sexta-feira, 17 de junho de 2011

EXPECTATIVAS


Não... Não existe mágica!
Não, não existe algo sensacional para acontecer.
Não, não pense que a Copa no Brasil será algo extraordinário e nem que o próximo show da sua banda preferida fará milagres na sua existência...

Tenho visto muitas pessoas da minha faixa etária insatisfeitas. Insatisfeitas com a vida e com o rumo das coisas. Muitas destas pessoas são discípulos e discípulas de Jesus. Pessoas sinceras. Que buscam viver uma vida em harmonia com o vizinho, consigo e com Deus. Porém, pessoas insatisfeitas. Muito insatisfeitas.
Como nos ensinou Carlos Drummond de Andrade:
"Nossa dor não advêm das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram."

O casamento não foi tão bom assim... E agora, o que devo fazer? Em qual farmácia compro “sexo em cápsulas”, “abraços em gotas” ou “paixão tópica”?

A vida profissional não é maravilhosa... E agora? Onde encontrar o “elixir do trabalho sensacional” ou o “perfume da carreira estonteante”?

Meu corpo? Bem, ele está perdendo a guerra contra o tempo e a gravidade. Qual cirurgião está vendendo “pele pêssego de 16 anos”, “seios arrebatadores de 20 anos” ou “barriga extrema anti-gestação”?

As coisas não foram exatamente como eu queria, mas para a maioria das pessoas e na maioria do tempo eu finjo que elas foram muito melhores do que realmente são. Minto para a vida com um sorriso amarelado pelo tempo e pela corrosiva dúvida... E se? E se?

Buscamos mais, queremos, mais, desejamos mais. O carro que nos fez suspirar ano passado não é mais lavado com freqüência. Da viagem internacional tão programada e aguardada, que estourou meu cartão de crédito e meu bom relacionamento com o gerente, restou fotos desbotadas e a dúvida se realmente existiu: “Será que existiu mesmo? Porque hoje não sou mais feliz que antes da viagem?!”.

As coisas não nos preenchem completamente.
Nada nos preenche completamente.
Na busca da felicidade, compramos efemeridades.

Não vamos nos enganar. Nada realmente nos completa integralmente. Somos cronicamente incompletos, posto os nossos sonhos jamais se esgotarem. Vencida uma etapa, já sonhamos com a segunda e nos mantemos incompletos novamente. Num ciclo crônico de buscas.

Salomão fala muito sobre a existência humana e diz que por mais que ele tenha dado prazer à sua alma, ainda viu-se incompleto. Possuiu todas as mulheres que um homem pode desejar. Teve mais bens que todos seus antepassados. Comandou tudo e todos. Teve regalias, muitas. Mas ele concluiu que tudo isto de nada adiantava, pois no fim todos morreremos. Salomão foi de uma simplicidade cruel, dizendo que nós não somos diferentes dos animais, pois apenas vivemos e morremos na ilusão e depois de um tempo, ninguém mais se lembrará de quem nós somos ou fizemos.

A tristeza reside nas expectativa.
A frustração é filha da expectativa.
A angústia canta louvores à expectativa.

O que nós esperamos da vida? Expectativas realistas é a melhor fórmula para uma vida emocional saudável. A maioria das coisas que nos entristece ou atormenta são reflexos de algumas escolhas nossas. Escolhemos errado? Lembre-se, todos tem as mesmas chances de 50% de acerto ou erro. Aliás, quem disse que você errou? Qualquer que fosse a sua escolha, ela traria alegrias e dissabores. Expectativas demais!

Muitas vezes vivemos na expectativa que algo extraordinário irá mudar o rumo das nossas vidas. Não, nada de extraordinário acontecerá porque o principal dos milagres já aconteceu: A sua vida!

Nenhum acontecimento sensacional irá mudar o seu humor ou o seu temperamento. Você sempre será você mesmo. Aprenda a viver com você.

