavam que fôssemos. Tornamos-nos algozes da frustração alheia.


Este comportamento é típico nos seres humanos. Não raro fazemos escolhas de vida ou de relacionamentos baseados em expectativas, as quais, não realizadas, geram frustrações, mas não conseguimos enxergar que nós mesmos somos os responsáveis por nossas escolhas e, portanto, pela maioria das nossas frustrações. Não raro culpamos o governo (porque eu votei mal), culpamos o cônjuge (porque eu o escolhi), culpamos o patrão (por eu não ter hombridade para demitir-me), o vizinho (por ter um carro melhor que o meu), a amante do marido (por tê-lo seduzido), o amante da esposa (por ela tê-lo seduzido)... Mas, nunca nós! Nós? Nós somos bons demais! “O inferno é o outro”. Se o sapo não virou príncipe, ou eu escolhi o sapo errado ou simplesmente eu não aprendi ainda a beijar.


Expectativa por vezes é confundida com fé, mas estes sentimentos não se misturam. Fé é certeza! Certeza de que algo irá acontecer. Fé é profunda convicção de coisas que sequer eu vi. A verdadeira fé não erra. Mas expectativa é um sentimento vacilante, posto aguardar algo pelo que não se tem absoluta certeza: Será que meus números serão sorteados? Será que meu cônjuge é fiel? Será que vou, finalmente, passar no concurso? Fé não gera expectativas, mas certezas. Expectativa não gera fé, mas ansiedade, angústia e dúvida.


Jesus nos deu grandes lições de fé, mas nos orientou a abaixarmos as nossas expectativas: “Não andem ansiosos com coisa alguma... Não fiquem ansiosos com o futuro... Deixem para cada dia o seu próprio mal. Viva um dia por vez.”


Quanto maiores as expectativas, maiores as chances de frustrações.

Quanto mais realistas as expectativas com relação aos outros e a si mesmo, maiores as chances de agradáveis surpresas. Pare de buscar culpados por suas escolhas e frustrações.

Quanto maior a fé, maior a esperança, que gera paz, que gera qualidade de vida!


Luciano Maia


-----------------------------------------------------


Há outro artigo que publiquei, o qual fala sobre a “mãe da frustração”, que é a EXPECTATIVA. Para ler sobre EXPECTATICAS, CLIQUE AQUI.


----------------------------------------------------


E por falar em expectativas e frustrações, vamos para o Momento Despressurização com estes filmes publicitários sensacionais.

Veja que frustrante...




Neste outro filme, as expectativas não estavam bem sintonizadas. resultado: frustração...




Putz! Que frustrante... Hahahah!




E pra terminar, um comercial de escola de idiomas. Infleizmente só irá rir quem entende bem inglês.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Viva a vida! De bem com a morte.


Por: Leônidas Almeida

Como você encara a morte? Olha-a de frente, de lado, ao longe, só nos outros, com pavor, medo, angústia, to nem ai? Para termos uma boa qualidade de vida deveríamos estabelecer um diálogo com a morte, um diálogo produtivo e não autodestrutivo, que apazigua nossa mente e corpo imanente com a alma e o espírito transcendente na ótica da percepção do ser humano completo.


Inseridos numa sociedade consumista, não temos tempo para compreender a pedagogia da morte, pois esta não é parte de nossas prioridades de consumo, não faz parte de nossa matriz existencial. Para Hennezel, “o mundo moderno não nos ensina morrer. Tudo é feito para esconder a morte, para incitar-nos a viver sem pensar nela”. O próprio Jesus Cristo declara a insanidade de um homem, após uma vida toda de acúmulo de riquezas, que criou um império de ilusões na tentativa inútil de se imortalizar. O pior é que este discurso fundamentado no materialismo consumista é vendido em várias igrejas cristãs contemporâneas.

“Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” Lc 12:19.”

Para o Ap. Paulo, acostumado a viajar, chegou a declarar explicitamente em uma de suas cartas antecipando a notícia que muito em breve correria por suas igrejas, a partir desta declaração é que poderemos compreender a dimensão pessoal que Paulo tinha da morte e em particular da sua própria morte, portanto trata-se aqui de sua experiência de vida sob o olhar da expectativa da sua morte.

