segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jesus era hippie?

Por Jeferson Ferreira

Sou apaixonado pela maneira em que a raça humana se comporta; observar como diferentes pessoas reagem a um mesmo estímulo e quais as relações disto com a: Raça, nacionalidade, história de vida, sexo, ambiente e mais umas duas mil variáveis psicossociais envolvidas, tem me levado a viver observando. Até já me questionaram sobre meu olhar, taí a resposta para a maioria das vezes.

Então, um dos tipos de pessoas que sempre estimularam este meu instinto observador foram os hippies.

Lembro da descrição de uma amiga que falou de sua prima: “Ela era uma pessoa que passava a maioria do tempo como hippie, andando sem rumo e voltava para casa para trabalhar uns dois meses por ano e depois voltava para a rua”. Esta descrição era de alguém que tinha um estilo de equilíbrio atípico, que encantava minha equilibrada e normal amiga que contava a estória.

Este movimento que se iniciou nos EUA na década de sessenta, foi uma tentativa de ruptura dos conceitos normais de vida da época, eram pessoas desgarradas com aqueles trajes típicos do grupo (sandálias e colares) que pregavam a paz e o amor. Tudo bem que eles tinham também a fama de arruaceiros e eram drogados numa visão menos romântica, mas desconsidere isto para nosso exercício de imaginação.

Oops! Me lembrou Jesus, ainda mais somando-se à idéia de desgarrado, o fato deles pintarem Ele com aquelas roupas típicas da época e colocarem barba.

Imagine se Jesus vivesse em nossa época, como seriam as manchetes? Elas descreveriam uma figura perturbadora, meio Forrest Gump, cidadão de lugar nenhum, andando por ai à pé com um monte de gente atrás dele. Com certeza, em certo momento a necessidade de preservação da paz pública iria levá-lo a algum tribunal para ser julgado e humilhado publicamente por sua generosidade e presteza; ele ficaria calado e nós omissos e então... O resto da história vocês já sabem...

Pois é, neste meu mundo imaginário onde Jesus seria um “hippie doidão”, meio a mistura de Mágico de Oz com Madre Tereza de Calcutá para a maioria, me pergunto: onde nós, os cristãos estaríamos? Certo mesmo estou que atrás dele nunca. Não somos este tipo de pessoa que segue este tipo de gente.

Acredite, tem gente que já fez umas coisas bem loucas; lembro da história de minha amiga americana Cindy Norwood que vendeu tudo e viveu anos andando num ônibus de uns cristãos malucos chamados Gods People. Eles vendiam tudo o que tinham e saiam pregando o Evangelho e fazendo o bem país afora.

Ah! Temos um hippie na Bíblia, seu nome era João Batista. Marcos, o apostolo de Jesus, o descreveu como o pregador do deserto que “ .. comia gafanhotos e mel silvestre..”. Sou apaixonado por esta descrição “zen” da figura de João, de tão desgarrado ele nem aceitava fundar uma igreja, dizia que era o preparador que anunciava as boas novas.

Gente, luto para que minha alma seja assim, já que vai ficar difícil explicar para meus filhos que o papai agora vai viver por aí sem rumo sentado nas calçadas fazendo artesanato e comendo o que vendeu. Fico na imaginação e na aplicação espiritual da idéia mesmo.

Quero preparar o caminho do Mestre da melhor e mais livre maneira que puder. Não sou eu o realizador, mas serei o mais desgarrado anunciador da Boa Nova deste hippie que conseguir ser. Tenho que dizer que só Ele é que salva nossas almas de nós mesmos, pobres mortais, vivendo nossas vidinhas normais.


Jeferson Ferreira é membro na Igreja Metodista em Águas Claras e empresário.

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sábado, 16 de abril de 2011

Conhecimento em construção: Haja luz!

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É de uma arrogância assombrosa o homem crer que os conhecimentos científicos estão acima dos demais conhecimentos, ou seja, acima do conhecimento místico, por exemplo.

É de uma ignorância sem fim a pessoa crer que aquilo que a ciência descobriu é algo definitivo e, portanto, lei.

Gente, a ciência está ainda em construção. O conhecimento não é finito. As descobertas surgem diariamente em laboratórios distintos nos cantos deste planeta. O homem sequer começou a descobrir os códigos da vida e a máquina de viagem ao tempo ainda não foi construída, para permitir que o homem volte ao tempo e dê uma espiadinha como, de fato, viveram os Neandertais ou exatamente como aconteceu a extinção dos dinossauros. Hoje baseamos em suposições, as quais não são as mesmas suposições de 200 anos atrás e, obviamente, não serão as mesmas suposições de 200 anos à frente, quando outras mentes mais brilhantes já terão tido acesso a novas informações que trarão luzes para novas descobertas arqueológicas ou científicas. A ciência não acabou no Século XX... Ainda temos muito que caminhar.

Muito anda tem para ser inventado ou descoberto. As novas tecnologias que surgem a cada ano, os novos supercomputadores que surgirão daqui há uma década irão fazer com que os supercomputadores de hoje virem videogame, assim como os supercomputadores de hoje converteram os supercomputadores de duas décadas atrás em piada de mal gosto. O tempo não pára e o conhecimento ainda está em construção.

Aas pessoas que dizem que a ciência está certa são ingênuas, pois terão de engolir a seco as teorias atuais quando daqui a duzentos anos as teorias de hoje virarem piadas para os seres viventes híbridos do futuro. Conhecimento muda.