Sim, claro que devemos nos permitir alguns prazeres vez ou outra. Nada melhor que uma auto-premiação. É como um “meus parabéns” após um trabalho bem-feito. A única coisa que pode mudar você ou o seu humor é você mesmo, ninguém mais. Uma decisão de curtir o que tem. Rir das decisões que tomou e decidir ser feliz “durante os poucos dias que Deus te dará debaixo do sol”. Não gaste seus dias com emburros, resmungos e cara feia, mas alegrando quem está ao seu lado, agüentando suas ocasionais carrancas. Seja um sol esquentando os corações que cruzam seu caminho. Seja o beijo doce que causa apinéia. Seja a palavra sensata. Seja o seu próprio evento que muda a sua história.

Uma forma de viver bem é ajustar as expectativas. Posso sonhar longe, mas não devo crer que chegarei literalmente a Marte. Posso até desejar muito, mas sabendo que não terei tudo. Mediocridade? Não, não se trata de viver uma vida medíocre, mas viver intensamente todas as coisas que possui. Se você tem apenas um pôr-de-sol, curta-o intensamente, pois muitos não podem vê-lo. Se não está dando pra visitar aquele restaurante da moda, baixe a receita pela internet e curta os aromas dos temperos invadindo a sua cozinha, a alegria do barulho do alho estalando na frigideira e as cores sensacionais dos ingredientes... Crie o clima e curta o prazer para você e para quem come com você. Convide alguém para comer com você!

Sim, sonhe! Mas não de forma tão irresponsável que sua vida transforme-se num pesadelo.
Sonhe. Sonhe mesmo! Mas sabendo que a Deus pertence o “realizar”.
Crie uma vida nova a cada manhã. Mas crie expectativas reais.
Nenhum trabalho é excelente demais – todos trarão dias de angústia.
Nenhuma cônjuge é sensacional demais – todos eles fedem quando não tomam banho.
Nenhuma casa é linda demais – mais vale calor humano que natureza morta.

Alegria é viável. Salomão diz que o vinho alegra o coração do homem. Salomão teve um discurso por vezes mal-humorado com relação à existência, mas ele foi muito objetivo e direto dizendo que “não há nada melhor para o homem debaixo do sol do que comer, beber e viver a vida regaladamente”, porque “tudo o que o homem construir com muito suor, não ficará para ele, mas para quem ele sequer sabe como administrará tudo o que fez” e que no fim das contas “a suma é, teme a Deus e guarda seus mandamentos, pois este é o dever de todo homem”.

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Matt ficou mundialmente conhecido com a sua dancinha esquisita! Celebridade imprevisível!
Pergunta: Ao viajar o mundo todo Matt buscava felicidade ou fugia da tristeza? O quão mais feliz ele é hoje, que sua cara povoa a internet? Matt foi Matt. Permitiu-se uma escolha imprevisível e deixou um legado cômico, original,mas sobretudo: IMPREVISÍVEL!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

SENTIMENTO DE CULPA?




Admiro muito Rubem Alves, pois por não ter compromisso com instituições, seu livre pensar permite a ele aforismos e conclusões heterodoxas. Ele consegue ser complexo em seu simplismo. Hoje li um artigo dele cujo tema é o medo[1].

Eu já escrevi sobre o medo, você pode ler CLICANDO AQUI. Mas o artigo do Alves se desenvolve em torno do medo que a igreja desenvolve nas pessoas para poder manipulá-las: segundo Alves, cria-se o inferno para poder vender o céu. Um raciocínio que se generalizado, converte-se em sofisma, já que nada é absoluto. Em seu lindo artigo, o autor ainda confunde "igreja-instituição" com "igreja-grupo-de-pessoas".

Não posso me aborrecer com a igreja, posso me aborrecer com as pessoas que estão dentro dela. CNPJ não tem sentimentos bons ou maus, pessoas sim.

Os problemas são as pessoas. Não sou discípulo de Sartre, mas concordo que "o Inferno é o outro". O ser humano é decepcionante e decepcionável onde quer que ele esteja, dentro ou fora de qual instituição quer que seja, professa ou laica.

Mas, sim! Sem generalizar, concordo que muitos religiosos cristãos não agem como Jesus agia posto usarem o medo como instrumento de manipulação dos indivíduos ou das massas: Apresenta-se o inferno para lucrar com a venda do céu.