“Quanto a mim, a hora já chegou de eu ser sacrificado, e já é tempo de deixar esta vida. Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé.”II Tem 4:6, 7

A morte para Paulo é simplesmente a finalização de uma carreira, a passagem de um estágio da vida para outra dimensão de vida que sucederá a esta. Aqui não se trata de um simples desejo suicida de morrer, mas ao contrário é o desejo de uma nova vida que brota a partir das experiências desta vida, que foi experimentada com plenitude e integridade. Já o suicida percebe a morte como a interrupção brusca de uma vida que não valeu à pena ter vivido. Portanto a expectativa da nova vida é vista, segundo Paulo, como graduação da sua experiência presente, apesar das ambigüidades entre vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, mas o somatório final conclui que valeu a pena ter vivido plenamente e ao mesmo tempo lhe remete a vida vindoura, que lhe será mais lucrativa e por ela anela profundamente. Em outro texto chega declarar que para ele o “viver é ganho e o morrer é lucro”.

A partir da racionalidade humana a morte é a única certeza que temos desta vida, não preciso ser um profeta para te dizer que temos nosso encontro marcado, e por falar nisto, será que este encontro será com o bonito e gentil cavalheiro que assistimos nas telas de cinema ou aquele macabro espantalho dos filmes de terror. Por outro lado, a partir da fé proposta por Paulo, que é também definida como “a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não vemos” (Hb 11:1), gera no fiel um estado de serenidade face ao terror que provoca em quem não se alimenta desta fé. Quero ressaltar que tal descontrole pode até atingir a muitos religiosos domingueiros que vivem entre nós, pois muitos destes buscam na religião uma fuga do sofrimento e do pavor da morte. Note a fala de Martin Luther King Jr. na noite anterior o seu assassinato.

“Como qualquer pessoa, desejo uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isto agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E ele me permitiu que eu subisse ao monte. Olhei lá de cima e pude contemplar a terra prometida. Pode ser que eu não entre lá com você, mas quero que você saiba esta noite que, como povo, nós entramos na terra prometida. É por isso que estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor que vem.”

Para finalizar aqueles que pensam que a outra vida será aquela coisa chata de ficar sentado numa nuvenzinha sem fazer nada, sem alegria, sem nenhum tipo de prazer e experiência criativa, apenas quero te dizer (não detalhadamente, pois ainda não morri e espero ainda viver um bom tempo pela graça de Deus) mas quero ressaltar que Cristo, logo após sua ressurreição, revestido de um novo corpo transcendente compartilhou diversas sensações com seus discípulos, inclusive chegou a alimentar-se após uma pescaria abundante (Lc 24:40, 41). Pense nisto, um corpo de outra dimensão absorveu elementos de nossa dimensão, o atemporal absorveu o transitório e temporal, deixando um portal entre o transitório e o eterno através da experiência única da morte e ressurreição de uma vida para outra vida. Assim tenha uma boa vida e porque não dizer tenha também uma boa morte.

“Então Jesus afirmou: - Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” (Jo 11:25)

Leônidas Almeida, fevereiro de 2011.

---------------------------------------

Segundo o "filósofo"  Salomão, beber está entre os maiores prazeres da vida.
Vamos ver agora um dos prazeres da vida de uma forma bem-humorada, por meio de uma campanha publicitária de uma empresa que é amada por uns e odiada por outros.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Não se esqueça!


A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se
fossem ficar aqui eternamente,
e se esquecem de ser felizes.

Prazer?

O maior prazer de uma pessoa inteligente
é bancar o idiota diante de um idiota
que banca o inteligente.

Segredos da história divina

CLIQUE PARA AMPLIAR






sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Conversa com Deus


Homem: Deus posso fazer uma pergunta?

Deus: Claro meu filho!

Homem: O que é um milhão de anos para o senhor?

Deus: Apenas um segundo.

Homem: O que é um milhão de dólares para o senhor?

Deus: Apenas um centavo.

Homem: O senhor pode me dar um centavo?

Deus: Claro! Aguarde só um segundo.


.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CARNAVAL' 2011 - DIVULGAÇÃO




Quero desafiar você a entrar conosco numa batalha na qual poucos dão atenção ou importância, que é nos envolvermos com a maior manifestação festiva do nosso país, o CARNAVAL.

Pessoalmente acredito que é legítimo a população se reunir para festejar, mas o que eu vejo é um ajuntamento desesperado, numa fuga em massa pra lugar nenhum...rs

Deveríamos estar lá e dar reais motivos de comemoração à grande festa, sinalizar que há uma direção que conduz à uma vitória digna de muita festa.

Sonho, num dia em que teremos carnavais para celebrar a vitória sobre a miséria, a desigualdade, a violência e sobre a corrupção legalizada em nossa cultura.

Sonho que os primeiros passos, vozes e esforços que nos conduzirão nessa direção vão surgir dentre aqueles que realmente se importam, porque um dia conheceram o amor verdadeiro e por Ele se permitiram acreditar.