Muitos cientistas já demonstraram que outros cientistas do passado estavam equivocados em suas constatações e deduções e o mesmo continuará acontecendo.

Algumas pessoas, baseadas nos parcos conhecimentos científicos dos nossos tempos, costumam dizer que a narração bíblica sobre o início da vida é uma fábula apenas. Eu costumo dizer que se Deus contasse aos homens exatamente como ele criou as coisas, daí que ninguém iria entender ou acreditar mesmo, pois não temos ainda condições de entender coisas que estão muito acima dos nossos conhecimentos científicos. Portanto, é melhor contar uma estória romântica, que apenas remete ao ocorrido, e os homens se encantarem com a poesia e o enredo, que contar uma aventura científica, incompreensível. Deus é poeta, não cientista!

A narração bíblica diz que com sua verve artística, o Criador não fez as coisas com as mãos, mas com a voz, ou seja, ele recitou o mundo! Deus é um poeta!

"Haja Luz!" - E a luz se fez...

Eu prefiro a leveza do poeta que a dureza do cientista.
Todos os conhecimentos ainda estão em construção. Talvez uma perpétua construção.

Ainda temos muito que aprender sobre os astros, sobre os mares e as marés, sobre o funcionamento do cérebro, sobre o surgimento da vida no namoro entre espermatozóide e óvulo, consequência da bênção chamada sexo, obra de poeta! Coisa de quem curte a vida. Vida criada para ser vivida!

Ainda temos muito que descobrir sobre os corações humanos Tanto o órgão que bombeia sangue e vida quanto o outro coração, o que bombeia sentimentos, alegrias, fantasias, paixões... Vida! Ainda temos muito que descobrir...

É de uma inocência assombrosa o homem crer que os conhecimentos científicos estão acima dos demais conhecimentos, ou seja, acima do conhecimento místico, por exemplo. Todos os conhecimentos são importantes. É de uma ignorância infantil a pessoa crer que aquilo que a ciência descobriu até hoje é algo definitivo e, portanto, lei.

Eu prefiro crer que daqui a quinhentos anos nossos 'pentanetos' irão rir de nossas afirmações atuais e dirão assim sobre o conhecimento do Século XXI: "Antigamente, nossos bisavós acreditavam que...".

Por isso que eu prefiro acreditar na poesia bíblica e viver feliz, sabendo que todo o dia Deus olha para mim e diz: "Haja luz!".

Beijo!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vamos gastar todos os recursos para reformar a Casa de Deus!

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Às vezes enche o saco ter que ficar pontuando quais devem ser os reais valores dos que se consideram seguidores de Jesus de Nazaré.

Sabemos que, dentre outras coisas, Jesus não desenvolveu um tipo de religiosidade baseada em templos construídos por mãos humanas. Jesus não era e nem incentivou o patrimonialismo religioso. Jesus sabia que o verdadeiro adorador de Deus não precisa estar dentro de um templo específico para que seu culto seja ouvido ou aceito. Sendo ele uma pessoa espiritual, Jesus ensinou que a verdadeira adoração é feita não em algum lugar ou em algum templo ou igreja, mas é feita em nosso coração, em espírito, posto Deus não ter escolhido construções feitas por mãos humanas para habitar, mas decidiu habitar dentro do próprio homem.

Sim, a igreja não é a casa de Deus! Nenhum templo é a casa de Deus.

Desproposital gastar muita grana com prédios religiosos para “agradar Deus”. Tudo bem, pode-se até fazer um louvor à arquitetura ou às artes por meio de um prédio religioso bonito e pomposo. Aceitável até, posto o belo ser um bálsamo para a alma. Mas são prédios feitos por homens para homens, jamais se deve usar o pretexto de querer agradar Deus. O edifício que Deus quer ver erguido é dentro de você um caráter que lembre o de Cristo.

A questão não é ter ou não um espaço físico específico para se reunir. Como o cristianismo se constituiu no Ocidente, é mesmo necessário um espaço com o mínimo de conforto, mas o maior problema é a inversão de valores que existe no meio religioso, construindo-se prédios caros que exigem manutenção dispendiosa que não permitirão que os recursos arrecadados sejam revertidos para os pobres e necessitados. Assim, temos prédios religiosos luxuosos rodeados de famintos, pobres de alma e miseráveis de espírito.

Os recursos doados a um templo religioso até podem ser usados nele e em sua manutenção predial, mas se este volume de dinheiro for superior ao que é investido pregando o Evangelho e ajudando os pobres, está tudo errado... Jesus está longe deste negócio e provavelmente dirá a estes religiosos: “Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.

O modelo de igreja adotado nos dias de hoje acabou por exigir um espaço físico para se reunir, mas que busquemos espaços que possam ser de alguma forma usados pela ou para a comunidade no transcorrer da semana. Isto não é heresia.

Não nos esqueçamos que quem matou Jesus foi o Templo e seus poderes constituídos.

Minha religião é melhor que a sua...

Com o que você tem gasto suas forças?


Por Ellyda Lopes

Final de semana passado eu e meu esposo fomos ajudar a mãe dele na conclusão da construção de seu novo imóvel . Saímos cedo de casa sabendo que teríamos um dia longo de trabalho, e como experientes que somos em construção (risos) queríamos ajudar no máximo que pudéssemos. Estava ansiosa pra ver como havia ficado a nova "house" de minha sogra, já que considero que tal investimento foi como presente de Deus pra vida dela.