No contexto do medo aparece a culpa. Se sou contraventor de uma “lei” espiritual, torno-me culpado. Se não tenho culpa, não serei punido ou repreendido, portanto não preciso ter medo. Se sinto culpa, mesmo perdoado dela, posso ir pro inferno existencial. Sentimento de culpa gera medo. Uma coisa é “culpa”, outra é “sentimento de culpa”. Posso ser diariamente perdoado de minhas culpas, mas preservar o sentimento delas, como se não perdoado tivesse sido: uma prisão existencial.

Sentimento de culpa é uma prisão e também um instrumento de manipulação.

Os Evangelhos nos contam que Jesus pagou a dívida de toda a humanidade. Ele se tornou culpado no lugar da humanidade e nenhuma condenação há para os que estão em Cristo. Ele é o perdão encarnado, personificado, perto, prático e (ao contrário do que muitos religiosos pregam): fácil!

Jesus pregou o amor, a libertação das culpas e, por fim, as expiou. Deus não é um carrasco, como alguns insistem em imaginar.

Religiosos pregam a necessidade deles e de suas normas e dogmas como eternos expias das culpas. Assim religiões tornam-se prisões das quais os libertados delas paradoxalmente tornam-se culpados. A “igreja” não é Deus, como alguns supõem. Decepcionam-se com a igreja (instituição humana) e descontam sua raiva em Deus...  Isto é miopia espiritual. Dissonância cognitiva metafísica.

O interesse de Deus é perdoar todos, assim como ele fez com o marginal que estava crucificado ao lado de Jesus, que recebeu a salvação não por ser bom, mas (na reta final, salvo pelo gongo) por crer apenas. Esta facilidade irrita as pessoas vingativas e alguns religiosos. Mas Deus tira toda a culpa das nossas costas, basta crer, assim como o ladrão creu e perdeu sua culpa ante os céus. Tribunal fácil... Graças a Deus... Ou eu jamais seria salvo, pois eu sou muito parecido com você: Não possuo justiça própria. Se você é realmente culpado por algo, se desculpe, perdoe-se, abandone o erro e exorcize o sentimento de culpa.

Dizem que o catolicismo romano é mestre em usar a culpa como instrumento para manipular pessoas, mas vejo que muitos ramos ditos evangélicos também o fazem com destreza.

Entregue diariamente sua vida para quem pode te perdoar de toda e qualquer culpa. Afaste-se do pecado e lute contra as obras da carne. Sobretudo, aceite o perdão diário e jogue fora todo sentimento de culpa, que somente produz dor, angústia existencial e medo.

Liberdade?

Liberdade é viver sem medo e sem culpa, porque se Jesus te libertar, você verdadeiramente será livre.

Liberdade é não deixar-se dominar pelas obras da carne. "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam." Gálatas 5:19-21


[1] Alves, Rubem. O sapo que queria ser príncipe. Ed. Planeta, São Paulo, 2009. p. 85


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Veja como a culpa é relativa ao tempo, espaço, cultura e até idade. Culpa é uma questão de ponto de vista!
Se eu ou você fôssemos o protagonista das cenas abaixo, teríamos muito o que explicar. Mas, considerando quem são estes protagonistas, não serão nem culpados nem punidos.
Hahahaha!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Hora da faxina! Jogue fora o que é velho.




A gente tem a tendência ao acúmulo. Mesmo sem querer a gente acaba juntando e guardando em nossos armários e gavetas um monte de coisas... Muitas destas, totalmente inúteis para nós: roupas que não usamos há várias estações, maquiagens velhas, utensílios desnecessários, ferramentas estragadas, pequenos pedaços de canos usados ou restos de alguma reforma feita no banheiro, até pneu careca tem gente que "guarda", por pretextos mais variados.


Muitas vezes guardamos coisas que não nos são úteis, mas poderiam ser úteis a alguém. Outras vezes são coisas que não são úteis para nada, apenas para tomar espaço, empoeirar e o pior: tomar espaço físico e emocional e assim impedir que o novo venha!


O Senhor é um Deus de novidades: a Ele pertence o novo e não as tradições... Tradições são coisas humanas. Tradições são coisas de religiosos. São apegos ao passado e ao que já foi útil ou importante, que teve seu lugar, mas não necessariamente, continua tendo.


