quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
VOCÊ POSSUI ALGUM AMIGO DE VERDADE ?
Num casamento, no qual fui o celebrante, já na hora da recepção, Simone e eu compartilhamos a mesa com um casal desconhecido. Batemos um papo agradável, houve grande afinidade, trocamos e-mail com promessas de nos vermos novamente em breve. Mandei a eles, por e-mail, um dos meus textos, como agradecimento pela ótima companhia e recebi de volta uma mensagem muita carinhosa, na qual uma frase me chamou muita atenção: “Vocês serão os nossos mais novos amigos de infância”. Se antes já havia me simpatizado com o casal, depois, com esta frase, me entreguei sem reservas...
Ontem fizemos uma visita a eles. Nos receberam com um delicioso jantar e foram anfitriões impecáveis, mas, o melhor de tudo foi que, eu e Simone, nos sentimos amados. Esta é uma necessidade essencial do ser-humano: Precisamos pertencer.
Muito mais que “possuir”, “pertencer” é uma necessidade que completa nossa psique. Precisamos pertencer a um grupo social, um grupo profissional, um grupo familiar... Queremos pertencer a um país e a uma pessoa. Desejamos pertencer a Deus, mesmo que não suspeitemos disto. Não suportamos a sensação de ser uma ilha, isolada no vazio existencial.
Sem entender esta necessidade de pertencer, muitos tentam aplacar o vazio existencial da forma errada: buscando “possuir”. Pensam que serão felizes se possuírem um carro, uma casa linda, filhos, se possuírem o mais cobiçado dos empregos, o endereço da moda, se possuírem um namorado, uma amante gostosa e se possuírem amigos. Sim, alguns pensam em possuir pessoas.
Há inclusive alguns religiosos que até querem possuir um Deus. Deus exclusivo, que satisfaça todos caprichos e desejos. Um Deus a quem possam “ordenar” isto ou aquilo, transformando-se em deuses do próprio Deus. Um Deus a quem possam manipular por meio do “bom comportamento”, crendo por isso serem merecedores de algo mais. Um paradoxo herético, posto a Deus ninguém controlar, mas a Ele estarmos submissos.
Na amizade é assim: NÃO POSSUÍMOS AMIGOS, mas por eles somos possuídos. Aquele que pensa que controla as pessoas e circunstâncias é uma alma duplamente penada, já que quere possuir para preencher um traumático vazio existencial, ao mesmo tempo em que, nas voltas que a vida dá, as supostas amizades-possessões, podem simplesmente desaparecer por decisões próprias ou circunstanciais. Quem pensa possuir alguém é quem menos tem, já que de fato, a ninguém verdadeiramente possui, de ninguém deseja ser propriedade e ninguém a deseja possuir.
Assim, amizade é um exercício de entrega e não de posse.
A amizade é quando damos, sem esperar em troca.
Amizade é doação sem exigências ou expectativas, caso contrário não é amizade, mas negócio. Negócio existencial no qual busca-se vantagens por meio da posse do que o outro é, possui ou pode oferecer como lucro ou vantagem. Assim, amo, de fato, a mim mesmo e não ao outro.
As mais profundas amizades surgem na infância, quando não há interesses outros, se não apenas o de estar junto. Na vida adulta, nem sempre é assim, posto que, por vezes, “selecionamos” quem queremos estar junto, buscando satisfazer uma necessidade, fantasia ou desejo egoísta. Queremos pessoas que nos acrescentem algo, mas nem sempre estamos dispostos a nos doar. Numa busca desenfreada por preencher um vazio existencial, nos perdemos nas relações, deixando passar oportunidades de relacionamentos profícuos, por estarmos em busca de fantasias fugazes.
Amizade verdadeira é doação e aceitação do outro, com suas limitações e mazelas, desejando contribuir apenas, sem esperar qualquer retorno. Um ato de amor. Relações baseados em interesses são frágeis e se partem facilmente, basta que as expectativas não sejam atendidas.
A pergunta que quero deixar é a seguinte: Você se considera amigo de Deus? Pare e pense nisso.
Quando saímos da casa de nossos “mais novos amigos de infância”, já eram quase três horas da matina e nem vimos o tempo passar. Eu até ficaria mais... com os meus mais novos proprietários.
Amor sempre!
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Já que estamos falando de amizade, veja neste bem-humorado filme da Pepsi do que os amigos são capazes de fazer para ajudar outro a arrumar uma vaga de emprego... Hahahahaha!
sábado, 17 de outubro de 2009
JÓ É DEZ!

A vida de Jó sempre me fascinou.
Existem muitos aspectos de sua existência que podem ser analisadas e discutidas, mas tem uma coisa que me chama muito a atenção: Porque o justo sofre?
Nos é contado que Jó era o cara mais temente ao Senhor em toda a face da terra! Uau!!! Mereceria o Oscar de Melhor Bonzão! Ou o Nobel da Bondade Eterna!