Ao chegarmos em Brazlândia, na casa de minha cunhada, encontramos com uma das tias de Joberson. Conversa vai , conversa vem, chegamos a um assunto que anteriormente havia chegado a nossos ouvidos. A saída dela e de seu esposo do "ministério" da igreja.

Começamos a dialogar e ela iniciou seu desabafo: “ Não agüento mais chamar os irmãos para irem à igreja. Eu não quero isso mais pra minha vida. Eu só quero cuidar da minha casa e do meu marido. Tô cansada de limpar banco de igreja e se eu fizer não tem quem faça!”

Estas foram poucas das muitas outras palavras ditas naquela hora. O ar "ministerial" pra ela estava pesado demais e a desistência se configurava como o melhor caminho para aquela senhora ter paz.

Falei para ela num tom não de crítica, mas de sugestão, que quem sabe ela estivesse cansada não porque tivesse trabalhado muito, mas porque tivesse trabalhado muito em algo que não lhe dava prazer. Ela estava empregando as forças dela em coisas passageiras, como idas à igreja de alguns irmãozinhos na fé e se isso tava enchendo "sua igreja". Isso foi um dos exemplos que encontrei na prática sobre a questão de gastarmos forças gritando, berrando, correndo, escrevendo e debatendo por aquilo que não nos traz vida e nem motivação pra viver, mesmo que objetivo esteja ligado ao "Reino de Deus", mas com a AUSÊNCIA do próprio DEUS.

Geralmente trabalhamos nesta vida por coisas. Obtenção de algo lucrativo, rentável, que encha nossa casa e não a esvazie. Que traga aconchego e inúmeros aplausos. Existe um texto no livro de Isaías que trata esta questão e me pergunto se tal escrita se encaixa neste tema. O profeta apresenta no capítulo 55, verso 2, a seguinte pergunta:

"Porque vocês gastam dinheiro com o que não é comida? Porque gastam seu salário com coisas que matam a fome?"

Nunca estudei teologia e muito menos hermenêutica, mas sem levar ao pé da letra deste texto, mas introduzindo-o para o âmbito cotidiano de nossos desgastes, pensei naquilo pelo que muita gente tem investido suas preciosas vidas. Nos últimos anos tenho sido desafiada a tomar decisões não muito "lucrativas" de acordo com a ótica das pessoas que me cercam.

Da minha adolescência tenho como recordações alguns pactos feito por mim com Deus. A escolha do meu curso superior seria para ajudar outras pessoas. Disse que preferiria trabalhar para Deus em primeiro lugar do que para os homens. Naquela época eu só tinha 15 anos de idade. Será que eu sabia o que estava dizendo? No decorrer do tempo vi que muita pessoas que me amam queriam pra minha vida "sucesso, sucesso e sucesso".

Não há nada demais em pensar em ser bem sucedido nos nossos trabalhos, mas a questão era o que me completava como pessoa. Sempre soube do potencial que poderia empregar em qualquer atividade. Aprender não era problema. Executar poderia levar um tempo, mas um dia faria. Mas fazer o que? De que forma? E nessas minhas andanças por aí descobri que devemos gastar o nosso suor não com coisas, mas com pessoas.

O que nos alimenta como diz em Isaías? Ou seja, o que nos dá vida e fôlego pra viver neste mundão de meu Deus? Muitos de nós realizamos afazeres, mas nem sabemos por que fazemos. Gastam-se horas e horas pra ganhar grana e mais grana, esquecendo do filho que não vê há quase uma semana. No final do mês dizem que fazem isso porque amam as crianças, seus próprios filhos. A moderação passou longe nesses lares! Esforçamos-nos tanto e pra tantas coisas que produzem resultados passageiros.

Eu decidi plantar pro eterno! Eu escolho construir para o bem comum. Pra que a vida dure mais e seja repleta de brilho.

Escolhi me cansar por alguém que poderá ter um futuro com melhor qualidade de vida. Que quem sabe possa comer uma papinha com as próprias mãos devido uma simples e rápida sessão fonoaudiológica que pude oferecer no meu dia de folga. Nunca serei Madre Tereza de Calcutá, mas serei sempre eu mesma aprendendo a dar o melhor de mim onde estiver plantada. Se meu braço alcança e meu coração bate, então é pra lá que eu vou. Gastar-se! Corra, sue! E quando tudo se findar poder dizer: “Acabei a carreira, guardei a fé!”

Aproveitemos nossa força, saúde, ânimo e até mesmo o desânimo por algo verdadeiramente lucrativo. Não pense no retorno, no lucro, apenas invista naquilo que o coração de Deus já investiu e você ainda não viu.


Ellyda Lopes é fonoaudióloga, membro na Igreja Metodista
em Águas Claras e sonha em ser missionária na África.

 
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O bem que eu quero eu não faço Rm7 from Café com Deus on Vimeo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SÍNDROME DA FIGUEIRA FRONDOSA.


Sempre que ouço alguém dizer assim: “Eu sou uma pessoa verdadeira e transparente”, desconfio. Tem coisas que dispensam propaganda. Se alguém é de fato verdadeira e transparente, não precisa dizer, mas será naturalmente reconhecida por estas características. Quem sai em defesa de suas qualidades possivelmente não as tenham. Aquilo que sou é mais bem definido pelos que me observam, não por mim mesmo, posto sermos todos nós hipócritas.



Talvez os mais hipócritas sejam os que acabaram de discordar desta minha última afirmação, já que ao discordar, estão, na verdade, elogiando a si mesmos. Quem se defende...