Jesus não era uma pessoa nem tradicional e nem religiosa. Ele representou o novo:

• Novidade de vida,

• Novo mandamento,

• Nova aliança!

Mas os religiosos de seu tempo, judeus tradicionais que eram, não curtiram muito todo aquele papo de modernização da fé, do estilo de vida e de relacionamento com Deus e deram um jeito de fritar o cara... Sim, religião mata e religioso é um perigo para Deus e um atentado às novidades de Deus.

O Apóstolo Paulo de Tarso, antes de sua conversão, era uma pessoa que tipifica bem o religioso padrão: zeloso pelas tradições as quais supõe serem Deus. (Mas não há um versículo que afirme "Deus não é tradição"... Existe sim, "Deus é amor").


Disse Jesus: “Meu Pai trabalha ate hoje!”

Sim! Deus continua criando e inovando, pois Deus não está preso no tempo, mas Ele é amoroso.

Prender-se às coisas velhas ou inúteis é agarrar-se ao passado, portanto, impedir a entrada do novo.

Para o novo entrar o velho tem de sair!

Há que se abrir espaços em nossa existência para a chegada das novidades que Deus tem para nos presentear a cada manhã.

No caso das questões materiais, quando guardamos estas quinquilharias em nossos despejos, estamos emitindo para nós mesmos alguns sinais:

1º - "Não confio que no futuro terei outras coisas boas. Melhor agarrar-me ao velho, pois pode ser que Deus não me abençoe amanhã novamente..."


2º - "Não sou merecedor do novo! O bom é para os outros e não para mim. Deixe-me acumular estas coisas, mesmo que velhas, pois as boas novidades são para outros."

Ensinou Jesus: "Não acumuleis tesouros na Terra, pois onde estiver o teu tesouro, ali estará o teu coração", portanto dê, doe, distribua!

Entretanto, o mais cruel neste processo de acúmulo não é o acúmulo de coisas, mas sim o acúmulo de sentimentos passados:
Ofensas, invejas, injúrias, fofocas e coisas outras que plantadas e aguadas, germinaram e cresceram em nós como ódios, desejos de vingança, iras, injúrias. Sentimentos que devem ser jogados fora e substituídos pelo novo, pela novidade, pelo perdão aos que nos ofenderam de alguma forma.

Guardar sentimentos negativos faz mal somente a nós, que carregamos este peso inútil e assim não podemos caminhar livremente pela vida. Entretanto, para a pessoa não perdoada por nós, que às vezes, nem sabe do mal que por ventura tenha nos causado, esta pessoa continua sua jornada, talvez até feliz.

Perdoar não é fácil, por isso que Jesus insiste tanto neste tema. Qual é o seu limite de perdão?

Vamos esvaziar nossas dependências interiores de coisas velhas e inúteis e abrir espaço para o novo entrar.

• Para o novo relacionamento entrar, o velho tem que sair.

• Para o amor entrar, o ódio tem que sair.

• Para a paz entrar, a ira tem que sair.

Faça em sua vida a faxina do perdão, limpando os armários da alma e as gavetas do coração. Jogando fora coisas do passado e deixando espaço livre para as novidades de vida que Deus tem para todos nós, todas as manhãs.

Você não é melhor que ninguém, mas também, você não é pior que ninguém. Você é único diante do Pai, que a todos ama, indistintamente.

Quer o novo? Livre-se do velho.


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... E POR FALAR EM NOVO E VELHO?

Veja este comercial da água francesa Evian, no qual o argumento é o seguinte: "Observe o efeito de Evian em seu corpo".
Já é um comercial manjado, mas vale a pena rir novamente!



Evian from Pedro Jobs on Vimeo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A INVEJA É UMA M...




A inveja não diz respeito ao outro, mas diz respeito a si mesmo. Quem inveja é um insatisfeito crônico com o que tem e com o que é. Alguém que não está realizado com as suas conquistas, com sua inteligência, com sua personalidade, com o seu corpo ou com suas escolhas de vida.