Jó é descrito como um cara próspero, rico mesmo, mas que não punha o seu coração nas riquezas. Um cara que se preocupa com a família. Orava e fazia sacrifícios pela família, ajudava os necessitados, se afastava do mal e tudo o mais que todos nós gostaríamos de ser e de fazer mas que não somos e nem fazemos. Jó era o “orgulho” de Deus!
Mas Jó perde tudo, todos os bens, todos os filhos, todos os empregados. Fica pobre porque Deus deixa Satanás tocar o terror na vida dele. Tudo o que Jó disse para a vida foi o seguinte: “Eu vim pelado a este mundo... Vou voltar pelado de onde eu vim. Deus me deu as coisas, Deus me tirou. Louvado seja Deus”
Finalmente, perde também a esposa e a saúde e vira um escândalo público: “Coitado do cara...”, alguns diziam. Outros ainda:
“_Há! Mereceu! Sempre achei ele um cara metido”;
“_Nossa, Deus é justo, porque este Jó era muito chato”;
“_Aposto que Ele é um pecador e está colhendo os frutos dos seus erros: Lei da ação e reação... ”; “_Deus é justo. Tem pecado aí”;
“_Agora ele está tomando uma lição da vida. Bem feito”;
Nossa... quantos “amigos” Jó tinha!
O ser - humano tem disto, muitas vezes nos alegramos com nossas vitórias, mas muitas outras nos alegramos com as derrotas alheias, sentimento fruto da maldade humana. A inveja é mesmo uma m...
O que foi que Jó realmente fez para merecer o seu infortúnio? A estória nos conta que nada, além de ser muito bom! Se Jó não fosse lá tão bom assim, Deus não o perturbaria, mas não deixaria que o mal o tocasse. Mas... Jó era bom. Um homem bom e Deus sabia que Jó, mesmo ante os infortúnios da vida, jamais O negaria, ao contrário, Jó não amaldiçoaria Deus jamais, posto seu coração não estar nas coisas, mas em Deus.
Para Jó o que importava era ter Deus no coração e não dinheiro em conta corrente ou saúde para dar e para vender na promoção. Satanás acusou Jó de somente amar Deus em razão da boa vida que ele tinha. Deus pagou pra ver: “Satanás, pode tocar na vida dele á vontade. Você vai ver que o coração de Jó, Satanás, não está nas coisas que a vida concedeu de bom a ele, mas o coração Dele está no que é eterno”. Sim, Jô amava deus acima de todas as coisas.
A estória nos conta que Jó sofreu muito e morreu sem entender o que havia acontecido na vida dele, mas, mesmo sem respostas, jamais negou Deus.
Teve um período da minha vida em que me sobreveio doença e infortúnio, não como Jó, mas num grau muito inferior ao sofrimento deste personagem. Lembro-me que eu me perguntava porque Deus estava permitindo aqueles acontecimentos... Nunca obtive respostas claras de Deus. Contudo, muitas pessoas tinham suas opiniões claras sobre o meu caso, mesmo que díspares entre si. Até hoje não tenho respostas claras, apenas pistas. Uma coisa sei, um dos resultados foi o fato de Deus ter me tornado um pastor. Deus faz costuras que nem suspeitamos. Se este foi o único objetivo, creio que tenha valido a pena.
E meio ao meu sofrimento, lembrava de Jó e pensava: Se minha vida a Deus pertence, que Ele faça dela o que achar melhor.
Não vale à pena reclamar da vida.
No final da vida, Jó diz o seguinte a Deus: “Antes eu conhecia você de ouvir falar, mas agora de andar com você”. Vamos voltar à pergunta inicial: Porque o justo sofre? As razões podem ser muitas, mas a dor amolece o nosso coração e sempre nos transforma numa pessoa melhor e mais humana, mais sensível ao sofrimento alheio e menos arrogante.
Eu tenho muito ainda o que aprender, mas uma coisa eu sei: Deus é soberano sobre todos os acontecimentos da nossa vida e o que quer que ainda me aconteça nesta vida, somente me transformará numa pessoa menos pior.
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Por falar em sofriemento, o serviço militar já foi sinônimo de sofrimento para muita gente. Eu mesmo me lembro do terror que foi pra mim conseguir uma "dispensa" há 23 anos atrás.
Para quem acha o serviço militar um sofrimento, lá vai um vídeo bem engraçado!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
AFINAL, O QUE SIGNIFICA "CORDEIRO DE DEUS"?
IMPERDÍVEL
Vale a pena gastar seis minutos do dia com este filme...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
PROMOÇÃO: PAGUE HOJE E SEJA SALVO AMANHÃ! QUER ESTA RAPIDINHA?
Não é possível manter-me calado ante esta orgia profana que tem sido a comercialização da fé, a venda da salvação, o escambo do sacro. Prostituição eclesiástica!
Não é possível manter-me calado e assim pecar por omissão.
Não, gente, a salvação não custa absolutamente nada.
As bênçãos de Deus não nos custam nada, posto Deus nos abençoar não pelo que nós somos, mas pelo que Ele é.
Não: não precisa pagar por orações. Pagar por bênção. Fazer um “sacrifício” financeiro, dando dinheiro para gatunos inescrupulosos.