Eu acredito que podemos começar algo em nossa cidade, na capital do nosso país, não acredito porque sou positivista, acredito porque sei que Deus não ignora o caos que o homem produz pra sí, sei que Ele tem um caminho sobremaneira melhor pra nossa sociedade, pra esse mundo injusto, o qual um dia Ele amou de verdade e deu seu filho pra consertá-lo.

Coopere com Deus, dê algo de sí pra fazer parte daquilo que Ele deseja fazer em nossos dias.

O Carnaval é uma oportunidade ímpar para levantarmos nossa bandeira de amor ao invés de uma bandeira religiosa, separatista e orgulhosa que diz " vocês que celebram a carne são imundos, vamos nos retirar para não nos contaminarmos com essa sujeira" . Esse tipo de postura nos afasta de nossa responsabilidade de ser sal ou até mesmo de sermos luz, em meio a tão densas trevas. Considere pensar sobre isso, caso depois queira se envolver e agir, temos uma alternativa pra te sugerir :
http://www.youtube.com/watch?v=-V5bdJwFxUc
http://eventos.jocumdf.com/

Precisamos de muita ajuda na divulgação desse evento, se não for incômodo passe esse email adiante.

Um abraço e que DEUS te derecione em seus pensamentos e considerações.

Thiago Rodrigues Gonçalves


Diretor JOCUM-DF

sábado, 29 de janeiro de 2011

Você fica triste com papo de crente?


Nestas férias eu e Simone fomos curtir as limpas praias de Florianópolis. No avião sentamos junto a uma jovem executiva de sucesso, muito faladeira e simpática. Uma hora de vôo e já éramos todos amigos de infância. Conversávamos de tudo: negócios, família, política, futuro... Até uma pequena confidência com relação a sua vida conjugal rolou. Lá para as tantas, não me lembro qual era o contexto, eu contei que era pastor...

Meu “deus”... Que reação mais inesperada ela teve:
“VOCÊ PASTOOOOR? Como assim pastor?! Você está brincando não é? Claro que está brincando. Pois você é um cara legal! Você é simpático, tem um ótimo papo, é inteligente e culto. Como pastor? Você é um cara bom, de deus! Não pode ser mesmo um pastor, certo?”

Aquela reação mostra bem a cara da Igreja Evangélica no Brasil. Cara esta que os pastores e os crentes deram a ela. Um rosto forjado por comportamentos. Uma cara auto-maquiada sem espelho... Maquiagem mal-feita. Uma cara feia!

Para aquela nova amiga, pastor é uma coisa extremamente ruim, pois como ela disse, pastores são uns caras que roubam dinheiro dos pobres, que pedem dízimos e que vivem do estelionato da fé alheia. Pastor é aquele cara que diz que não pode isto, não pode aquilo, não pode comer, não pode beber, não pode viver... Só pode morrer, pois o resto é pecado... Sim, para muitos, esta é a cara do crente. Esta cara de crente foi maquiada pelos próprios crentes por meio de um discurso anacrônico e antibíblico.

O discurso dos “crentes” tem sido incoerentemente herético!

Muitos crentes só pregam pecado.
Tudo é pecado.
Ser uma mulher gostosa é pecado.
Olhá-la é pecado. (Jesus nunca disse que é pecado admirar coisas belas, disse que é pecado olhar "com intenção impura", que é bem diferente... Como alguns religiosos possuem os olhos maus e não conseguem olhar com pureza, pensam que todos são impuros como eles e acabam por proibir a admiração das coisas belas que Deus criou).
"Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros... nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas." Tito 1:15

Ter idéias próprias é pecado.
Contestar é diabólico!
Cuidado com o pecado! Deus castiga!

Muita gente acaba por ficar aborrecido com papo de crente.

Por conta de uma religião doente, inúmeros neo-ateístas os são, não porque queiram brigar com Deus, a quem não conhecem e não acreditam, mas porque querem brigar com os que se dizem representantes deste Deus. Neo-ateístas querem é criar encrenca com a religião cristã e com seus representantes, os crentes, pois estes muitas vezes conseguem aborrecer as pessoas com seu papo muito estranho e, por vezes, hipócrita.

Ao contrário da pregação religiosa sobre pecado e sobre o que não se pode, o discurso do Evangelho de Jesus é sobre o perdão e sobre o que se deve: Amar as pessoas pecadoras.