A inveja é a doença existencial que fez de Lúcifer, Satanás. Que fez Adão e Eva perderem o paraíso. Que quase matou José, mas o levou ao Egito e que traiu Jesus. Sim, o apóstolo Marcos afirma em seu evangelho que foi a inveja dos religiosos de sua época a razão de sua morte. Inveja mata!

Admirar pessoas bem sucedidas não é um problema, mas desejar ser elas...

O invejoso olha o outro e se ressente de não ser ou de não ter o que ou outro tem ou é, assim, o invejoso é uma pessoa insatisfeita e não realizada. O invejoso não gosta de ser quem é. Não existe uma pessoa perfeita, um ser completo, portanto, todos já sentiram inveja um dia, em algum grau, de alguém ou de algo, mesmo que tenha sido pouco ou breve.

O que não se pode fazer é alimentar este sentimento nefasto. Como disse Lutero: “Não posso evitar que um pássaro pouse em minha cabeça, mas posso evitar que ele faça um ninho.” Quando deixamos a inveja aninhar-se em nós, deixamos de desejar o que é do outro para desejarmos que o outro não mais tenha. Isto mesmo. A inveja em níveis elevados torna-se tão doentia que o invejoso fica tão incomodado com o que ele não tem ou não é que passa a desejar que o outro perca ou deixe de ser. O outro perder passa a ser o único consolo daquele que não tem.

O mais incrível é que o invejoso causa mais mal a si mesmo do que ao objeto da sua inveja. O invejado continua caminhando em paz com sua vida enquanto o invejoso não mais dorme, não tem paz e trava uma guerra muda que destrói sua própria vida. O Rei Salomão resumiu este conceito dizendo que “quem tem paz de espírito tem saúde, mas a inveja é como o câncer”. Isto mesmo, quem está em paz com o que é e com o que tem, está feliz, goza de paz de espírito e numa somatização positiva, caminha cheio de saúde física. Mas quem é insatisfeito e frustrado com suas escolhas, que não se perdoa, que não deseja ser o que é, mas deseja ser o que o outro é, perde sua paz, vive amargurado e triste e o seu próprio sentimento vai matando a si mesmo pouco a pouco, dia a dia, como o câncer.

Para o invejoso, há uma frase de Jean-Paul Sartre que é perfeita: “O inferno é outro”. O invejoso sofre com o sucesso alheio e nesta psicose quer o fim do outro para obter paz. Um sentimento mesquinho, feio, triste. Como disse o filósofo de buteco: “A inveja é uma m...”

Desejar ser o que ainda não se é ou desejar ter coisas que ainda não conquistamos não é um problema em si. Admirar é saudável, mas querer roubar o que o outro é, não é possível. Devemos desejar e buscar nosso crescimento, mas não podemos “culpar” quem é pelo que nós não somos.


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EU FIQUEI COM  "INVEJA"  DE NÃO TER SIDO O CRIADOR DE UMA PROPAGANDA TÃO SENSACIONAL...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Beije muito quem você ama...

...pois a vida é feita de pequenos momentos eternizados.
Homenagem ao fotógrafo Irving Haberman (1916 – 2003), que soube retratar a vida por meio de suas lentes.

O BICHO TÁ PEGANDO...

"DE IGREJA EU NÃO QUERO SABER MAIS... POR ENQUANTO"

"Eu ia ser pastor, mas cansei de palhaçada e resolvi ser humorista" (Danilo Gentili).

domingo, 22 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

NÃO TENHO MAIS TEMPO. AGORA É TARDE...


Por Leônidas Almeida

A vida passa à toque de caixa e quando olhamos para trás vemos que os anos se foram e não temos como voltar. Avaliamos nossas escolhas, algumas boas outras nem tanto. Escolhas da profissão, estudos negligenciados, amizades equivocadas, relacionamentos mal conduzidos, conflitos não resolvidos e mal processados que acabaram por gerar muitos contratempos e atalhos na nossa caminhada. Muitas vezes nos sentimos um tanto derrotados, desanimados e numa posição de inércia, não pelo fato de estarmos na pior, pois comparando com outras pessoas, conseguimos até bons resultados, mas será que poderia ser diferente? Ah! Se pudéssemos voltar atrás! Tomaríamos outras decisões que pudessem mudar o curso de nossa vida?