Deus não se compra nem pode ser posto à venda. Fujam, fujam, fujam! Fuja de qualquer doutrina que pregue o sacrifício humano como princípio da Graça. Creia apenas no que o Evangelho diz, ou seja, que Jesus já fez um sacrifício único e suficiente. Você não precisa sacrificar-se.
Não aceite estas doutrinas sacrificiais do Antigo Testamento, período anterior à Graça de Cristo. Não aceite doutrinas baseadas em versículos do AntigoTestamento, lei para Judeus e não para Cristãos.
Não acredite em fábulas medievais: Pedacinhos de cruz de Cristo, Pena da pomba do Espírito Santo, Espinho da coroa de Cristo, Água do Jordão, Areia da Galiléia, Sal grosso sabe-se lá de onde....
Lembre-se: a prática mística que tenta mover o “sagrado” chama-se “magia”. Assim, feitiçaria, macumba, quimbanda, voo-doo e magias em geral caracterizam-se por ser um estilo de espiritualidade na qual algum “deus” ou entidade espiritual está sujeito ao homem e o homem move o “deus” fazendo ou deixando de fazer algo. Se não faz determinada oferenda, recebe uma penalização. Se faz determinada oferenda ou ritual, o divino sente-se obrigado a retribuir. Isto é Magia.
Portanto, dizer que esta ou aquela “oferta em dinheiro” vai obrigar Deus a fazer algo é uma prática chamada macumba, feitiçaria... Que desastre eu estou vendo.
Fuja! Mas, fuja correndo quando você ouvir alguém dizendo que Deus somente irá abençoá-lo “se” você doar R$ 900,00. Isto se chama feitiçaria.
Deus abençoa por que é Deus, não porque Ele é servo de oferendas financeiras ou de qualquer espécie. Eu não tenho dúvidas que muitas pessoas recebem suas bênçãos e graças em lugares onde a fé é comercializada, mas a recebem não porque pagam, mas porque Deus é bom e vê na ignorância do povo mais uma razão para ter misericóridia. É Deus que (vendo o desespero e a fé do povo explorado) tem compaixão e os abençoa, porque Deus é bom, mas não porque Deus exija algo em troca (muito menos grana!).
Deus não quer o seu dinheiro, mas a sua vida.
As ofertas para a casa de Deus devem ser devolvidas porque amamos Deus, não por medo de algum castigo. O constrangimento que deve nos levar a devolver parte do que Deus nos tem dado é porque Ele tem nos dado mais que necessitamos e somos gratos por isso.
Dízimo é doutrina do Antigo testamento. No Novo testamento não existe a doutrina judaica do dízimo. No Novo testamento, dízimo sequer é citado, sabia? Quando alguém fala de dízimo, obrigatoriamente deixa de lado a Nova Aliança e volta-se para a Antiga Aliança, já que este tema é exclusivamente tratado no Antigo, mas jamais citado no Novo, o testamento da Graça. Não há versículo algum sobre a prática do dízimo no Novo Testamento. Particularmente, sou dizmista não porque a Bíblia manda, mas porque amo a Obra de Deus.
Se nossas igrejas adotam prática do dízimo é justamente por isso mesmo, por ser mais “prático”, pois, na verdade, a doutrina dos Evangelhos não é a do dízimo, mas outra, conforme diz o apóstolo Paulo:
'Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria' 2 Co 9.7
Fique com a Graça de Cristo. Fique com a Nova e não com a Antiga Aliança.
Inaceitável a comercialização da fé! Prostituição eclesiástica!
Recuso-me agora a ficar calado, mas digo a você: Fuja da comercialização da sua fé!
Fuja de qualquer um que pregue um evangelho onde a bênção vem por meio da grana ou a grana seja sinônimo de bênção. Onde a salvação vem por meio da roupa, onde a Graça de Deus vem, ironicamente, por meio da Lei, dos costumes e dos ritos doutrinários.
Sim, fuja disto tudo e corra em direção a Jesus de Nazaré, que a tudo isto abomina.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
ACONSELHAMENTO PASTORAL - CONTINUAÇÃO.

Aqui está a réplica. Quem não lei a primeiracarta desta pessoa,pode nã entender muito,portanto, sugiro que ntes de ler acarta abaixo, primeiro você leia a primeira carta, que está AQUI.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
QUE TAL CAMINHAR ASSIM ?

1. A vida não é justa, mas ainda assim é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4.Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva....
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não faz idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. A vida é muito curta para ficar sentindo pena de si mesmo. Ocupe-se em viver, ou ocupe-se em morrer.
17. Você pode passar por qualquer problema se realmente tiver força de vontade.
18. Um escritor escreve. Se quer ser um escritor, escreva. Isto serve para qualquer carreira.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois se deixe levar pela maré.
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare todo "desastre" em sua vida com essas palavras: "Em cinco anos, isso vai importar?"
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao Tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que você fez ou deixou de fazer.
35. O que não te mata, realmente te faz mais forte.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância. Faça com que ela seja memorável.