A hipocrisia foi duramente combatida por Jesus Cristo, como sendo um dos piores vícios ou pecados. Os escribas e fariseus sofreram severa crítica dele por suas posturas tão semelhantes às nossas, cheias de hipocrisias.


A hipocrisia se define pelo indivíduo “duas caras”, mascarado, que diz uma, mas faz outra coisa. Atitude muito encontrada no meio político e também religioso, já que nestes meios circulam pessoas como eu e você.


O moralista francês François Rochefoucauld, desencantado com o gêmero humano revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.


No capítulo onze do Evangelho de Marcos lemos que “...vendo Jesus de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando nela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.”


Jesus secou uma figueira. Amaldiçoou e secou porque foi até ela procurar figos e nada encontrou se não folhas. A Figueira primeiro dá os figos e só depois nascem as folhas. Figueira com folha é figueira que deve ter fruto. Mas Jesus, com fome, encontrou uma figueira hipócrita. Linda, cheia de folhas, frondosa, mas que mentia. Tinha jeito de quem estava produzindo, mas nada produzia. Tinha aparência, mas não essência. Uma figiera mentirosa, vingida, mascarada por sua folhagem, com aparência de vitude, mas, uma propaganda enganosa. Uma figeira fingida: a síndrome da figueira frondosa.


Por isso a figueira foi amaldiçoada, por despertar nas pessoas falsas expectativas e desejos que não poderiam ser satisfeitos, uma defraudação do faminto.


Jesus não amaldiççou a figueira por ela não ter fruto e nem por ela não dar frutos. O texto conta que não era tempo de figos. Nem todas as pessoas darão frutos todo o tempo e algumas pessoas serão naturalmente mais frutíferas em suas vidas que outras pessoas. A questão não é dar ou não frutos. A questão é vingir que tem frutos.


Você não ser uma pessoa boa, não é problema para Deus, mas você hipocritamente vingir ser uma pessoa que de fato não é, isto é uma mentira que Deus não tolera: hipócrita! Quando vejo os perfis do Orkut descubro o quanto as pessoas gostam de se pintar mais belas, cultas, “smarts” e antenadas do que realmente são... E não me excluo desta...


Nossa objetivo deve ser, racionalmente, travar uma luta contra a “síndrome da figeira frondosa”. Não fingir ser o que, de fato, não sou, mas asumir-me em minhas fraquezas, medos, inseguranças, feiúras, burrices, egoísmos, arrogâncias, preconceitos... Lutando diariamente contra as minhas mazelas comportamentais e existenciais.


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Escolhas mal feitas. Hipocrisia e falsidade. Beleza feia. Feiúra travestida de beleza... Tudo é Síndrome de Figueira Frondosa. De trás pra frente e de frente pra trás.



terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

VOCÊ TEM TALENTO PARA QUÊ?


Talento é uma palavra grega que dá nome a uma moeda, mas que pode ser traduzida livremente por riqueza ou dinheiro. No dicionário de português, talento e uma habilidade que temos para fazer alguma coisa de modo especial. Todos temos talentos... Uns mais, outros menos talentosos, mas todos, todos nos certamente que temos habilidades especiais que podem ser desenvolvidas e usadas para alegria ou beneficio nosso e dos que nos rodeiam.


Muitas vezes não tem como as pessoas desenvolverem seus talentos.

Imagine se Johan Sebastian Bach não tivesse nascido na Áustria do século XVII, mas na Groelândia do século II... Neste caso, jamais conheceríamos as belas melodias, acordes e arranjos deste talentoso compositor, posto na Groelândia do século II não existir nem piano, nem violino e sequer registros históricos consistentes dos moradores daquela região. Talvez até tenha nascido alguém com talento musical na Groelândia, mas certamente que aconteceu na data e lugar que não permitiu que o talento florescesse...

Pelé foi o rei do futebol apenas porque nasceu no século XX no Brasil. Tivesse ele nascido no século XVII nos Estados Unidos, teria sido pouco além de um escravo desconhecido. Teria sido um talento desperdiçado.

O talentoso Bill Gates fez o que fez porque nascei na Califórnia e nos anos 50, quando começou a corrida dos computadores. Morar ao lado da IBM e falar inglês permitiram que ele transformasse seu Windows em padrão para os PCs. Fosse ele um cidadão da Tanzânia, mesmo que nascido na mesma data, pouco provável que ele teria tido condições de desenvolver tantos talentos informáticos e comerciais...

Enfim...

Percebam que os fatores tempo e espaço facilitam ou dificultam o desenvolvimento de alguns dos nossos talentos, mas ainda assim, outros talentos temos. E você?

Apesar de estarmos limitados no tempo e no espaço e isto represar talentos que possivelmente tenhamos em áreas das ciências ou das artes que caíram em desuso ou que ainda não foram inventadas, ainda assim, temos talentos que podemos e devemos desenvolver.

O finado José Alencar foi um homem talentoso para o comércio e a indústria. Graças ao talento dele, milhares de empregos foram criados e milhões em impostos são pagos para o desenvolvimento do Brasil. Na velhice ele pode até contribuir na vida pública, como um servidor renomado. Penso que este menino pobre do interior precisou de muita coragem para abandonar seu emprego e correr os riscos de abrir sua primeira loja. Seus talentos falaram mais alto. Fico feliz quando vejo o legado deixado por seu talento para os negócios. Esta semana entrei numa loja MMartin, uma das inúmeras empresas deste nosso falecido ex-vice-presidente, só para conversar com a funcionária sobre o Alencar. Ela mostrou-se muito entristecida pela perda do patrão e teceu muitos elogios à empresa por ele criada. Fiquei feliz em saber que ele usou seu talento para o bem. É possível que quando a professora contemplou o menino José Alencar na sala de aula, jamais poderia imaginar os talentos que dele brotariam.