De tanto pensar nestas questões acabei tendo um sonho numa noite destas. Parecia que voltara no tempo 30 anos, mas com a fisionomia atual. Andei pela rua onde morava e me via ali brincando e conversando com antigos amigos, alguns rostos familiares, sendo que uns se tornaram médicos, outros empresários, promotores, juízes e infelizmente, alguns já não estão em nosso meio e outros presos. Fiquei no local, assistindo tudo aquilo de longe, depois tomei coragem e com muito cuidado aproximei de mim mesmo. Tentei ser cordial comigo mesmo, mas para meu espanto, aquele eu ainda não era eu. Ele simplesmente me renegou. Tentei falar das coisas boas que poderia pensar e fazer, mas eu ria de mim mesmo, foi impossível manter o diálogo, poderia ficar ali o dia todo que não conseguiria nada comigo mesmo, então desisti de mim mesmo e acordei.

Fiquei impressionado com esta experiência, pois a carga emocional foi intensa. Então nos dias seguintes comecei avaliar melhor meu próprio currículo de vida e passei a perceber o tanto que Deus foi bom comigo. Ele não desistiu de mim, me atraiu sempre para si, mesmo na escuridão, pude perceber em pequenos fatos e até mesmo as grandes oportunidades que Deus me proporcionou. Minha vida poderia ser melhor? Sem duvida que sim, mas não será olhando para trás que tentarei mudar meu presente, sendo que o meu presente diante de Deus ainda faz parte do plano que ele tem para minha vida.

Se você, assim como eu, às vezes é tomado por este tipo de crise e retruca consigo mesmo, dizendo: “Seu eu fizesse assim; se eu optasse por tais escolhas, certamente minha vida seria diferente”. De fato, muitas coisas poderiam ser diferentes, mas e daí? A realidade é o aqui e agora, é neste contexto que ainda pulsa meu coração, é nesta realidade que ainda avalia e decide minha consciência, se algo ainda tem que acontecer comigo, tem que ser a partir de hoje.

Continuo a chorar o leite derramado ou me abro para as mudanças que Deus ainda quer fazer em minha vida? Mas e o tempo já foi? Você pode se questionar: Agora não dá mais, perdi minhas oportunidades, não me resta muito a fazer. Neste sentido quero te contradizer um pouco. O sentido de tempo para Deus esta num plano diferente do nosso, o tempo em que vivemos é linear (chronos), estamos presos neste tempo enquanto vivemos neste mundo. Deus opera no kairós, ou seja, é o tempo em que Deus intervém na história de nossa vida trazendo outros sentidos e projetos, dando condições de mudanças profundas em toda dimensão do nosso ser. Conforme explica o teólogo Paul Tillich acerca do kairós: “Seu sentido original – o tempo oportuno, o tempo de agir – deve ser contrastado com o chronos, o tempo mensurável ou tempo do relógio. O primeiro é qualitativo, o segundo, quantitativo. A palavra inglesa ‘timing’ expressa algo do caráter qualitativo do tempo, e se falássemos de um ‘timing’ de Deus em sua atividade providencial, este termo se aproximaria da palavra kairós. No grego corrente, a palavra significa ‘a boa oportunidade para uma determinada ação’. Assim a consciência de um kairós é uma questão de visão. Ele não é objeto de análise de cálculos, é uma experiência existencial”.

Portanto, kairós é o tempo das transformações, acontecimentos que poderiam durar anos e anos para ocorrerem. O ‘tempo de Deus’ poder ocorrer num abrir e fechar de olhos. Foi no grande kairós que Deus enviou seu filho Jesus e mudou a história da humanidade. Foi no kairós que ocorreram os grandes avivamentos da história da Igreja, foi no kairós que o mar se abriu para o povo passar, caso contrário, todos pereceriam, foi no kairós que os milagres aconteceram e transformaram vidas. Portanto, no ‘kairós de Deus’ não existe muito ou pouco tempo para produzir mudanças significativas em nossas vidas, assim tenha bom ânimo: É tempo de Deus na sua vida!