38. Leia os Salmos. Eles falam de todas as emoções humanas. Mesmo que você não goste ou não entenda, leia-os pelo menos uma vez na sua vida.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Não fique tentando entender ou explicar sua vida, apenas viva e faça o melhor possível.
42. Livre-se de todo objeto que não seja útil, bonito ou alegre.
43. O que realmente importa no final é que você tenha amado.
44.Inveja é perda de tempo. Acredite, você já tem tudo de que precisa.
45. O melhor ainda está por vir.
46. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se e apareça.
47. Respire fundo. Acalma a mente.
48. Se você não pedir, não vai conseguir.
49. Produza.
50. A vida não vem amarrada com um laço, mas ainda assim é um presente.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
IGREJA CIRCENSE?

Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou a Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
Então, chegou à América e tornou-se um negócio.
Finalmente, chegou ao Brasil e tornou-se um circo !
Com tanto malabarismo teológico, palhaçadas, milagres tirados da cartola, só poderia dar nisso...”
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
SINCERIDADE DEMAIS
Neste filme - muito engraçado - o roteirista brinca com a sinceridade (a inconveniente sinceridade) de uma maneira inusitada.
Dei boas risadas.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
DICAS DE HIGIENE
Inacreditáveis dicas do Dr. Jajah aos irmãos da igreja.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ACONSELHAMENTO PASTORAL

"Reverendo Maia,
Eu nao sou neurotica, nem impressionada, muito mesmo tento tirar minha responsabilidade pela minha propria vida e passa-la pra metafisica. Porem, eu comeco a ter uma sensacao de certeza de que algum, ou alguns demonios simplesmente sentam na minha porta e nao deixam nada sair. Porque sair? Porque tudo entra na minha vida, as melhores oportunidades, possibilidades, mas nada se concretiza. Nao so coisas materiais, mas relacoes tambem.
Minha vida nao flui e eu vivo com um peso enorme, concreto e fisico no peito como se eu devesse alguma coisa. Vivo com a sensacao concreta de que alguem esta segurando minha camiseta e nao me deixa correr.
Ja ha alguns meses eu comecei a achar que eu deveria afastar as pessoas de contatos concretos comigo, pois tenho receio de que se isso for verdade, eu vou contagiar a vida das pessoas também.
Mesmo eu tantando fazer tudo diferente da minha mae, os modelos da vida dela se repetem na minha. Eu repito de outra forma (porque tenho mais conciencia, conhecimento e Deus) a vida dela.
Eu nao sei mais como orar, nao sei mais o que fazer, nao sei mais mesmo, pois eu nao saio do lugar. E entenda: nao eh que so materialmente eu nao saia do lugar! Eu nao saio do lugar emocionalmente, espiritualmente. Eu vivo fazendo de conta que esta tudo bem. Mas nada esta bem. Eu nao sito nenhuma freedom, nenhuma leveza, nenhum progresso na minha alma. Eu olho pros lados e nao vejo nennhum progresso da minha influencia em nada.
Isso nao eh crise de meia idade, nao eh depressao. Nao, infelizmente nao eh isso nao. Infelizmente eh fato.
Porque eu sou existencialista, acho que continuar assim nao vale a pena. Nao se preocupe: nao penso em suicidio! Ja falamos sobre existencialismo, e sou existencilaista cristã. Mas nao vale a pena mesmo, de uma maneira diferente de Eclesiastes. Eu tenho medo de continuar assim, e continuar vivendo, ate a morte chegar, so porque tenho dois filhos e tenho que por eles ficar por aqui, e que nossas vidas sera assim, como a de qualquer um que passa la em baixo pela calcada.
Interessante eh que quando o João estava aqui nos oramos juntos porque ele me disse que quanto ele chegou no aeroporto ele sentiu uma forca muito negativa comigo. Quando oramos, eu estava com essa angustia de sempre. E ele parou de orar e me perguntou se havia algum pecado, alguma coisa que eu nao tinha confessado, porque parecia que satanas simplemente nao queria me deixar prosperar. Aih eu pensei: bingo!! Ou esse cara eh um desses crentes doidos varridos, ou ele so confirma o que eu suspeito. Ele continuou orando, e eu tivemos a sensacao de que sim!, agora vai!
Mas como sempre, passa um tempinho e tudo volta as velhas. Reverendo, sem querer parecer doida varrida, eu sempre penso naquela estoria do homem possuido e dos porcos que se afogaram. Aih comeco a ficar impressionada, porque afinal, honestamente falando, meu pai eh um grande macumbeiro e minha mae nao fica atras. E se eles se metem a rezar pra mim, sei la!
Eu to ficando cansada. Viver so por viver, assim, nao faz sentido mesmo. E esse constante fingir que tudo esta bem. E nao ver a luz no fim do tunel.
Bom, eh isso, pastor!
Beijo."
RESPOSTA
Olá,
Estive lendo e relendo o seu texto e pensando nas coisas.
Estive receoso de te responder e falar bobagens. Afinal, de certa forma e falo em nome de Deus e não quero nem posso ficar falando bobagens da minha cabeça.