Jesus Cristo soube investir no talento das pessoas. Ele sabia que todas as pessoas possuíam algum tipo de talento. Uns mais, outros menos talentosos, mas todos, com um potencial a ser desenvolvido.

Quando Jesus escolheu os seus discípulos, ele não escolheu os mais ricos, os mais bonitos, os mais inteligentes ou os mais educados. Ao contrário, em sua maioria, os discípulos escolhidos eram pessoas do povão, gente simples mesmo e até analfabeta. Por meio de estímulos, ensino, perseverança, confiança, apoio e delegação, Jesus transformou aqueles doze homens num time que foi responsável por alterar o mapa religioso mundial. Dentre os doze, um mostrou ter mais talento para a traição e deixou o grupo frustrado. Os demais seguiram firmes no propósito do Mestre. Outro discípulo, pescador, virou o novo líder. Todas as pessoas possuem talentos. Quando estes talentos são depositados nas mãos de Deus, as conseqüências podem ser imprevisíveis. Creio que todos possuímos potenciais maravilhosos!

Conheço gente que enterrou seus talentos. Conheço pais que enterraram talentos que os filhos possuíam. Nunca enterre um talento seu ou de alguém. Nunca perca as esperanças em seus sonhos e jamais tire as esperanças de alguém, pois esperança é mola motriz que faz com que o mundo gire.

Aqueles doze discípulos descobriam talentos escondidos. Quais são os seus talentos?



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Quem quer pegar uma carona no Ford Fiesta do talentoso piloto Ken Block?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Socorro! Vem um Tsunami na minha vida.


Por Leônidas Almeida

Quem acompanhou as ultimas notícias no Japão, podemos verificar que existem tragédias anunciadas. Os sinais de alerta, mediante a colocação de bóias ao longo da costa marítima, podem indicar apenas uma ressaca ou que um Tsunami esta se aproximando.

Do mesmo modo algumas tragédias em nossas vidas ocorrem de forma inesperada: A morte de uma pessoa muito querida, de um membro da família, amigo (a) íntimo, estas independem da nossa capacidade de reação. Outras antes de ocorrer, trazem consigo sinais de advertência que algo pode estar ocorrendo conosco ou com as pessoas que convivemos. Neste caso podemos reagir em tempo e mudar o rumo dos acontecimentos.

É o caso, por exemplo, de um sinal ou sintoma em nosso corpo: taquicardias, um pequeno caroço, um cansaço contínuo, uma tristeza sem endereço. Quando estes sinais ocorrem devemos imediatamente procurar um médico para fazer exames. O importante é que devemos procurar ajuda. Obs.: Ler a nota Crise mal processada.

As crises conjugais, também devem ser tratadas da mesma forma. Pois elas são cíclicas devido a nossa própria tendência a acomodação em pensar que tudo se resolve por si mesmo e na hora H daremos nosso jeitinho Brasileiro. É ai que nos enganamos ou nos deixamos ser enganados, a máxima do Zeca Pagodinho “deixa vida me levar, vida leva eu” pode significar o fim de um relacionamento que começou com muito amor, esperança, conquistas a dois e comprometer o futuro dos filhos e filhas frutos deste relacionamento.

Se o teu casamento esta passando por uma crise, em primeiro lugar, encare que isto com naturalidade, sem decisões precipitadas, entenda que isto ocorre com a grande maioria dos casais. Em segundo lugar veja que este pode ser um momento de enriquecimento mútuo de novas descobertas de si mesmo e do outro.

Procure ajuda profissional, isto pode incentivar a reabertura de um diálogo produtivo. Caso isto não seja possível, abra-se para um amigo (a) que você tenha como referencial de vida, devido seu testemunho pessoal. É fundamental procurar também ajuda pastoral com o Pastor (a) ou Padre, que tenha um mínimo de preparo para este tipo de aconselhamento. Isto se deve para que possamos avaliar a crise a partir de outra perspectiva, de outro olhar e buscar neste processo entender o problema não somente da nossa ótica pessoal. Segundo Jean Stpleton “O casamento não é uma instituição moribunda. Ele está é mudando – Intimidade somente cresce quando o compromisso é incondicional e a longo prazo (...) e intimidade somente é possível quando duas pessoas estão em pé de igualdade.

Finalmente quero te encorajar a se apegar a fonte do amor, porque Deus é amor. Isto para alguns pode até soar como uma fuga infantil. Mas isto só é possível na medida da experiência pessoal, seja pela oração, pela meditação, pelo jejum, pela leitura do evangelho, pela simples presença num culto, o que importa é que você ouviu o sinal do Tsunami e está se achegando a Deus, e certamente ele te dará socorro em momento oportuno. Aqui cabe descrever as palavras de Jesus no evangelho de João: “O ladrão não vem somente a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” Jo 10:10.

Março de 2011.


Entra na minha casa, uma linda canção que propõe uma restauração conjugal e pessoal.

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Vejam abaixo doi sbebês gêmeos discutindo muito sobre as dificuldades da vida!

segunda-feira, 28 de março de 2011

CRISTÃOS OBSCURANTISTAS: DESVIE-SE DESTE CAMINHO!