2 Coríntios 5:17
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.



Leônidas Almeida

Maio de 2011

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A banda sueca Roxette fez muito sucesso nos anos 80s e início dos 90s. Totalmente Pop, mas de ótima musicalidade. Esta música, que embalou minha juventude, hoje só pode ser ouvida na Rádio Antena 1...
A melodia é linda e a letra triste, pois fala de alguém que está perdendo o seu tempo por estar preso no passado.

sábado, 14 de maio de 2011

"DÊ AOS GAYS O QUE É DOS GAYS E A DEUS O QUE É DE DEUS..."


"Vivemos uma era de homofobia e teofobia, uma época de grupos discutindo não a liberdade, mas quem terá o privilégio de exercer a tirania.


Negar o direito dos gays é tirania dos religiosos. De modo idêntico, impor sua opinião aos religiosos, ou calá-los, ou segregá-los nas igrejas como se fossem guetos é tirania do movimento gay. Nesse diálogo de surdos, o STF foi forçado a decidir em face da incompetência do Congresso, dos religiosos e do movimento gay, pela incapacidade de se respeitar o direito alheio.


Precisamos caminhar contra a homofobia e o preconceito. E também precisamos lembrar que cresce em nosso meio uma nova modalidade de preconceito e discriminação: a teofobia, a crençafobia e a fobia contra a opinião diferente – o que já vimos historicamente que não leva a bons resultados.


O PLC 122, em sua mais nova emenda, quer deixar ao movimento gay o direito de usar a mídia para defender seus postulados, mas nega igual direito aos religiosos. Ou seja, hoje, já se defende abertamente o desrespeito ao direito de opinião, de expressão e de liberdade religiosa. Isso é uma ditadura da minoria! Isso é, simplesmente, inverter a mão do preconceito, é querer criar guetos para os religiosos católicos, protestantes, judeus e muçulmanos (e quase todas as outras religiões que ocupam o planeta) que consideram a homossexualidade um pecado. Sendo ou não pecado, as pessoas têm o direito de seguir suas religiões e expressar suas opiniões a respeito de suas crenças."

Contribuição: William Douglas, juiz federal, mestre em
Direito e especialista em políticas públicas e governo.

Pessoalmente, como discípulo de Jesus Cristo e Minsitro do Evangelho que sou, possuo opinião muito clara sobre homossexualismo e homofobia e tenho procurado agir dentro deste princípios, pois creio ser o caminho melhor para todos. Minha teoria e prática, com relação ao tema, podem ser conferidas nestes dois textos nos links abaixo (basta clicar nos títulos para para ser direcionado). Desafio você a ler os textos e seguir a mesma compreensão:



Pr. Luciano Maia


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Sem ofensas, este filme publicitário é hilário e deixa claro alguns princípios...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

VOCÊ TEM MEDO DO QUE?



Lembro-me como se fosse realmente hoje. O telefone tocou. Era do hospital, falaram com um irmão mais velho e logo que ele desligou nos deu a notícia: “Nosso pai morreu!”. Eu, na verdade, não esperava esta notícia. Da janela do apartamento, olhava o horizonte distante naquele abafado crepúsculo do cerrado e chorava muito perguntando a mim mesmo o que seria da minha vida a partir daquele momento. Já não tinha mãe desde os sete anos e aos quinze acabara de me tornar um órfão por completo. Medo. A sensação de insegurança profunda me gerava medo do futuro. Às vezes meu olhar fixo no horizonte se desviava para as nuvens e eu perguntava a Ele: “Porque?”

No transcorrer da minha existência, tive muitos outros contatos com o medo. Mesmo adulto, ante a responsabilidade de ser um “pai de família” e estar desempregado, o medo de não conseguir cumprir com minhas obrigações me levaram à ansiedade e depressão.

O sentimento do medo nos acompanha durante toda a nossa vida. Até um bebê sente medo. Um velho, também sente medo, só de coisas diferentes. Nossa cognição, conhecimento e experiências são responsáveis por ampliar nosso campo de visão do mundo real e imaginário, assim, mesmo “crescendo”, continuamos com medos, só que de coisas diferentes.