Não sei exatamente como tratar das suas tão profundas e importantes questões por e-mail.
Se estivéssemos fisicamente próximos, certamente eu sugeriria umas sessões de “aconselhamento” e oração, assim, por meio de conversas e orações semanais, teríamos um tipo de “terapia existencio-espiritual” (que erroneamente chamamos de “aconselhamento pastoral”) por meio do qual nos dois cresceríamos na compreensão das coisas e caminharíamos rumo à vontade de Deus. Ah! Se estivéssemos pertinho um do outro.
Uma coisa tem de ficar muito clara para nós dois: Nos evangelhos, todas as vezes que Jesus libertava alguém, este alguém era realmente liberto e tinha uma vida nova, sem o capeta agarrado nos ombros. A libertação de Jesus é real e temos que crer nisto.
Jesus te libertou de Satanás e das forças espirituais do mal. Vc não está possuída pelo inimigo. Ponto.
Não obstante, mesmo nós, salvos, podemos ser “tentados” pelo diabo. Tentados a acreditar que Jesus não é tão poderoso assim para dar um jeito em nossa existência. Tentados a dar crédito demais ao inimigo. Tentados na carne. Tentados a fazer coisas não tão certas. Mas não pára por aí. Jesus chama Satanás de “o inimigo das nossas almas”, ou seja, não tem como ele destruir nosso espírito (posto estar a salvo em Cristo), mas tem como ele interferir em nossos sentimentos (nossa alma) – a alma é a sede dos nossos sentimentos.
Como “inimigo das nossas almas” ele quer destruir nossa alma:
Matar nossa esperança.
Rasgar nossa alegria.
Imprimir tristeza, desesperança, medo, agonia, angústia.
Tudo isto são sentimentos que não provém do Espírito Santo. Sentimentos sim que provém da carne e do diabo, como manifestação, algumas vezes, de falta de fé, ou seja, falta de acreditar que minha vida está nas mãos de Deus e por isso minha vida é boa em sua “essência”.
Nem tudo está bom na vida do cristão, mas, na essência, a vida é boa pois “tenho a certeza de que minha vida não mais é minha, mas DELE”.
Penso que você esteja sofrendo uma opressão do inimigo. Uma opressão em sua alma. Ele soprando meias-verdades no seu ouvido e vc, sem querer, “meio que dando ouvidos” para tais bobagens. O problema é que muitas vezes nós brincamos de ser cristãos, mas o inimigo não brinca de ser inimigo. Ele não dá descanso.
Jesus é muito claro com relação a isto: “RESISTAM AO DIABO E ELE FUGIRÁ DE VOCÊS”. Resistência. Não entregar os pontos. Não “deixar rolar” para ver como é que fica. Não se entregar. Não achar que é assim mesmo e pronto.... Não, hoje não é o fim da sua história.
Resista ao diabo. Resista aos pensamentos ruins. Resista à tristeza e à angústia existencial. Tenha uma postura vitoriosa. Uma postura de fé em Cristo e no seu poder. Isto não é filosofia positivista, mas fé. Se eu tenho que resistir é porque ele realmente existe. Se devo resistir é porque ele realmente está tentando. Sim, o diabo pode nos desanimar. Ele, como inimigo da alma, pode matar minha alegria, esperança e fé, mas eu posso e devo resistir a ele.
Não permita que o inimigo mate a sua esperança. Não desista dos seus sonhos. Não desista dos seus sonhos.
O diabo não é mais forte que Deus, certo?
Outro inimigo nosso é a gente mesmo! Nós muitas vezes nos matamos. Nós muitas vezes não queremos crescer. Não queremos mudar de opinião. Não queremos mudar de atitude. Não queremos ouvir. Nós, muitas vezes minamos a ação de Deus em nossas vidas por nos acharmos bons demais, os sabichões, espertões e tal. Não é assim. Em tudo devemos ter uma postura extremamente humilde.
Perdoe-me por dizer isto, mas é necessário: Como te conheço um pouco, muitas vezes vi em você uma postura arrogante. Suas verdades são melhores que as verdades alheias e creio que com este tipo de caminhada a gente acaba tropeçando em nossas próprias pernas. Na verdade, o que a Bíblia nos ensina é que “DEUS RESISTE AOS SOBERBOS, MAS DÁ GRAÇA AOS HUMILDES”. Deus me deixa prosperar se ele souber que eu darei toda a glória somente a ele, mas que em nenhum momento eu direi a mim mesmo ou para alguém: CARA, EU SOU DEMAIS, VEJA O QUE FIZ, VEJA O QUE CONSTRUÍ... VEJAM COMO SÃO ÓTIMAS AS MINHAS IDÉIAS... VEJA COMO EU CONSIGO AS COISAS...”. Sendo nós cristãos, Deus nos deixa crescer se ele souber que nós teremos maturidade e não iremos querer dividir com Ele a Glória que é só Dele.
Se Deus quiser, fecharei este negócio.
Se Deus quiser, prosperarei.
Se Deus quiser serei reconhecido.