O discurso central do Evangelho é que todos estão perdoados por Cristo. O discurso é sobre perdão de graça. Sobre coisa boa, vida eterna, paz com o próximo, paz consigo, amor. Sobre não precisar fugir de Deus por medo de punição, mas sobre aproximar-se de Deus, pois Ele já perdoou a todos pois Ele é legal.
"Ele levou sobre sí todas as nossas iniquidades".
"Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus".

Todos quantos quiserem estão perdoados. A mensagem, portanto, que os representantes de Deus deveriam anunciar tinha que ser uma mensagem que não se concentrasse em “usos e costumes”, comportamentos culturais, comida, bebida, cabelo ou roupa. Mas não é o que acontece normalmente. Temos assistido grupos religiosos que, com a Bíblia em punho, pregam heresias:
Que Deus abençoa só a quem dá dízimo.
Que Deus não abençoa quem não dá dinheiro pra Igreja.
Que a salvação vem pelo bom comportamento e não pela Graça de Deus.
Que cristão não pode ser intelectualmente independente.
Dentre outras heresias.

Tem uma blogueira que é desertora da fé evangélica e cheia de fé em si mesmo. Ela diz ser atéia, se intitula “heresia loira” e se diverte muito com os “crentes” que, em defesa da fé evangélica, infestam seu blog com comentários hediondos e muitas visitas (conseqüentemente, rendendo também anúncios no blog, convites e grana para ela). Percebo no arcabouço do discurso desta blogueira que seu dito ateísmo não é conseqüência, necessariamente, de algum problema com Deus, mas sim, com os crentes. Por conta da má-criação dos filhos, ela bate é no Pai, num processo Freudiano de transferência. Aliás, no geral, os neo-ateus defendem sua “fé” por meio da falta de fé que eles têm nos cristãos. Irônico.

Incrível como algumas pessoas que dizem seguir Jesus falam pouco de perdão, de coisas boas, de felicidade por meio da certeza da paz com Deus. Geralmente crentes não são vistos como pessoas bacanas, que amam a todos, que amam os inimigos, que procuram não ter inimigos.

Incrível como o simpático e psico-emocional saudável discurso do "perdão gratuito de todos os pecados" foi substituído pelo doentia e culposo discurso do "tudo é pecado".
"Vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei".
Acho incrível como religiosos não oferecem o alívio que Jesus oferece...

Que fique claro: pecado existe!

Ninguém em sã consciência discordaria que meter uma bala na cara de um motorista para ficar com sua carteira é algo errado, portanto, não é preciso ficar batendo na tecla que isto é pecado, mesmo os dito ateus sabem que isto não é certo. Certo?

Pra que reforçar o que todos instintivamente já sabem? Até a blogueira auto-intitulada Heresia Loira não absolveria sua melhor amiga se a apanhasse hoje na cama com o seu namorado. Ela sabe o que é errado! Ela sabe o que magoa! Ela sabe o que fere! Pra que, portanto, insistir em discursar sobre o pecado? O que ela precisa saber é que Jesus perdoa gratuitamente todos os erros e os pecados arrependidos e confessados. Ponto!

O discurso que o mundo inconscientemente quer ouvir é a pregação do perdão:
Sim, você errou, mas há uma nova chance para você! Não se sinta eternamente culpado. As pessoas podem não te perdoar pelos seus erros ou por você ser uma pessoa tão babaca. Você pode não se perdoar. Mas Deus é aceitação. Deus é um abraço amigo. Deus é perdão! Deus é bom.

Este discurso, tão real e libertador, precisa ser resgatado nos púlpitos e replicado na pregação cotidiana.

Quando me lembro da reação da nossa colega de viagem no avião quando soube que eu era pastor, fica claro que muitos cristãos estão voando fora da rota e a Igreja continuará fabricando ex-cristãos!

Qual Evangelho você tem pregado?

“Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos erros e pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro.”
Primeira carta de João, Capítulo 2

 TODA A RELIGIÃO É ESSENCIALMENTE HIPÓCRITA.
QUER SABER PORQUE?
DESCUBRA CLICANDO NESTE LINK:

____________

Assim é a vida!
Neste bem-humorado filme publicitário da Volkswagen, vemos pai e filhos pensando que estão "passando a perna" numa velhota, contudo...


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ah! Se eu fosse um deus...

Como posso aceitar um Deus que permite que as pessoas construam casas nas encostas dos morros fluminenses e depois este mesmo deus depois permite "que chova três dias sem parar".

Como aceitar um deus que envia um dilúvio que matou tanta gente? Famílias e famílias dizimadas. Só sobrou mesmo Noé e sua família... O resto, Deus levou! Sequer sobrou voluntários para exercerem solidariedade.

