quinta-feira, 23 de julho de 2009

QUEM QUER CAIR EM TENTAÇÃO?




Se eu tenho permissão para fazer algo, aquilo não me é uma tentação, posto que somente sou tentado por aquilo que “não” posso ter, ver ou fazer.
Se não posso é porque alguém me proibiu ou disse que é errado.
Se não é “errado” nem proibido, desejar, ver ou fazer , logo, não é uma tentação. Portanto, a tentação é algo que pode ser criada. Criamos tentações quando proibimos coisas.
A Lei de Moisés era proibitiva, criando, pois, tentações.
A Lei de Cristo é a Graça: liberdade no Espírito. Se tenho liberdade, não tenho tentações.
Paradoxal e, como diriam alguns pastores: “perigosa esta linha de raciocínio – não vamos dar liberdades para não termos problemas com ela”. Mas não dar liberdade é sair da Graça de Cristo e retornar à escravidão das leis mosaicas.
Pela Lei da Graça que hoje opera (nas pessoas que são “nascidas do Espírito”) todas as coisas são lícitas, não obstante, nem todas convêm. Porque não convém?
O que não convém?
O que não convém está relacionado ao amor ao próximo. Se o que me é lícito fazer irá prejudicar alguém em algum lugar do planeta, não devo mais fazer. Não porque eu não possa fazer, mas porque devo amar o outro e, por amor altruísta – não pela lei – deixo de fazer coisas que me dão prazer, me alegram e me são lícitas, simplesmente para não prejudicar outros.
Alguns poderiam perguntar: “Mas, deixo de fazer isto ou aquilo não é para ser salvo?”
A resposta é um retumbante: NÃO! Não somos salvos pela lei nem pelas nossas obras boas. A lei mata e o Espírito da vida. Somos salvos e aceitos por Deus não pelo que nós somos, mas pelo que Ele é! Somos salvos pela Graça de Deus, não pelas nossas boas ações!
Assim, acabamos por dar um tipo de definição para o pecado, que é prejudicar o próximo.
Não! O pecado não é prejudicar Deus, posto que a Deus ninguém prejudica, no máximo, por Ele podemos ser abençoados ou prejudicados. Ele não depende de nós, de nossa crença, de nossas teologias, de nossa defesa em favor d'Eele e nem de nossa devoção. Estas coisas são importantes para nós, homens vacilantes, que carecemos de identidade.
Pecado não é problema para Deus. Todos os pecados já estão perdoados. Ou não estão? Deus não vê mais os nossos pecados, pois eles já foram pagos por Cristo e lançados no mar do esquecimento.
Deus não vê o “nascido de novo” pela lente do pecado, mas pela lente da Graça. Para Deus os que crêem estão limpos. Infelizmente poucos de nós temos esta capacidade de acreditar no Evangelho e aceitar que fomos perdoados, preferimos crer que temos que "pagar algum preço" ou fazer algum "sacrifício" para sermos aceitos ou merecedores de um “presente” de Deus, que chamamos de salvação. Mas não, gente, é de graça mesmo!
Para piorar este cenário de dúvidas, alguns líderes religiosos estão constantemente ensinando um Evangelho que não é o Evangelho da Graça, mas o diabólico Evangelho do Mérito, por meio do qual sempre é dito: “Cuidado que Deus castiga! Não toque nisto! Não beba aquilo! Feche os olhos! Dê dinheiro! Morra!”

“Não nos deixes cair em tentação”.
Em qual tentação?
Na tentação de olhar apenas para mim.
Na tentação de não perdoar, de guardar rancor.
Na tentação de se achar o dono da verdade, ou melhor que os demais.
Na tentação de se fazer de vítima das circunstâncias.
Na tentação de lançar a culpa no outro, no governo, nos pais, nos irmãos, na igreja, no pastor... Menos em mim! Pois eu sou a grande vítima!
Não nos deixe Senhor, cair na tentação de não assumirmos nossos erros, não pedirmos perdão por eles e não crermos que fomos perdoados e aceitos gratuitamente - sem sacrifícios.
Perdoe a gente por não amarmos os outros como amamos a nós mesmos.
Luciano Maia

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Um filme muito bem feito e delicioso que mostra que nossa vida pode ser uma "viagem"!
Muito interessante a técnica utilizada, mas, sobretudo a mensagem análoga da vida sendo reflexo de desejos e de escolhas tanto nossas quanto de outros. Sim, a vida é um tabuleiro de xadrez!
Veja o filme da Virgin e depois este link.

video

Um comentário:

  1. Luciano, parabéns, irmão, pela reflexão. É provocante e edificante, mas isto
    depende dos olhos... rsss...
    Um abraço,
    Nilson.

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