“Se Deus permitir, não apenas iremos àquela cidade, mas também ali negociaremos e seremos prósperos”.
A prosperidade está nas mãos de Deus, não na nossa. Quando digo prosperidade, me refiro a todos os tipos em todas as áreas. Satanás é um porre, mas não é maior que Deus. Não é Satanás ou um macumbeiro quem decidirá quem será próspero debaixo do sol, mas esta decisão cabe a Deus e, Satanás, servo de Deus, apenas cumpre as ordens do Rei do Universo!
Não estou entrando em detalhes em cada uma das questões que vc apresentou, pois isto demandaria uma conversa e não uma “teclada”.
Existe esta questão existencial, da tristeza crônica. Isto é algo mais profundo para se discutir. Mas lembre-se, o apóstolo Paulo era como eu e como vc, ou seja, ele também não queria mais viver, mas desejava para si a morte. Ele não via sentido na existência e queria partir desta para outra, a qual julgava muito melhor: “PARA MIM MORRER É LUCRO – E O VIVER É CRISTO” Ele dizia que preferia morrer, mas que contentava-se em estar vivo apenas para pregar o Evangelho. Esta é a situação minha também e não tenho problema com isto. A vida é boa, mas não boa como a vida eterna com Cristo. Não temos que disfarçar que tudo vai bem, porque, de fato, para ninguém neste mundo vai tudo bem. Todos usam máscaras. Somos incompletos nesta existência. Isto não é uma declaração de infelicidade perpétua, mas uma declaração de que não devemos ter falsas expectativas. Não existem príncipes encantados! Viver esta vida sem servir nosso Cristo é pedir para ser cronicamente triste. Pregue e viva o Evangelho sempre. Ver uma pessoa sendo salva nos dá energia para viver um ano mais, com muita alegria no coração
Não existem castelos encantados! A vida é dura para todos, desde o Éden e, termos outra expectativa é “correr atrás do vento”, e por isso, frustrar-se. Jesus não prometeu vida fácil para ninguém, ao contrário, em seu discurso ele afirmou que “NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES”, não obstante estas aflições próprias de nossa existência, ele emendou dizendo também “MAS TENDE BOM ÂNIMO, POIS EU VENCI O MUNDO”. Ou seja, tenha “bom ânimo”: ANIME-SE!!!
Não se deixe abater ou derrotar por sentimentos de estagnação, culpa, incapacidade, tristeza... Mas agarre-se em Cristo que nos anima, já que este mundo e suas frustrações e injustiças já foi derrotado por Ele. “Se com Cristo vivemos, com Ele reinaremos”.
Tire o foco desta vida transitória e coloque o foco na vida eterna. Não para viver de forma alienada, mas para viver sem colocar esperanças demais naquilo que será destruído, por ser imperfeito. Foque-se no eterno e perfeito, aquilo que ainda vai se revelar, no futuro.
Não sei se ajudei.
Finalizo dizendo para não parar de orar. Ore com fé, pois “não sabemos orar como convém, mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Jejue!
Paz!
Seu amigo e pastor,
Luciano Maia
domingo, 13 de setembro de 2009
A JUVENTUDE É UMA BANDA NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTES
Jesus foi um homem de aflições. Um filho ilegítimo de José. Filho de mãe solteira, Maria, que somente não foi humilhada publicamente como sendo uma adúltera vadia porque um anjo apareceu num sonho para José, seu noivo, e o convenceu a assumir a criança que não era dele. Desde muito cedo Jesus sempre soube que José não era seu pai legítimo, nem por isso deixou de obedecê-lo e trabalhar na oficina do padrasto.
Mesmo depois de adulto, por vocação compulsória, teve que abrir mão de uma vida “normal”: Namorada, profissão, noiva, casamento, filhos... Abrir mão de coisas que todos sonham em nome de um ministério itinerante. Andou por toda a Judéia e Galiléia, como um andarilho que vivia de favores por onde passava: dormia na casa de estranhos e em lugares estranhos. Comia o que ganhava. Não possuía bens, ao contrário de muitos de nós, seus seguidores da atualidade. Ele não buscava “um cavalo do ano” ou “uma bata de griffe”. Gastava o seu tempo não para si, mas para outros.
Morreu de uma forma humilhante! Cuspido, nu e sozinho! Penso que tão doída quanto a dor das chicotadas foi a dor da rejeição, a dor do abandono daqueles amigos que caminharam com Ele, que prometeram estar sempre com Ele e que espontaneamente juraram fidelidade, mas que, na hora da aflição, preferiram salvar a própria pele e deixar o amigo largado à própria sorte. Dor na alma!
Jesus foi um homem de aflições e afirmou: “No mundo vocês terão aflições, mas animem-se, pois eu venci o mundo”.
Jesus não prometeu vida fácil, mas prometeu aflições. Aliás, não foi uma promessa, no sentido profético, mas um alerta, com que dizendo: “Não se enganem. Não pensem que esta vida não reserva aflições para todos os que estão vivos”. Sim, as aflições são parte da vida. Por vezes todos passamos por algum tipo de aflição, desde a enfermidade de um filho, ou desemprego à morte de um parente.