Como posso compreender um deus que Deixa um terremoto ceifar vidas no Haiti?

Como posso entender um deus que permite que uma onda gigantesca engula grande extensão de terras na Ásia, matando tantos inocentes?

Como posso aceitar um deus que criou um planeta que cospe fogo por meio de vulcões, sendo que apenas um deles, o Vesúvio, soterrou com lava toda a cidade de Pompéia, matando em poucas horas todos os seus 30 mil habitantes? Uma crueldade divina.

Como posso crer num deus que permitiu que um asteróide atingisse a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo todos os dinossauros? Um sadismo cósmico.

Como posso eu compreender um deus que fez um planeta todo errado... Um planeta vivo, que respira, que se movimenta, que promove chuvas fortes e fracas. Que cria ondas grandes e pequenas, que esquenta e que esfria. Que está vulneravelmente flutuante na Via Láctea, sem nenhuma grade de proteção para impedir que outros corpos celestes viajantes o atinja.

Aliás, como aceitar um deus que cria outros corpos celestes vivos e magnificamente viajantes, turistas intergalácticos, que em seus perpétuos passeios ameaçam o descanso dos planetas vizinhos?

Ou deus não existe ou ele fez tudo errado...

Se fosse feito por mim, o Planeta Terra, não teria ventos, nem marés, nem ondas, nem placas tectônicas, muito menos chuvas ou tempestades. Eu teria feito um planeta mais estéril, mais morto, mais paradinho.

Se eu fosse deus, não teria feito a evolução geológica ou qualquer manifestação natural.

Deus não poderia ter sido tão cruel permitindo a evolução das coisas. Deus deveria ter sido um pouco mais criacionista e menos evolucionista.

Revolto-me com Deus por ele ter sido tão naturalista evolucionista, dando ao planeta tanta liberdade de desenvolvimento e crescimento.


--------------------------------

Como posso compreender um Deus que deixa tanta gente morrer de fome na África? Se eu fosse um deus não seria assim, mas eu mataria num grande terremoto os que oprimiram e oprimem os africanos. Se eu fosse um deus eu mataria afogadas as pessoas que desmatam o Brasil, provocando catástrofes.

Como posso entender um deus que permite que os homens tenham o livre arbítrio? Herodes, Gengis Khan, Stálin, Hitler, Mao Tsé-Tung, Somoza, Pinochet, Ceausescu, Saddam Hussein, Mugabe, Idi Amin-dada... Todos eles perpetraram holocaustos, torturas, censura política, corrupção, genocídios... Todos eles, em continentes diferentes, causaram a destruição e a morte de milhares, de milhões de seres humanos, homens, mulheres e crianças, em nome de regimes totalitaristas, de ideologias políticas, de uma sede sádica de poder. Mas se eu fosse um deus, seria diferente: Ou não deixaria você fazer o que você quer ou providenciaria grandes tsunamis para acabar com todos os homens que fazem o que querem... Se eu fosse um deus, seria muito, muito melhor. Este seria um planeta de paz.

Se eu fosse deus, apenas eu seria o Grande Ditador, e não deixaria as pessoas fazerem o que querem. Não deixaria o homem ter poderes e vontades e assim não existiriam os ditadores sanguinários. Todos seriam os meus títeres.

Como posso aceitar um deus que criou o homem, assim, tão cheio de liberdades? Tão dono de seu próprio nariz? Tão decisor entre o bem e o mal? Tão livre para amar e fazer o bem e para matar e propagar o mal? Tão... Humano!

Como posso eu compreender um deus que fez os homens que fazem as guerras? Que adulteram? Que traem os amigos? Que roubam do Estado? Que se fingem de cegos ante a injustiça social que promovem ao negar-se a vê-la? Se eu fosse um deus, faria com que um asteróide caísse na cabeça destes homens voluntariosos.

Ou deus não existe ou ele fez tudo errado...

Se fosse feito por mim, o homem, não teria vontades, nem artes, nem poesia, nem paixão, nem amor e sequer opinião própria. Eu teria feito um homem mais estéril, mais morto, mais paradinho.

Se eu fosse um deus, não teria feito a evolução humana ou qualquer manifestação emocional.

Ah! Se eu fosse um deus...

---------------------------------

E por falar  em liberdades humanas, veja o que este filme publicitário nos revela sobre o mau comportamento dos indivíduos...


Este outro filme é outro exemplo que também nos faz pensar sobre nossas influências sobre os rumos da humanidade.


-----------------------------------------