Pr. Cláudio Moreira

Olho pra todos os lados, para as páginas dos jornais, para o noticiário frenético da televisão, pra tela fria das redes sociais, e meu coração só consegue exprimir uma única pergunta ao Deus Todo Poderoso: “O que fizeram com o Cristianismo?”.

Na esteira da indigência cultural de uma geração despreparada para pensar e argumentar, cresce a aceitação de livros e artigos de ateus militantes como Richard Dawkins, Daniel Bennet, Sam Harris, Christopher Hitchens, entre tantos outros. Na leitura de suas diatribes, tão agressivas quanto infantis, não reconheço o Deus de que estão falando, contra cuja existência se apresentam tão irados. O Deus cuja menção provoca ira nestes ateus é um carrasco, misógino, e quando eventualmente fala de amor, não está nem mesmo sendo original, porque repete o que outros já haviam dito antes. Um tipo de Deus que os faz concluir que o mundo, refém de guerras religiosas e fanatismos vários, ficaria melhor sem Ele. De onde tiraram isso? Quando foi que a mensagem cristã, o Evangelho de Jesus começou a ser associado ao obscurantismo, ao atraso?

Eu me faço esta pergunta, mas no fundo, sei a resposta. Sim, sim, eu também conheço o Deus de quem falam estes ateus. Eu o vejo por aí, na pregação não menos histriônica e infantil de líderes religiosos pretensamente cristãos. Como esperar que um europeu pós-moderno veja algo de bom num Deus propagado por padres pedófilos? Como esperar que um sul-americano minimamente honesto não sinta sua inteligência agredida quando fica claro que o pastor mantém o padrão de vida de um executivo ás custas da contribuição dos fiéis, que passa a ser apresentada como uma “semente”, na maior empulhação teológica dos últimos tempos? Como esperar que um homossexual acredite que Deus ama o pecador apesar do seu pecado, quando líderes influentes do segmento evangélico os tratam com evidente desamor, agravando ainda mais a sua já tão dura rejeição social? Como apresentar um Deus de amor se a imagem que se revela é de líderes egoístas, autocentrados, manipuladores, despóticos e hipócritas na sua intimidade?

Este não é o meu Deus! Do fundo do meu coração, este não é o meu Cristianismo! Não é esta a fé que a Bíblia Sagrada me mostra. A Palavra Revelada apresenta um Deus que emancipa e promove o homem, não um deus que o massacra, o restringe, o manipula.

O Evangelho em que creio fala de um Emanuel, um “Deus-conosco” que aceitou jantar na casa de um político corrupto chamado Zaqueu, que já apanhava o suficiente dos fariseus e não havia mudado, mas encontrou no amor de Jesus uma motivação para transformar sua vida completamente. Um Deus que supera o simples moralismo, de antes e de hoje.
O Evangelho que eu li fala de um Jesus que comia na casa de um fariseu (sim, de um fariseu!) e que acolheu o gesto desesperado de uma prostituta derramando óleo de nardo, perfume caríssimo, provavelmente comprado com o dinheiro do pecado, a seus pés. Alguém que finalmente viu o desespero de uma mulher que se entregou a tantos porque estava em busca de amor, e foi liberta justamente quando Ele disse que ela “muito amou”.
O meu Cristianismo é o que inspirou John Milton e Willian Wilberforce a lutar pelo fim da escravidão na Inglaterra. É a mensagem que motivou o jornalista metodista Robert Raikes a alfabetizar filhos de operários usando a Bíblia Sagrada em plena Revolução Industrial, criando a primeira Escola Bíblica, mãe do ensino público fundamental na Europa.

O meu Cristianismo moveu homens na luta contra regimes autoritários. Dietrich Bonhöeffer e Martin Niemöller na Alemanha nazista, Dom Oscar Romero em El Salvador, e figuras como o cardeal católico Dom Paulo Evaristo Arns, o pastor presbiteriano Jayme Wright e o missionário pentecostal Manoel de Mello na ditadura militar do Brasil.
O Cristianismo em que eu creio motivou uma mulher negra chamada Rosa Parks a não ceder seu lugar a um branco no ônibus, dando o primeiro passo para a marcha liderada por Martin Luther King. Num tempo de ódio e revanchismo incitado por Malcolm X, o sonho de King incluía negros e brancos lado a lado.

A fé em que creio sempre caminhou semeando mudanças que nos levaram adiante. Não reconheço a mensagem da Cruz neste pseudo-evangelho triunfalista, reduzido apenas à moralidade. Deste “outro evangelho”, Hitchens, Dawkins e outros que tais, podem falar à vontade. Que eu até ajudo.

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Pr. Martin Luther King, Robert Raikes, William Wilberforce, Dietrich Bonhöeffer, Pr. Jaime Wright, Missionário Manoel de Mello, Dom Oscar Romero e Dom Paulo Evaristo Arns. Qualquer estudioso que se preze chamaria estes homens de fé de heróis da humanidade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PERDAS E DANOS



Todos desejamos. Desejamos coisas boas. Desejamos saúde. Desejamos bens materiais (para nosso conforto físico ou emocional), uma vida tranquila, bênçãos, um casamento que seja alegre e satisfatório. Um futuro de paz!


Faz parte da natureza humana querer o bem e buscá-lo para si e para os seus. Os mais altruístas o buscam para todos.


Deus se alegra em nos conceder o bem que desejamos! De fato, Ele nos concede o bem nesta terra.