“Mas tenham bom ânimo!”. A forma que Jesus encontrou para nos animar ante as aflições que passaremos não foi prometendo uma vida sem aflições, muito menos prometendo bênçãos materiais ou dizendo que as aflições seriam bem rapidinhas. Jesus nos animou dizendo “eu venci o mundo”. O que isto significa? Significa que o local onde as aflições acontecem, o mundo, é um locus transitório. Segundo Jesus: “O mundo jaz no maligno” e “o diabo é o príncipe deste mundo”... Assim sendo, aflição por aqui, rola abundantemente!
O mundo não é um fim em si mesmo. As coisas e a vida não se extinguem por aqui ou então as aflições seriam insuportáveis e a existência absolutamente sem qualquer sentido. Mas, ao sabermos que este mundo foi vencido (quando vencido foi o seu príncipe), temos fé na existência de e em outro lugar, onde não é a habitação da aflição, nem do choro ou da tristeza. Jesus venceu o mundo onde jaz a aflição. Ele não venceu a aflição. A existência daqueles que crêem e servem a Jesus de Nazaré não se encerra neste mundo, mas é uma existência eterna, perpétua, perene, que mística e metafisicamente extrapola os limites do tempo e do espaço, deixando o este mundo das aflições para trás e rompendo noutra existência, na qual a aflição não tem essência, posto a aflição ter residência neste mundo de aparência.
Neste sentido, a morte deixa de ser uma crise ou pânico, mas algo bom. Revoltar-se contra Deus porque alguém completou o seu ciclo de vida passa a ser uma demonstração de falta de amor àquela pessoa, pois se a quero perpetuamente neste mundo de aflições, não a quero em lugar de alegrias. Se não a quero no lugar das alegrias eternas é porque estou sendo egoísta e a quero para mim, mesmo que isto signifique uma vivência de aflições para ela. Assim, de fato, eu não amo aquela pessoa, mas eu amo a mim mesmo, tanto me amo que não quero sofrer a ausência.
Para o apóstolo Paulo “morrer era lucro e viver era Cristo”.
Felicidade somente noutra vida? Sim, felicidade integral não mora neste mundo, posto a aflição ter feito dele sua casa. Enquanto a viagem para o além não tiver seu horário confirmado, a gente vai tentando fazer desta estação um lugar um pouco melhor, buscando formas para minimizar as aflições de alguns, por meio do amor e ensinando muitos a terem expectativas adequadas com relação a esta existência, sabendo que a paz e a felicidade idílicas são coisas de outro mundo e que, paradoxalmente, a morte nos conduz à verdadeira vida.
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Hora da despressurizarão mental!
E por falar em AFLIÇÃO... Imaginem a aflição que Eva sentiu ao ter este épico encontro com Adão... Certamente, muito aflita!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
EU QUERO VINGANÇA!

Não é raro encontrarmos alguém que tem dificuldade de aceitar o perdão gratuito de Deus. Não apenas entre as pessoas comuns, mas também entre os discípulos de Jesus. Como seguidores de Jesus, entendemos que a Bíblia nos fala sobre um perdão gratuito, disponível, perpétuo e todos os demais adjetivos que podem ser resumidos na palavra “graça”. A graça nos salva. A graça nos dá a vida eterna. Somos salvos não pelo que nós somos, mas pelo que ELE é!
Não temos dificuldade de pregar isto, mas muitos não crêem muito nesta estória. Os não-cristãos ou cristãos nominais nos dizem:
“Isto não é possível! Isto não é 'justo'. Quem matou uma criança inocente não merece perdão. Um estuprador não merece perdão. Aliás, aquele meu ex-namorado também não merece perdão, pois ele foi um cachorro comigo. Digo mais, minha ex-patroa era tão imbecil que ninguém poderia perdoá-la; se há justiça, estas pessoas sofrerão o que fizeram outros sofrer”.
O senso de justiça do ser-humano natural é mosaico: “olho por olho, dente por dente”. "Perdão? Só depois que pagar a dívida moral, emocional, financeira, etc."
Com Deus não é assim. Cristo diz ao pior dos marginais que está sendo com ele crucificado: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso!” O que aquele marginal fez para merecer o paraíso? Apenas creu em Cristo e pediu arrego humildemente. Com arrogância não há perdão. Se eu me reconheço como uma pessoa justa, não preciso do perdão de Deus, pois eu mesmo já me absolvi. Se reconheço que, na verdade, no fundo do meu coração, sou mal e clamo por perdão, ele vem de Graça.
Mas, a exemplo do senso comum, muitos de nós, que temos tentado ser seguidores de Cristo, também não entendemos este perdão gratuito. Conheço muitos cristãos que não têm certeza que Deus realmente os tem perdoado. O discurso é dissonante da prática. Pregam perdão gratuito, mas por dentro são consumidos pela culpa, que em Cristo não deveria mais existir. Esta culpa deixa a pessoa doente na alma, pois passa a se odiar, pensa não ser merecedora da aceitação de Deus, de outros e rejeita-se. Não conseguem crer que a Graça seja maior que seus pecados, medos, erros e misérias. Pessoas que conhecem seus pecados secretos e pensam que aquilo não é perdoável. Se há um sentimento que o verdadeiro discípulo não deve carregar é o da culpa. Mas, porque alguns não aceitam o perdão gratuito?