A Bíblia nos fala muito do medo. Ela não gasta muito tempo fazendo o que tentei fazer até aqui, ou seja, explicar este sentimento. Mas os textos bíblicos falam do medo como algo que deve ser evitado e eliminado da nossa vida. Veja, uma das expressões mais citadas na Bíblia é: “Não temas!”. Só no Novo testamento encontrei 385 citações, majoritariamente ditas pelo Mestre... Jesus disse “não temas” muitas vezes e em muitas circunstâncias diferentes para muitas pessoas.

Se Jesus disse “não temas” tantas vezes é porque tantas vezes foram necessárias dizer isto, posto, tantas e tantas vezes nós temermos. Algumas mentes brilhantes concordam com Jesus. Veja o que disse Albert Einstein: "Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz."

Temos medo de não ter e temos medo de perder o que já temos.
Temos medo de viver, mas também temos medo de morrer.

Temos medo de decidir e medo não fazê-lo.

Temos medo de tantas coisas. Jesus diz: “Não temas!”

Muitas de nossas escolhas são motivadas pelo medo:
-Namoramos, não porque gostamos, mas porque não queremos estar sozinhos.
-Casamos não porque amamos, mas porque não queremos ser um velho solitário.
-Cursamos medicina não porque nosso coração arde pelos enfermos, mas porque a remuneração é boa e nos dará segurança.


De fato, muitas escolhas são baseadas no medo.


Na cidade em que moro, muitas pessoas esforçam-se demasiadamente por uma vaga no serviço público. Isto é algo digno e justo. Entretanto, algumas destas pessoas claramente confessam que fazem isto exclusivamente em busca de segurança financeira, mas não por vocação, carreira, amor ou paixão fela atividade, ou seja, para alguns este é um caminho escolhido para exorcizar o medo de uma possível falta de dinheiro. Este é apenas mais um exemplo de escolhas baseadas no medo.

A pergunta é: O que você faria se você não tivesse medo?

Quando Jesus diz “não temas”, esta frase sempre está no contexto do cuidado divino. Deus conhece nossas necessidades, antes mesmo de nós, portanto, não temas!

Deus já sabe qual será a sua escolha, posto Ele ser onisciente, portanto, não temas.

Se Deus cuida dos pássaros e não falta comida para um pardal, não tenha medo, porque você é imagem e semelhança de Deus, portanto, vale mais que um pardal: Não tenha medo!

Deus é amor e não ódio, portanto, não temas!

Charles Chapin disse que a "vida é maravilhosa se não se tem medo dela". Jesus quer nos dar uma vida maravilhosa, portanto, não tenha medo.

Não temas, não apenas porque Deus cuida de vocês, mas também porque o medo não faz bem. Medo faz muito mal! Medo paralisa, medo nos faz tomar decisões insensatas as vezes. Medo elimina grandes possibilidades! Medo fecha portas. Elevado à enésima potência, medo gera ansiedade e até depressão. Medo tira toda a graça da vida e elimina uma vivência cheia da Graça! O medo, de fato, é uma desgraça.

O que você faria se não tivesse medo? Como você faria? Onde faria?

Não tenha medo. Busque uma vida próxima da vontade de Deus. Ore. Ore como você sabe orar, pois não existe fórmula mágica para falar com deus posto Ele conhecer seus pensamentos antes deles se formarem. Nesta intimidade com o Pai não há lugar para o medo. Muito mais que seu pai terreno, nosso Pai Eterno e um paizão e tanto. Não tenha medo. Ele conhece suas necessidades e tem mais, Ele se alegra com a sua alegria e se entristece com a sua tristeza!

Hoje, muitos e muitos medos depois, digo a você: Não tenha medo! Não tem como Ele não te amar, pois Ele é amor.

Peça a Deus o cuidado Dele.
Entregue sua vida aos cuidados Dele.
Liberte-se do medo e viva a vida, que é uma dádiva de Deus.


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Este curta-metragem nos conta de um anjo que caiu do céu para ajudar alguém, mas logo percebeu que a solução encontrada não tinha sido exatamente adequada. Então, partiu para outra e outra e outra solução...
Sim, o filme é uma caricata ficção, mas nos mostra que o sobrenatural, de fato, existe. Deus sempre dá um jeito de tomar conta das coisas, mesmo que a gente sequer desconfie, portanto, não tenha medo de viver!