Mas se desejamos é porque não temos, posto que o que temos não é mais desejado, mas realizado. Todo desejo é filho da falta.


Nunca deixamos de desejar, o que significa que sempre estamos sentindo falta. Aos que tudo tem, têm ainda este sentimento, sentem falta de algo que não sabem o que é, assim, vivem uma angústia existencial, pois desejam o indefinível - sentimento miserável.


Desejar é bom. Alcançar a realização do sonho ou objeto do desejo é ótimo. Como é gostoso segurar nos braços ou na alma o fruto do desejo, já realizado. A primeira experiência humana é o peito materno. A falta de alimento gera fome, o peito sacia. Não é difícil aprender a receber. Desde cedo recebemos e a infância é recheada de desejos realizados: alimento, colo, sono... Ao mais afortunados adicionemos: brinquedos, passeios, festinhas...


Entretanto, apesar de estarmos prontos para recebermos realizações de sonhos, desejos e necessidades, nem sempre estamos prontos para perdê-los. Sim dito foi que Deus nos concede o bem nesta terra, mas aqui, tudo é passageiro.


A perda não está em nossa programação genética. Nem sempre aprendemos a perder, contudo, a perda é parte tão integral da vida quanto o ganho.


Ganhamos o Éden mas o perdemos depois.


Todos perderemos durante a nossa vida:

  • Amigos passarão.
  • Pessoas voarão.
  • Nossos pais deixarão esta vida - provavelmente antes de nós.
  • Demissões acontecerão.
  • Confianças serão traídas.
  • Amores serão enterrados.
  • Saúde não é perpétua.
  • A beleza física, para desespero de alguns, será irremediavelmente perdida, murchará como a erva do campo, como já alertava Salomão: "Enganosa é a beleza e vã a formosura".


Já que todos desejamos, um desejo há o qual nunca se realizará, o de nunca perder.


Todos passaremos por processos de perda e isto não é fácil. Deve ser aprendido. Estamos prontos para ganhar um filho, mas nem sempre para perder os pais. Prontos para sermos promovidos, mas nem sempre para sermos demitidos.


Jesus nos dá algumas dicas para que as perdas que escreverão nossa história sejam menos dolorosas, mas a que agora destaco é o fato de Ele plantar na alma humana a "esperança do porvir", definida na fé da vida após a morte: Não somos deste mundo, mas apenas estamos neste mundo.


Quando entramos no raciocínio de Cristo, não nos apegamos demasiadamente a esta vida, já que ela é passageira, portanto, esta vida É POR DEFINIÇÃO UMA PERDA ANUNCIADA. Mas a outra vida é uma vida sem perdas, apenas de ganhos, posto que É UMA VIDA ETERNA.


Daí Jesus insistir: "Não ajuntem tesouros na terra, [onde há perdas] onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntem tesouros no céu, [onde não há perdas] onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam."


Mas por quê? Jesus sabiamente nos dá uma informação valiosa sobre a alma humana:

"Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração."


Se o seu tesouro for a sua beleza física, o seu envelhecimento não será um prazer, mas uma grande dor.


Se o seu tesouro for a sua posição social, posto que o mundo não pára de dar voltas e o poder mudar de mãos, as próximas rotações te farão enjoar e vomitar.


Se o seu tesouro "eram" suas belas ações na bolsa de valores, seu sono já está comprometido, pois onde estava o seu tesouro ali também estava o seu coração.


Se colocamos nosso coração num tesouro que está no céu, as perdas desta vida tornam-se mais simples e menos dolorosas.


De fato não estamos vendo este tesouro do céu, aceitamos este mistério pela fé apenas. Veja como isto é lindo: a angústia da perda sendo curada pelo simples ato de mudar o foco.


Jesus nos ajuda a mudar o nosso foco do mundo temporal-material para o mundo eterno-espiritual e assim vivermos menos angustiados ante as muitas perdas que nos alcançarão neste mundo de ganhos e de perdas, de "perdas e danos".


Esta vida é boa, mas não é o fim em si mesma, portanto, vamos torcendo para que a gente consiga ir mudando nosso foco para cantarmos juntos assim: "Lá esta o meu tesouro..."


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Hora da arte! Uêba!


Oren Lavie é um jovem muito talentoso. Este israelense é músico, diretor de cinema, além de "otras cositas más". Este filme, todo rodado em stop-motion (técnica que eu adoro), foi escrito e dirigido por ele para ser o clipe da linda música Her Morning Elegance, também composta por ele. O vídeo converteu-se em hit na internet, sendo o segundo viral mais enviado como anexo em todo o mundo nos últimos trinta dias, com quase DOZE MILHÕES de exibições... Uau!

Mandei pra minha amiga "goiani(vien)ense" e virou a trilha sonora dela em fevereiro.


A letra é linda e fala lindamente de uma moça que, como alguns de nós, luta por sua vida e para vivê-la de maneira poética. Vimos acima que para viver uma vida de pura poesia, um segredo é ajuntarmos tesouros na outra!


NESTE FIM DE SEMANA: COMPAREÇA!

segunda-feira, 21 de março de 2011

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE



CREIO QUE NÃO SEJAM NECESSÁRIAS MAIS PALAVRAS PARA COMPLEMENTAR O DISCURSO DELA.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ESCOLHAS - Faça isto corretamente!