Não aceitam o perdão gratuito porque não perdoam gratuitamente!
Querem se vingar de quem os faz sofrer. Não acreditam em perdõ gratuito:
"Deus não nos perdoa gratuitamente. Ele também quer vingança. Talvez ele me mande pro inferno... Aliás, muitas vezes desejo que Deus mande muitas pessoas que estão próximas a mim para o inferno."
As motivações: Inveja, rancor, mágoa, insegurança...
Sartre, ao ler a alma humana, traduziu este sentimento dizendo o seguinte: "O inferno é o outro".
O outro me deixa no inferno, por isso, quero vingança!
E quem são eles? Às vezes, eles são nós mesmos... Assim, não conseguimos liberar o perdão para aqueles que nos fizeram sofrer no passado e num processo de transferência, imaginamos que também não somos perdoados por Deus.
Criamos um Deus vingativo em nossas mentes.
Queremos agradar a Deus para "merecermos" perdão e salvação.
Damos dízimo por medo.
Vamos à igreja para dizermos a Deus e a nós mesmos: "Viu, não sou tão mal assim!"
Barganhas.
Olho-por-olho.
Merecimentos.
Criamos nosso padrão humano de justiça e encaixotamos Deus dentro de nossas crenças. Infelizmente a teologia católico-romana não ajudou muito nesta seara...
Muitas vezes guardamos mágoas.
Mágoas dos pais que se separaram.
Mágoa da mãe que não foi tão presente.
Mágoa da infância, pois não foi cheia de mimos.
Rancor do ex.
Rancor por escolhas feitas por outros em nosso nome.
Assim vamos colecionando ódio, tristeza, mágoa e rancor de pessoas e instituições.
Sede confidencial de vingança. Não conseguindo perdoar as pessoas que nos fizeram sofrer: “São pessoas imperdoáveis, pois eu não sou um Jesus Cristo”.
Se não soubermos perdoar, não saberemos ser perdoados.
O perdão de Deus nos confronta: Se Deus me aceita como eu sou, porque não posso aceitar o outro com suas limitações e mazelas, como ele é?
Mas, na verdade, achamos que o outro é sempre pior que nós.
Certa vez uma pessoa muito próxima me fez sofrer demais, por meses e meses, pois me enviou um e-mail falando "francamente" sobre todos os meus defeitos, limitações e falhas de caráter. Foi uma carta do inferno. Tal pessoa tinha mágoas comigo por eu ser quem eu era e como eu era. Enfim, eu não havia suprido as suas expectativas irreais e leveu eu a culpa por ser como sou. Claro, jamais escrevi de volta fazendo a mesma catarse emocional e expondo também as suas mazelas humanas, conforme meu ponto de vista e expectativas frustradas. Isto teria sido, além de cruel demais, uma clara falta de perdão e de aceitação do outro como o outro é!
Devemos aprender a perdoar e devemos aceitar o perdão de Deus.
Não é sensato carregar nas costas cargas que Jesus já retirou na cruz.
Não é sensato não liberar perdão para alguém que Deus já perdoou.
Não se esqueça: Deus ama os seus inimigos!
A pessoa culpada é uma psicopata. Não aceita o perdão de Deus e não perdoa com facilidade. Aliás, culpa a todos, culpa o mundo. Culpa até Deus pelo livre arbítrio recebido. Sim, pois tais indivíduos fazem escolhas erradas na vida e precisam de culpados – pais, cônjuges, governo – e não encontrando culpado, encontram-no em Deus e dizem: “Deus, como você pode?!”. Se eu sou culpado é porque alguém foi culpado primeiro, pensam. Compartilham o seu sentimento de culpa culpando a todos.
Ao contrário, quem aceita a “graciosa graça” perdoadora, ao aceitar o perdão, a todos perdoa. Assim, e somente assim poderemos continuar caminhando e orando o “Pai Nosso” como Jesus nos ensinou: “Senhor, perdoa os meus pecados, ofensas e dívidas, da mesma forma que eu tenho perdoado quem me ofende, me deve ou tem pecado contra mim...”
Com base em sentimentos vingativos de “olho-por-olho”, não precisamos esperar qualquer perdão.
Recebemos perdão de graça. Perdoemos gratuitamente.
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Ao contrário do que faço costumeiramente, o filme abaixo não é nada cômico, na verdade, é um atragédia que visa conscientizar os motoristas da importância de se dirigir com muita atenção ("Não digite ao dirigir" seria o título em tradução livre).
Pergunto-me:
- Esta moça conseguiu perdoar-se?
- Seus pais a perdoarama?
- Os pais de se suas amigas a perdoaram? A que custo?
- A sociedade a perdoou?
- E a justiça comum?
- E Deus, a perdoou?