Outro dia eu e meu filho resolvemos acender a lareira, coisa que não fazíamos a tempo. Não estava frio o suficiente, mas ele gosta muito da lareira acesa e de ficar deitado em frente dela até adormecer. Não sei exatamente por que.

Buscamos lenha, encharcamos tudo com álcool e ascendemos. Segundos depois, quando as labaredas estavam muito altas pelo efeito precoce do álcool, caíram, descendo pela chaminé, quatro pássaros pretos e grandes. Caíram no fogo, debateram-se e saíram da lareira para o chão. As asas já todas chamuscadas, de tal maneira que para eles não era mais possível voar. O susto foi grande, pois supúnhamos que eram morcegos. Logo apanhei aqueles pobres pássaros, percebi que eram filhotes já grandes e os coloquei fora de casa, num canto do jardim que julguei ser mais seguro e fresco. Cheio de remorso e torcendo para que aqueles pássaros sobrevivessem, já não tinha mais tanta graça ver o crepitar da lenha. No dia seguinte fomos verificar e constatamos que nenhum dos pássaros sobreviveu. Eu e Pedro (que já fomos escoteiros um dia) nos sentimos os próprios inimigos da natureza, antiecológicos bastardos!

A mamãe passarinho não poderia imaginar que ela estivesse fazendo o seu ninho num lugar tão perigoso para sua família...

Mamãe passarinho não é onisciente, não entende de tecnologias humanas, como construção civil ou lareira. Ela não soube discernir que aquelas coisas pretas daquela caverna eram na verdade fuligem de lenha doméstica. Aos olhos da mamãe pássaro, aquele lugar era perfeito e seguro: longe da chuva, do sol e de outros predadores. Certamente que ela fez o seu melhor. Contudo, seu melhor foi insuficiente para evitar o sofrimento seu e de seus filhotes.

Em nossas vidas também é assim.

Não são poucas as vezes que cometemos erros. Muitas vezes fazemos coisas ou tomamos decisões que julgamos acertadas. Em nossa ótica humana e dentro de nossos conhecimentos técnicos e culturais, muitas vezes julgamos que nossas decisões estão ótimas. Mas, assim como os pássaros, nós também temos uma visão limitada das coisas e da existência. Também cometemos nossos erros por ignorância. Também construímos ninhos em chaminés existenciais por instinto ou inocência.

Para os discípulos de Immanuel Kant, o texto acaba aqui.

Para quem crê na existência de um Deus, a leitura pode continuar.

Assim como pássaros, nós também somos livres e podemos fazer as nossas escolhas de vida. Você pode ou não se casar. Morar aqui ou ali. Por covardia ou por coragem escolher este ou aquele emprego, esta ou aquela cidade. Livre arbítrio é um dom dado por Deus aos seres humanos. No uso de nosso livre arbítrio, cometemos acertos e erros. Muitas vezes aprendemos com os erros: aprendemos a nos relacionar, a amar, qual caminho evitar... Descobrimos inclusive que nós, seres humanos, somos muito previsíveis em nossas escolhas.

No processo de escolha, não raro, fazemos escolhas tolas e até perigosas para nós e para os que de nós dependem.

Aos dezenove anos de idade eu aprendi que Deus não existe como uma “energia-cósmico-intergaláctica-sentada-em-trono-esplêndido-inascessível-aos-mortais”, mas descobri que Deus era Pai (na verdade não fui eu quem fez esta descoberta, foi Jesus quem a fez a dois mil anos atrás, eu apenas constatei que a descoberta dele era verdadeira).

Percebi que, como pai, Deus se preocupa conosco e tenta nos alertar com relação às decisões erradas que tomamos na vida. De fato, Deus se preocupa com todos e aqueles que “dão ouvidos” a esta preocupação divino-paternal, encontram de maneira mística, orientações que podem evitar tragédias existenciais. Noutras palavras, encontram a famosa “mão-de-deus”.

Eu creio na mão de Deus!

Nós não somos oniscientes, não entendemos de tecnologias divinas, como construção de luas e montanhas. Não sabemos discernir claramente quando uma situação é potencialmente perigosa, não enxergamos o futuro. Aos nossos olhos, uma decisão ou lugar que parece perfeito e seguro, longe dos predadores existenciais, pode revelar-se, no futuro, um lugar hostil ou uma decisão equivocada. Certamente que fizemos o nosso melhor. Contudo, nosso melhor pode ser insuficiente para evitar o sofrimento nosso e de nossos filhotes.

Sempre que vou tomar alguma decisão que envolva maiores movimentações, busco orientação por meio da oração. Converso com Deus constantemente: no carro, no trabalho, no cinema... Sempre pergunto: “Deus, esta chaminé me parece um lugar legal, o que você acha?”.

Aprendi a conversar com Deus assim: “Pai, se ‘isto’ (ou esta decisão) for da sua vontade para a minha vida, abra a porta, caso contrário, feche a porta e não deixe eu fazer algo que venha ser nocivo um dia para mim”.

Nós somos previsíveis. Eu sou como você: também não quero errar em minhas escolhas!

Creio que Deus orienta e dirige aos que o buscam e se deixam ser guiados. Muitas vezes, sequer sabemos que o estamos sendo. Creia e busque orientação antes de cada tomada de decisão. Depois... Escolha sem medo!

Como diz o Salmo nº 25:

“Ao homem que confia em Deus, Ele o instruirá no caminho que deve seguir. Este homem viverá em prosperidade... O Senhor confia os seus segredos aos que o temem...”


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Qual a sua escolha? Pepsi ou Coca?